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Qua, Mai

No domingo da Ascensão do Senhor, 16 de maio, comunicadores de todo o Brasil poderão celebrar o Dia Mundial das Comunicações por meio da transmissão de duas celebrações eucarísticas, em sua intenção, direto do Santuário Basílica de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG).

A primeira celebração será presidida pelo bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Giovani Mol, às 8h, com transmissão pelas emissoras de inspiração católica Século 21, Rede Vida, TV Horizonte, Pai Eterno e TV Nazaré.

A segunda celebração será presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, às 15h, com transmissão pela TV Horizonte, TV Evangelizar, TV Imaculada, TV Aparecida, Canção Nova, TV Nazaré e Web Bom Jesus. Ambas as celebrações terão transmissão pelas redes sociais da CNBB (Facebook e Youtube) e da Pascom Brasil e por rádios católicas.

As duas celebrações eucarísticas estão inseridas na Semana da Comunicação, da Pascom Brasil, para celebrar o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais. A programação ocorrerá de 10 a 16 de maio, com três lives inspiradas na mensagem do Papa Francisco para este ano: “Vinde ver! (Jo 1,46) Comunicar encontrando as pessoas como e onde estão”. As lives serão transmitidas pelo Youtube e Facebook da Pascom Brasil.

Confira a programação completa:

10 de maio, às 20h – VINDE VER
A primeira atividade será a Leitura Orante da Palavra de Deus, na segunda-feira, 10 de maio, às 20h. O texto bíblico escolhido foi o Evangelho de João 1, 39-46, que contém o versículo que dá tema ao Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano. A condução será feita pelo bispo de Oeiras (PI), dom Edilson Nobre, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação. O roteiro para a Leitura Orante ficou a cargo do Projeto Cristonautas, um programa de treinamento em Lectio Divina para jovens, levando em consideração a Nova Evangelização, a grande Missão Continental e as tecnologias de informação e comunicação.

A leitura orante da Palavra de Deus é um dos métodos mais eficazes de se ter contato com a Palavra de Deus. Não se trata de fazer uma leitura corrida das páginas sagradas, mas uma leitura rezada. A Lectio Divina tem uma história de pelo menos 2.500 anos. No Antigo Testamento o povo de Israel rezava a Palavra e usava a Palavra para rezar. No livro de Neemias 8, 2-10 encontramos que o povo se reuniu para ouvir Neemias e ler o livro desde a manhã até ao meio dia. A leitura orante na ótica da comunicação é uma proposta sugerida pelo Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil no parágrafo 253, como uma forma de se vivenciar o eixo da espiritualidade.

“É fundamental que se cultive a espiritualidade do comunicador mediante retiros, “leitura orante” na ótica da comunicação, reflexões sobre os documentos da Igreja no campo da comunicação, e que o comunicador se alimente da Palavra de Deus e da Eucaristia. A espiritualidade do comunicador, bem como toda a espiritualidade da Igreja, inspira-se na Trindade, modelo da perfeita comunicação e comunhão no amor.” (DCIB, n. 253)

12 de maio, às 20h – GASTAR AS SOLAS DOS SAPATOS
A expressão citada pelo Papa Francisco em sua mensagem dá título à segunda noite formativa. Os membros do Grupo de Reflexão sobre Comunicação (Grecom) da CNBB fazem o aprofundamento da carta aos comunicadores na quarta-feira, 12 de maio, às 20h.

São integrantes do Grecom os pesquisadores Andréia Gripp, Aline Amaro, Joana Puntel, Moisés Sbardelotto, Mozahir Salomão Bruck, Ricardo Alvarenga, além do coordenador nacional da Pascom, Marcus Tullius, os assessores da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, Manuela Castro e padre Tiago Sibula, e os bispos da Comissão, dom Joaquim Mol e dom Edilson Nobre.

“A crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem ‘gastar a sola dos sapatos’, sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações. Mas, se não nos abrimos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas com a capacidade que têm de nos apresentar uma realidade engrandecida onde nos parece estar imersos”, afirma o Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2021.

14 de maio, às 20h – A CORAGEM DOS JORNALISTAS
A terceira noite de celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais contará com o testemunho de jornalistas e comunicadores, destacando a coragem dos jornalistas. A live será na sexta-feira, 14 de maio, às 20h e será conduzida por Alessandro Gomes e Osnilda Lima, presidente e vice-presidente da Signis Brasil – Associação Católica de Comunicação. Confira os jornalistas que irão partilhar sua vivência na comunicação.

Tainá Aragão. Manauara (AM), jornalista pela Universidade Federal de Roraima (UFRR) e Universidade de Brasília (UnB). Estudou cinema documental na Universidad de La Habana (Cuba). Atualmente vive em Santarém (PA). Trabalha principalmente com temas socioambientais, direitos territoriais, mudanças climáticas, grandes projetos de infraestrutura e povos tradicionais na Amazônia brasileira.

Janaina Souza. Jornalista formada pela Universidade Federal de Roraima, colaboradora da Rede de Notícias da Amazônia

Luis Miguel Modino. Padre Diocesano de Madri, Espanha. Missionário Fidei Donum no Brasil desde 2006. Vive em Manaus (AM), membro da Equipe de Comunicação do CELAM. Corresponsável de Religión Digital no Brasil. Colaborador de Vatican News e IHU – Instituto Humanitas Unisinos.

“Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmara, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas”, afirma o Papa Francisco no terceiro tópico da mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.

16 de maio – DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
No domingo da Ascensão do Senhor, comunicadores de todo o Brasil poderão celebrar o Dia Mundial das Comunicações por meio da transmissão de duas celebrações eucarísticas, em sua intenção, direto do Santuário Basílica de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG). (Informações estão acima).

Dia Mundial das Comunicações
O Dia Mundial das Comunicações Sociais foi instituído pelo Decreto Inter Mirifica, do Concílio Vaticano II, em seu número 18: “Para reforçar o variado apostolado da Igreja por intermédio dos meios de comunicação social celebre-se anualmente, nas dioceses do mundo inteiro, um dia dedicado a ensinar aos fiéis seus deveres no que diz respeito aos meios de comunicação, a se orar pela causa e a recolher fundos para as iniciativas da Igreja nesse setor, segundo as necessidades do mundo católico”. E no dia 7 de maio de 1967, domingo da Ascensão do Senhor, celebrou-se pela primeira vez, no mundo inteiro, o dia Mundial das Comunicações Sociais.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga nesta sexta-feira, 16 de abril, a mensagem do episcopado brasileiro que reunido, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da CNBB, se dirigiu ao povo neste grave momento.

No texto, os bispos afirmam que diante da atual situação pela qual passa o Brasil, sobretudo em tempos de pandemia, não podem se calar quando a vida é “ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada”. Os bispos asseguram que são pastores e que têm a missão de cuidar. “Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade”, dizem.

Na mensagem, os bispos reiteram que no atual momento precisam continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecem agradecidos que as famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. “Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento”.

Os bispos afirmam que os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado” e que o momento exige competência e lucidez. “São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito”, afirmam.

Fazem, ainda, um forte apelo à unidade das Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil: “Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”.

Confira o texto na íntegra:

MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

Esperamos novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. (2Pd 3,13)

Movidos pela esperança que brota do Evangelho, nós, Bispos do Brasil, reunidos, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 12 a 16 de abril de 2021, neste grave momento, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro.

Expressamos a nossa oração e a nossa solidariedade aos enfermos, às famílias que perderam seus entes queridos e a todos os que mais sofrem as consequências da Covid-19. Na certeza da Ressurreição, trazemos em nossas preces, particularmente, os falecidos. Ao mesmo tempo, manifestamos a nossa profunda gratidão aos profissionais de saúde e a todas as pessoas que têm doado a sua vida em favor dos doentes, prestado serviços essenciais e contribuído para enfrentar a pandemia.

O Brasil experimenta o aprofundamento de uma grave crise sanitária, econômica, ética, social e política, intensificada pela pandemia, que nos desafia, expondo a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. Embora todos sofram com a pandemia, suas consequências são mais devastadoras na vida dos pobres e fragilizados.

Essa realidade de sofrimento deve encontrar eco no coração dos discípulos de Cristo[1]. Tudo o que promove ou ameaça a vida diz respeito à nossa missão de cristãos. Sempre que assumimos posicionamentos em questões sociais, econômicas e políticas, nós o fazemos por exigência do Evangelho. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada[2].

Louvamos o testemunho de nossas comunidades na incansável e anônima busca por amenizar as consequências da pandemia. Muitos irmãos e irmãs, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, cristãos leigos e leigas, movidos pelo autêntico espírito cristão, expõem suas vidas no socorro aos mais vulneráveis. Com o Papa Francisco, afirmamos que “são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos”[3]. As iniciativas comunitárias de partilha e solidariedade devem ser sempre mais incentivadas. É Tempo de Cuidar!

Somos pastores e nossa missão é cuidar. Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade. Por isso, nesse momento, precisamos continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecemos agradecidos que nossas famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento.

Na sociedade civil, os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado”[4]. Isso exige competência e lucidez. São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito. É necessária atenção à ciência, incentivar o uso de máscara, o distanciamento social e garantir a vacinação para todos, o mais breve possível. O auxílio emergencial, digno e pelo tempo que for necessário, é imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia[5], com especial atenção aos pobres e desempregados.

É preciso assegurar maiores investimentos em saúde pública e a devida assistência aos enfermos, preservando e fortalecendo o Sistema Único de Saúde – SUS. São inadmissíveis as tentativas sistemáticas de desmonte da estrutura de proteção social no país. Rejeitamos energicamente qualquer iniciativa que intente desobrigar os governantes da aplicação do mínimo constitucional do orçamento na saúde e na educação.

A educação, fragilizada há anos pela ausência de um eficiente projeto educativo nacional, sofre ainda mais no contexto da pandemia, com sérias consequências para o futuro do país. Além de eficazes políticas públicas de Estado, é fundamental o engajamento no Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco[6].

Preocupa-nos também o grave problema das múltiplas formas de violência disseminada na sociedade, favorecida pelo fácil acesso às armas. A desinformação e o discurso de ódio, principalmente nas redes sociais, geram uma agressividade sem limites. Constatamos, com pesar, o uso da religião como instrumento de disputa política, justificando a violência e gerando confusão entres os fiéis e na sociedade.

Merece atenção constante o cuidado com a casa comum, submetida à lógica voraz da “exploração e degradação”[7]. É urgente compreender que um bioma preservado cumpre sua função produtiva de manutenção e geração da vida no planeta, respeitando-se o justo equilíbrio entre produção e preservação. A desertificação da terra nasce da desertificação do coração humano. Acreditamos que “a liberdade humana é capaz de limitar a técnica, orientá-la e colocá-la ao serviço de outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral”[8].

É cada vez mais necessário superar a desigualdade social no país. Para tanto, devemos promover a melhor política[9], que não se submete aos interesses econômicos, e seja pautada pela fraternidade e pela amizade social, que implica não só a aproximação entre grupos sociais distantes, mas também a busca de um renovado encontro com os setores mais pobres e vulneráveis[10].

Fazemos um forte apelo à unidade da sociedade civil, Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”[11]

Com a fé em Cristo Ressuscitado, fonte de nossa esperança, invocamos a benção de Deus sobre o povo brasileiro, pela intercessão de São José e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Brasília, 16 de abril de 2021.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

 

[1] cf. Gaudium et Spes, 1.

[2] cf. CNBB, Mensagem ao Povo de Deus, 2018.

[3] Papa Francisco, Mensagem para o IV Dia Mundial dos Pobres, 2020.

[4] Constituição Federal, art. 196.

[5] cf. CNBB, OAB, C.Arn´s, ABI, ABC e SBPC, O povo não pode pagar com a própria vida,10 de março de 2021.

[6] cf. Papa Francisco, Mensagem para o lançamento do Pacto Educativo Global, 12 de setembro 2019.

[7] Papa Francisco, Laudato Si´, 145.

[8] Papa Francisco, Laudato Si´, 112.

[9] Papa Francisco, Fratelli Tutti, Cap. V.

[10] cf. Papa Francisco, Fratelli Tutti, 233.

[11] Papa Francisco, Mensagem 58ª. AG CNBB.

 

Fonte: CNBB

O Papa Francisco enviou uma mensagem de vídeo para o episcopado brasileiro reunido na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (AG CNBB) desde a segunda-feira, 12 de abril. O Santo Padre optou por dirigir-se aos bispos do Brasil falando espanhol, razão pela qual pediu desculpas e justificou tratar-se de um idioma que argentinos e brasileiros entendem bem o “portunhol”.

Francisco estendeu carinhosamente, através dos bispos do Brasil, a mensagem também “a cada brasileiro e brasileira” e ao amado Brasil, país que em sua avaliação “enfrenta uma das provas mais difíceis de sua história”.

“Desejo, em primeiro lugar, manifestar a minha proximidade a todas as centenas de milhares de famílias que choram a perda de um ente querido. Jovens, idosos, pais e mães, médicos e voluntários, ministros sagrados, ricos e pobres: a pandemia não excluiu ninguém no seu rastro de sofrimento”, disse o chefe da Igreja Católica.

No vídeo, o Pontífice dirige uma mensagem de ânimo aos bispos brasileiros no contexto da celebração da Páscoa e da Ressurreição de Jesus Cristo. “O anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos! Como cantamos na sequência do Domingo de Páscoa: ‘Duelam forte e mais forte: é a vida que enfrenta a morte. O Rei da vida, cativo, é morto, mas reina vivo!’ Sim queridos irmãos, o mais forte está ao nosso lado! Cristo venceu! Venceu a morte! Renovemos a esperança de que a vida vencerá!”, disse.

O Santo Padre aponta, na mensagem, o caminho para superar o “momento trágico” da pandemia da Covid-19 no país. “A nossa fé em Cristo Ressuscitado nos mostra que podemos superar esse momento trágico. Nossa esperança nos dá coragem para nos reerguemos. A caridade nos impulsiona a chorar com os que choram e a dar a mão, sobretudo aos mais necessitados, para que possam voltar a sorrir. E a caridade nos impulsiona a nós como Bispos a nos despojar. Não tenham medo de despojar-se. Cada um sabe de que coisa… É possível superar a pandemia, é possível superar suas consequências”, afirmou.

O Sucessor de Pedro exorta os bispos a buscarem a unidade, deixando de lado as divisões e desentendimentos, e se encontrando no que é essencial: “Sempre Jesus! Nele está a nossa base, a nossa força, a nossa unidade”. O Chefe da Igreja disse que a missão da Igreja no Brasil, mais do que nunca, é  “ser instrumento de reconciliação, ser instrumento de unidade (…). A Conferência Episcopal deve ser una neste momento, pois o povo que sofre é uno”, conclamou.

Francisco encoraja os bispos a não desanimarem frente aos desafios. “Porém sabemos que o Senhor caminha conosco: ‘Eis que estarei convosco, todos os dias, até o final dos tempos’ (Mt 28,20) – nos diz Ele. Por isso, na certeza de que ‘não nos deu um espírito de covardia, mas de fortaleza, de amor e moderação’ (2 Tim 1,7), deixemos “de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que nos envolve”, disse.

“Peço ao Senhor ressuscitado que esta Assembleia Geral produza frutos de unidade e reconciliação para todo o povo brasileiro e na Conferência Episcopal. Unidade que não é uniformidade, mas que é harmonia: essa unidade harmônica que somente o Espírito Santo confere. Imploro à Nossa Senhora Aparecida que Ela, como Mãe, fomente entre todos os seus filhos a graça de ser defensores do bem e da vida dos outros, bem como promotores da fraternidade”, conclui Francisco.

Veja, no vídeo abaixo, a mensagem que o Papa enviou especialmente para os bispos brasileiros reunidos na 58ª AG CNBB: aqui.

Mensagem do Papa Francisco ao Episcopado Brasileiro

Fonte: CNBB

Os bispos do Brasil reunidos em sua 58ª Assembleia Geral aprovaram, na sessão de manhã, nesta terça-feira, 13 de abril, a mensagem destinada ao Papa Francisco. No texto, o episcopado brasileiro renova o seu apreço, carinho e fidelidade ao Santo Padre.

Os bispos também buscam, no documento, de modo geral, deixar o Santo Padre informado sobre as pautas em discussão na 58ª AG CNBB e dos assuntos importantes para o clero e o povo de Deus na Igreja no Brasil, além de expressar sua comunhão com a Igreja do mundo todo.

Partindo do fato de que, dadas as circunstâncias sanitárias atuais, a Assembleia acontece de forma virtual e requer a colaboração de todos, os bispos do Brasil reconhecem igualmente o esforço de Francisco para a manutenção da unidade eclesial, sobretudo mediante a proposição do diálogo constante e fraeterno, seja no próprio meio católico, seja com os irmãos de outras denominações religiosas e culturas.

O legado eclesial e social das iniciativas do Pontífice também foi lembrado: a encíclica Fratelli tutti, o ano dedicado a São José e às famílias, a retomada dos ensinamentos da exortação apostólica Amoris laetitia, bem como o Pacto Global pela Educação e a Economia de Francisco.

Os bispos também deram destaques às condições impostas pela pandemia da Covid-19 ao Brasil, que ao mesmo tempo demonstram não somente as fragilidades que o país possui para o seu devido enfrentamento, como também as iniciativas despertadas, no âmbito da Igreja no Brasil, para o socorro e autêntica demonstração de caridade evangélica para com os que sofrem seus efeitos. No documento, os bispos do Brasil agradecem a solidariedade do Papa Francisco para com o povo brasileiro.

A mensagem recorda ainda que o eixo condutor dos trabalhos da Assembleia é a reflexão sobre a Palavra de Deus, em consonância com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023). Lembram também a consonância com o Santo Padre no sentido de buscar a purificação da Igreja por meio da proteção das crianças e adolescentes em relação aos casos de abusos por parte do clero, e enaltecem a iniciativa do Sínodo para a Amazônia, bem como o documento dele originado, “Querida Amazônia”, que se traduz numa nova sensibilidade para lidar com os problemas daquela região.

Por fim, acompanham e rezam para que a Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe seja um momento de retomar luzes, perspectivas e esperanças, tantos anos depois da Conferência de Aparecida, da qual Francisco foi um participante decisivo. Veja, abaixo, a íntegra da mensagem aprovada pela plenária da 58ª Assembleia Geral da CNBB:

 

CARTA AO PAPA DA 58ª AG CNBB

Amado Papa Francisco,

Nós, os Bispos do Brasil, reunidos neste ano, de 12 a 16 de abril, por plataforma virtual, a partir de nossas Igrejas Particulares, vivenciamos nossa 58ª Assembleia Geral Ordinária. Neste tempo difícil e desafiador, quisemos viver, neste formato possível, nosso encontro anual, que não nos foi possível realizar no ano passado, devido à insegurança e aos riscos causados pelo início da pandemia da COVID-19.

Expressamos e renovamos nossa fidelidade e nossa comunhão com Vossa Santidade, Bispo de Roma e Sucessor de Pedro. Reconhecemos seus inúmeros esforços para construir a unidade na Igreja e com os demais cristãos e favorecer o diálogo com outras religiões não cristãs e com a pluralidade das culturas. Pudemos, de modo exemplar, perceber isto na sua recente viagem ao Iraque, pelos caminhos da fé de Abraão, e nos fecundos diálogos empreendidos ali pela paz e pela concórdia entre os povos, buscando levar também bálsamo espiritual às muitas feridas causadas pelos históricos conflitos naquela região.

Agradecemos pelos frutos e boas repercussões eclesiais e sociais entre nós gerados pela Encíclica Fratelli tutti e pelo ano dedicado ao Patriarca São José e às famílias. Com o auxílio deste “homem justo”, iluminados e impulsionados pelas indicações pastorais da Exortação Amoris Laetitia, haveremos de relançar o olhar pastoral sobre a realidade das famílias. O ano da “Família Amoris Laetitia”, iniciado em 19 de março e a ser concluído com o X Encontro Mundial de Famílias, em junho de 2022, certamente será um norte seguro para nossa ação evangelizadora das famílias. Sem descuidar igualmente dos esforços da nossa comunidade cristã na construção da grande família humana, chamada a construir-se como casa de irmãos e irmãs, no respeito, na amizade e no diálogo amoroso.

Também não podemos deixar de externar nossos sentimentos de gratidão pela proximidade paterna e misericordiosa de Vossa Santidade, expressa nas muitas formas de concreta solidariedade manifestadas ao povo brasileiro, neste tempo em que a pandemia fez aflorar misérias, sofrimentos e precariedades em muitas regiões e dioceses brasileiras. Os apelos mundiais de Vossa Santidade em relação ao Pacto Global pela Educação e Economia de Francisco estão sendo divulgados e acolhidos pelos respectivos segmentos, com adesões importantes e criativas da sociedade e da Igreja no Brasil.

Nesta pandemia estamos experimentando e assistindo a situações de grande dor e de belas iniciativas, a saber, de um lado, a fragilidade de nossas políticas públicas, a inabilidade de nossos governantes no trato da pandemia, o negacionismo de uma parcela de brasileiros, a politização e ideologização da pandemia, a impossibilidade dos ritos e orações por ocasião do sepultamento dos mortos por COVID-19, causando dor ainda maior às famílias; por outro lado, a solidariedade entre as pessoas, famílias e comunidades, as muitas e criativas formas de presença junto aos que sofrem com a solidão e o abandono, sobretudo os idosos. A pandemia nos tem educado para muitas ações de evangélica caridade, de socorro aos mais vulneráveis, num belo e criativo pacto pela vida e pelo nosso sofrido Brasil.

Contudo, não faltam iniciativas pastorais e vozes proféticas para apontar o Reino e a primazia da vida. Não estamos silenciados! Não estamos omissos! Mesmo reconhecendo o poder das forças de destruição e de morte a que estamos sujeitos. Não perdemos de vista o Evangelho e a presença invisível e vitoriosa do Senhor Jesus, o Vivente, que nos acompanha e nos ajuda a interpretar a história em chave pascal, como fez com os discípulos de Emaús.

Nossa Assembleia Geral dedica-se neste ano, em consonância com as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, ao tema da Igreja como Casa da Palavra de Deus. “Casa da Palavra: animação bíblica da vida e da pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”. A partir da imagem bíblica da semente (Mt 13,1-9) queremos mergulhar no mistério do Cristo-Palavra, nos desafios da semeadura neste nosso tempo, nos terrenos prioritários, nos meios para semear. Conhecer a Escritura é conhecer Cristo. Ele é nossa Páscoa e nossa Paz! “Do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2,14a). É preciso recomeçar sempre a partir d’Ele! Anuncia-lo com novo ardor, novos métodos, novo testemunho é missão sempre nova e urgente.

Unimo-nos a Vossa Santidade nos esforços pela purificação, conversão e justiça frente aos casos de abusos cometidos por membros da Igreja. Nossas dioceses estão, pouco a pouco, estruturando os “Serviços diocesanos de proteção de crianças, adolescentes e vulneráveis”, para responder e combater este mal que precisa ser extirpado. Há uma assessoria nacional, Núcleo Lux Mundi, que tem prestado grande ajuda às Dioceses e Congregações Religiosas na constituição deste serviço eclesial.

O Sínodo para a Amazônia e a Exortação Apostólica Pós-sinodal “Querida Amazônia” repercutem em nova sensibilidade, gestos de solidariedade e novas atenções pastorais sobre as belezas e problemáticas que tocam aquela região, ainda marcada por graves agressões.

Acompanhamos e rezamos pela Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, a realizar-se em novembro próximo, para celebrar, rever e retomar as luzes, perspectivas e esperanças da Conferência de Aparecida, quatorze anos após aquele encontro do episcopado latino-americano e caribenho, da qual Vossa Santidade, ainda como Arcebispo de Buenos Aires, participou e colaborou decisivamente.

Os Bispos presentes a esta Assembleia Geral do episcopado brasileiro, juntamente com aqueles que nos auxiliam neste encontro, sacerdotes, diáconos, religiosas, cristãos leigos e leigas, assessores e convidados, cada um, a partir de sua Igreja Local, do seu lar ou do seu local de trabalho pastoral, suplica sua bênção apostólica e eleva a Deus uma prece, pela intercessão da Virgem Aparecida, pela sua vida e ministério na Igreja.

Em fecunda e permanente comunhão orante,

Brasília-DF, 13 de abril de 2021.
A presidência.

 

Fonte: CNBB

Aspectos pastorais e sociais da pandemia que já devastou a vida de mais de 350 mil brasileiros, foram partilhados no início da tarde de hoje, 15 de abril, na quarta coletiva de imprensa da 58ª Assembleia Geral da CNBB. O arcebispo de Manaus (AM), dom Leonardo Steiner, e o arcebispo de Florianópolis (SC), dom Wilson Tadeu Jönck, apresentaram aos jornalistas os múltiplos desafios enfrentados nas duas regiões do país.

 

Dom Leonardo Steiner

De acordo com dom Leonardo Steiner, a falta de informação para a população por parte do governo e o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) agravaram o que ele chamou de ‘grande desastre’. “Cerca de 50% da população do Amazonas vive na região metropolitana de Manaus (AM). Só na periferia da capital moram cerca de 36 mil indígenas. Já na primeira onda da pandemia do novo coronavírus, mesmo com a criação de dois hospitais de campanha, a rede do SUS era insuficiente para atender a população. Muitas pessoas vieram a óbito”, disse o arcebispo.

“Desde o início da pandemia, reunimos o conselho presbiteral e foram suspensas todas as celebrações e encontros presenciais. Procuramos atender os cemitérios, que diariamente recebiam até 85 funerais. A segunda onda foi ainda mais difícil, com repercussão na grande mídia com a falta de oxigênio. Nós exportamos o vírus para outros estados com a transferência de infectados”, comentou dom Leonardo. O arcebispo ainda agradeceu a solidariedade recebida de todo o país e de organizações internacionais.

 

Auxílio aos empobrecidos

Dom Wilson Tadeu Jönck partilhou que em Santa Catarina, no início da pandemia, o poder público atuou ativamente no controle da transmissão vírus. Com a chegada do inverno também veio o agravamento da primeira onda da pandemia na região. “A Igreja atuou ativamente com ações de solidariedade. Quando nosso povo é solicitado, ele atende de uma forma extraordinária. Em Florianópolis (SC), frentes de ações da arquidiocese formaram um grande mutirão e muito foi arrecadado. Vivenciamos tudo isso junto com a população”, disse.

De acordo com dados registrados da Ação Solidária Emergencial ‘Tempo de Cuidar’, a arquidiocese de Florianópolis foi a que arrecadou alimentos junto à campanha em todo o país. Foram mais de 500 toneladas de alimentos distribuídos entre a população de rua, desempregados, migrantes e outros necessitados. Também foram registrados a arrecadação de kits de higiene e equipamentos de proteção individual.

Dom Wilson Tadeu Jönck

O arcebispo de Florianópolis partilhou ainda que com a redução dos números de vítimas no final de 2020, houve um relaxamento das restrições, o que acarretou no agravamento da transmissão do vírus no sul do país. “Os números em Santa Catarina ainda são altos. Hoje a grande precariedade é o atendimento nos hospitais e a falta de vagas em UTI’s”, comentou.

 

Segunda fase da Ação Solidária

Também participou da coletiva o bispo de Roraima, presidente da Cáritas Brasileira e 2º vice-presidente da CNBB , dom Mário Antônio da Silva. O bispo apresentou os impactos sociais trazidos pela primeira fase da ‘Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil Tempo de Cuidar’ um ano após o lançamento. Dom Mário também ressaltou que agora a Ação Solidária iniciou uma segunda fase no último domingo, 11 de abril, evidenciando o agravamento da pandemia e da fome em todo o país.

 

Confira o relatório com registros da primeira fase da Ação Solidária clicando (aqui).

 

Fonte: CNBB

Aspectos pastorais e sociais da pandemia que já devastou a vida de mais de 350 mil brasileiros, foram partilhados no início da tarde de hoje, 15 de abril, na quarta coletiva de imprensa da 58ª Assembleia Geral da CNBB. O arcebispo de Manaus (AM), dom Leonardo Steiner, e o arcebispo de Florianópolis (SC), dom Wilson Tadeu Jönck, apresentaram aos jornalistas os múltiplos desafios enfrentados nas duas regiões do país.

Dom Leonardo Steiner
Dom Leonardo Steiner

De acordo com dom Leonardo Steiner, a falta de informação para a população por parte do governo e o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) agravaram o que ele chamou de ‘grande desastre’. “Cerca de 50% da população do Amazonas vive na região metropolitana de Manaus (AM). Só na periferia da capital moram cerca de 36 mil indígenas. Já na primeira onda da pandemia do novo coronavírus, mesmo com a criação de dois hospitais de campanha, a rede do SUS era insuficiente para atender a população. Muitas pessoas vieram a óbito”, disse o arcebispo.

“Desde o início da pandemia, reunimos o conselho presbiteral e foram suspensas todas as celebrações e encontros presenciais. Procuramos atender os cemitérios, que diariamente recebiam até 85 funerais. A segunda onda foi ainda mais difícil, com repercussão na grande mídia com a falta de oxigênio. Nós exportamos o vírus para outros estados com a transferência de infectados”, comentou dom Leonardo. O arcebispo ainda agradeceu a solidariedade recebida de todo o país e de organizações internacionais.

Auxílio aos empobrecidos

Dom Wilson Tadeu Jönck
Dom Wilson Tadeu Jönck

Dom Wilson Tadeu Jönck partilhou que em Santa Catarina, no início da pandemia, o poder público atuou ativamente no controle da transmissão vírus. Com a chegada do inverno também veio o agravamento da primeira onda da pandemia na região. “A Igreja atuou ativamente com ações de solidariedade. Quando nosso povo é solicitado, ele atende de uma forma extraordinária. Em Florianópolis (SC), frentes de ações da arquidiocese formaram um grande mutirão e muito foi arrecadado. Vivenciamos tudo isso junto com a população”, disse.

De acordo com dados registrados da Ação Solidária Emergencial ‘Tempo de Cuidar’, a arquidiocese de Florianópolis foi a que arrecadou alimentos junto à campanha em todo o país. Foram mais de 500 toneladas de alimentos distribuídos entre a população de rua, desempregados, migrantes e outros necessitados. Também foram registrados a arrecadação de kits de higiene e equipamentos de proteção individual.

O arcebispo de Florianópolis partilhou ainda que com a redução dos números de vítimas no final de 2020, houve um relaxamento das restrições, o que acarretou no agravamento da transmissão do vírus no sul do país. “Os números em Santa Catarina ainda são altos. Hoje a grande precariedade é o atendimento nos hospitais e a falta de vagas em UTI’s”, comentou.  

Segunda fase da Ação Solidária

Também participou da coletiva o bispo de Roraima, presidente da Cáritas Brasileira e 2º vice-presidente da CNBB , dom Mário Antônio da Silva. O bispo apresentou os impactos sociais trazidos pela primeira fase da ‘Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil Tempo de Cuidar’ um ano após o lançamento. Dom Mário também ressaltou que agora a Ação Solidária iniciou uma segunda fase no último domingo, 11 de abril, evidenciando o agravamento da pandemia e da fome em todo o país.

Confira o relatório com registros da primeira fase da Ação Solidária clicando (aqui). 

"O Papa Francisco, na Carta Encíclica Fratelli Tutti, ensina que a palavra solidariedade expressa muito mais do que gestos esporádicos. “A solidariedade, no seu sentido mais profundo, é uma forma de fazer história” (Carta Encíclica Fratelli Tutti, n. 116). A humanidade está adoecida pela pandemia e só encontrará a cura se caminhar unida, adotando a solidariedade como princípio que orienta as relações, para que todos tenham a oportunidade de se vacinar, para que cada pessoa assuma a própria responsabilidade no cuidado com o seu semelhante e com a Casa Comum."

A terceira encíclica do papa Francisco, Fratelli Tutti (“todos irmãos”), é um chamado à redescoberta da fraternidade e da amizade social, presentes no subtítulo do texto assinado diante da tumba de São Francisco de Assis, e divulgado pelo Vaticano.

A grande crítica que Francisco faz na Fratelli tutti, e que será desmembrada em vários outros comentários ao longo do texto, se dirige ao individualismo exacerbado dos tempos atuais, que apagou a noção de bem comum como um objetivo a ser buscado por toda a humanidade.

Especialmente nos quatro últimos capítulos de seu texto, Francisco fala sobre as carências estruturais da sociedade mundial e sugere reajustes profundos e transformações importantes.

A POLÍTICA MELHOR
No capítulo 5 de sua encíclica, o Papa afirma que para se tornar possível o desenvolvimento duma comunidade mundial capaz de realizar a fraternidade a partir de povos e nações que vivam a amizade social, é necessária a política melhor, a política colocada ao serviço do verdadeiro bem comum. Mas hoje, infelizmente, de acordo com ele, muitas vezes a política assume formas que dificultam o caminho para um mundo diferente.

O Sumo Pontífice pontua que atualmente muitos possuem uma má noção da política, e não se pode ignorar que frequentemente, por trás deste fato, estão os erros, a corrupção e a ineficiência de alguns políticos. “A isto vêm juntar-se as estratégias que visam enfraquecê-la, substituí-la pela economia ou dominá-la por alguma ideologia. E contudo poderá o mundo funcionar sem política? Poderá encontrar um caminho eficaz para a fraternidade universal e a paz social sem uma boa política?”, questiona.

Ele insiste que a política não deve submeter-se à economia, e esta não deve submeter-se aos ditames e ao paradigma eficientista da tecnocracia. “Embora se deva rejeitar o mau uso do poder, a corrupção, a falta de respeito das leis e a ineficiência, não se pode justificar uma economia sem política, porque seria incapaz de promover outra lógica para governar os vários aspetos da crise atual”, salienta.

Para o Papa, é necessária uma política que pense com visão ampla e leve por diante uma reformulação integral, abrangendo num diálogo interdisciplinar os vários aspetos da crise. “Penso numa política salutar, capaz de reformar as instituições, coordená-las e dotá-las de bons procedimentos, que permitam superar pressões e inércias viciosas. Não se pode pedir isto à economia, nem aceitar que ela assuma o poder real do Estado”, reitera.

Ainda de acordo com ele, a sociedade mundial tem graves carências estruturais que não se resolvem com remendos ou soluções rápidas meramente ocasionais. Há coisas que devem ser mudadas com reajustamentos profundos e transformações importantes. E só uma política sã poderia conduzir o processo, envolvendo os mais diversos setores e os conhecimentos mais variados.

“Desta forma, uma economia integrada num projeto político, social, cultural e popular que vise o bem comum pode abrir caminho a oportunidades diferentes, que não implica frenar a criatividade humana nem o seu sonho de progresso, mas orientar esta energia por novos canais”, pontuou.

DIÁLOGO E AMIZADE SOCIAL
No capítulo 6, Papa Francisco fala que aproximar-se, expressar-se, ouvir-se, olhar-se, conhecer-se, esforçar-se por entender-se, procurar pontos de contato se resumem no verbo dialogar.

Ele afirma que para nos encontrar e ajudar mutuamente é preciso dialogar. “Não é necessário dizer para que serve o diálogo; é suficiente pensar como seria o mundo sem o diálogo paciente de tantas pessoas generosas, que mantiveram unidas famílias e comunidades”, disse. Para ele, o diálogo perseverante e corajoso não faz notícia como as desavenças e os conflitos; e contudo, de forma discreta mas muito mais do que possa-se notar, ajuda o mundo a viver melhor.

Ainda durante as próximas páginas, o Papa salienta que a falta de diálogo supõe que ninguém, nos diferentes setores, está preocupado com o bem comum, mas com obter as vantagens que o poder lhe proporciona ou, na melhor das hipóteses, com impor o seu próprio modo de pensar.

“Assim a conversação reduzir-se-á a meras negociações para que cada um possa agarrar todo o poder e as maiores vantagens possíveis, sem uma busca conjunta que gere bem comum”, disse. Os heróis do futuro, de acordo com ele, serão aqueles que souberem quebrar esta lógica morbosa e, ultrapassando as conveniências pessoais, decidam sustentar respeitosamente uma palavra densa de verdade. “Queira Deus que estes heróis se estejam gerando silenciosamente no coração da nossa sociedade”, afirma.

Para o Papa Francisco, o diálogo social autêntico pressupõe a capacidade de respeitar o ponto de vista do outro, aceitando como possível que contenha convicções ou interesses legítimos. “A partir da própria identidade, o outro tem algo para dar, e é desejável que aprofunde e exponha a sua posição para que o debate público seja ainda mais completo”, diz. Para ele, sem dúvida, quando uma pessoa ou um grupo é coerente com o que pensa, adere firmemente a valores e convicções e desenvolve um pensamento, isto irá de uma maneira ou outra beneficiar a sociedade; mas só se verifica realmente na medida em que o referido desenvolvimento se realizar em diálogo e na abertura aos outros.

PERCURSOS DUM NOVO ENCONTRO
Em muitas partes do mundo, Francisco no capítulo 7, afirma faltar percursos de paz que levem a cicatrizar as feridas. Para ele há necessidade de artesãos de paz prontos a gerar, com inventiva e ousadia, processos de cura e de um novo encontro.

O percurso para a paz, segundo Francisco, não implica homogeneizar a sociedade, mas permitir-nos trabalhar juntos. “Pode unir muitos nas pesquisas comuns, onde todos ganham. Perante um certo objetivo comum, poder-se-á contribuir com diferentes propostas técnicas, distintas experiências, e trabalhar em prol do bem comum”.

Para ele, é preciso procurar identificar bem os problemas que atravessa uma sociedade, para aceitar que existem diferentes maneiras de encarar as dificuldades e resolvê-las.

“O caminho para uma melhor convivência implica sempre reconhecer a possibilidade de que o outro contribua com uma perspectiva legítima, pelo menos em parte, algo que possa ser recuperado, mesmo que se tenha equivocado ou tenha agido mal. Porque o outro nunca há de ser circunscrito àquilo que pôde ter dito ou feito, mas deve ser considerado pela promessa que traz em si mesmo, uma promessa que deixa sempre um lampejo de esperança”, afirma.

Francisco também reitera que nunca está terminada a construção da paz social num país, e que isso é uma tarefa que não dá tréguas e exige o compromisso de todos. Uma obra que, de acordo com ele, nos pede para não esmorecermos no esforço por construir a unidade da nação e – apesar dos obstáculos, das diferenças e das diversas abordagens sobre o modo como conseguir a convivência pacífica – persistirmos na labuta por favorecer a cultura do encontro que exige que, no centro de toda a ação política, social e econômica, se coloque a pessoa humana, a sua sublime dignidade e o respeito pelo bem comum.

“Que este esforço nos faça esquivar de toda a tentação de vingança e busca de interesses apenas particulares e a curto prazo. As manifestações públicas violentas, de um lado ou do outro, não ajudam a encontrar vias de saída, sobretudo porque, quando se incentivam – como bem assinalaram os bispos da Colômbia – as mobilizações dos cidadãos, nem sempre aparecem claras as origens e objetivos das mesmas; não faltam formas de manipulação política e apropriações a favor de interesses particulares”, argumenta Francisco.

AS RELIGIÕES A SERVIÇO DA FRATERNIDADE NO MUNDO
As várias religiões, ao partir do reconhecimento do valor de cada pessoa humana como criatura chamada a ser filho ou filha de Deus, oferecem – segundo o Papa – uma preciosa contribuição para a construção da fraternidade e a defesa da justiça na sociedade. No capítulo 8 e último de sua encíclica, o Papa salienta que o diálogo entre pessoas de diferentes religiões não se faz apenas por diplomacia, amabilidade ou tolerância. “Como ensinaram os bispos da Índia, o objetivo do diálogo é estabelecer amizade, paz, harmonia e partilhar valores e experiências morais e espirituais num espírito de verdade e amor”, garante.

“A partir da experiência de fé e da sabedoria que se vem acumulando ao longo dos séculos e aprendendo também das nossas inúmeras fraquezas e quedas, como crentes das diversas religiões sabemos que tornar Deus presente é um bem para as nossas sociedades”.

Conforme Francisco buscar a Deus com coração sincero, desde que não o ofusquemos com interesses ideológicos ou instrumentais, ajuda a reconhecer-nos como companheiros de estrada, verdadeiramente irmãos.

“Julgamos que, quando se pretende, em nome duma ideologia, expulsar Deus da sociedade, acaba-se adorando ídolos, e bem depressa o próprio homem se sente perdido, a sua dignidade é espezinhada, os seus direitos violados. Conheceis bem a brutalidade a que pode conduzir a privação da liberdade de consciência e da liberdade religiosa, e como desta ferida se gera uma humanidade radicalmente empobrecida, porque fica privada de esperança e de ideais”.

Para ele, a Igreja valoriza a ação de Deus nas outras religiões e nada rejeita do que, nessas religiões, existe de verdadeiro e santo. Olha com sincero respeito esses modos de agir e viver, esses preceitos e doutrinas que refletem não raramente um raio da verdade que ilumina todos os homens.

Como cristãos, o Papa pede que, nos países onde se é minoria, seja garantida a liberdade, tal como se é favorecida para aqueles que não são cristãos onde eles são minoria. “Existe um direito humano fundamental que não deve ser esquecido no caminho da fraternidade e da paz: é a liberdade religiosa para os crentes de todas as religiões”, afirma.

Esta liberdade, de acordo com ele, manifesta que podemos encontrar um bom acordo entre culturas e religiões diferentes; “testemunha que as coisas que temos em comum são tantas e tão importantes que é possível individuar uma estrada de convivência serena, ordenada e pacífica, na aceitação das diferenças e na alegria de sermos irmãos porque filhos de um único Deus”.

Por fim, o Papa afirma que os líderes religiosos, são chamados a ser verdadeiros “dialogantes”, a agir na construção da paz, e não como intermediários, mas como mediadores autênticos. “Os intermediários procuram contentar todas as partes, com a finalidade de obter um lucro para si mesmos. O mediador, ao contrário, é aquele que nada reserva para si próprio, mas que se dedica generosamente, até se consumir, consciente de que o único lucro é a paz”.

“Cada um de nós é chamado a ser um artífice da paz, unindo e não dividindo, extinguindo o ódio em vez de o conservar, abrindo caminhos de diálogo em vez de erguer novos muros”.

 

Fonte: Fratelli Tutti: últimos capítulos mostram desejo do Papa por uma sociedade fraterna, solidária e pacífica | CNBB

Em 2021, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai continuar na implantação das atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (DGAE) da Igreja no Brasil, acelerar o processo de animação bíblica da vida e da Pastoral e manter o mote do cuidado como perspectiva pastoral. É o que informa em entrevista o bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado.

“No próximo ano, vamos acelerar um processo que já vem caminhando há alguns anos e preparar o terreno para que o mesmo processo continue, pois a relação da vida e da pastoral com a Palavra de Deus não é uma questão de momento, mas do dia a dia de toda pessoa de fé”, afirma.

O planejamento geral para as ações da Conferência Episcopal em 2021, segundo dom Joel, “consiste em prosseguir na implantação das Diretrizes Gerais”. Os detalhes, segundo ele, ficam por conta das Comissões Episcopais de Pastoral, que aplicam em cada realidade à qual estão relacionadas iniciativas concretas à luz das DGAE 2019-2023.

Num contexto em que a pandemia inviabilizou reuniões, encontros e a própria Assembleia Geral da CNBB, novas possibilidades surgiram. O mundo virtual torna-se agora ambiente e ferramenta a ser ainda mais aproveitado. “Ao longo de 2020, tivemos um grande aprendizado. Evoluímos muito e creio que ainda vamos amadurecer mais”, projeta dom Joel, que pede: “reze por mim”.

Confira as principais respostas:

– Dentro das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), o que a CNBB pretende destacar na sua ação pastoral no próximo ano?

Desde 2020, a CNBB tem procurado auxiliar na implantação das comunidades eclesiais missionárias, a partir dos pilares. Lembro que as atuais Diretrizes só possuem uma única prioridade, que são as comunidades eclesiais missionárias. Os pilares são os caminhos para a implantação e a sustentação das mesmas.

O primeiro pilar escolhido foi o da Palavra de Deus: Igreja Casa da Palavra. Há uma equipe que está refletindo sobre o tema, preparando um texto a ser estudado na 58ª AGO, em abril de 2021. Ao longo da preparação do texto, a equipe percebeu que não se trata apenas de estimular temporariamente o contato com a Palavra de Deus, fazendo surgir outras preocupações ao final da vigência das atuais Diretrizes. Ao contrário, trata-se de iniciar um processo mais amplo, que marque a Igreja no Brasil, levando os católicos a se aproximarem ainda mais da Palavra de Deus. É claro que os católicos não estão afastados da Palavra de Deus, mas sempre se pode avançar mais.

Dessa preocupação decorre o que se convencionou chamar de Animação Bíblica da Pastoral. Em alguns texto, também se lê Animação Bíblica da Vida e da Pastoral. Na verdade, estamos falando do mesmo tema: a Palavra de Deus na vida de pessoas, grupos, comunidades e na sociedade. Certamente, não se vai fazer a Animação Bíblica apenas em 2021. No próximo ano, vamos acelerar um processo que já vem caminhando há alguns anos e preparar o terreno para que o mesmo processo continue, pois a relação da vida e da pastoral com a Palavra de Deus não é uma questão de momento, mas do dia a dia de toda pessoa de fé.

– O cuidado foi o grande mote da CNBB em 2020. O que teremos como proposta em 2021?

Fica o mote: cuidar. De acordo com o que a realidade nos apresenta, vamos inserindo os detalhes: cuidar da vida, cuidar dos que têm fome, cuidar dos solitários, cuidar de Moçambique, como estamos fazendo agora no final do ano civil.

Cuidar é uma referência contínua para os cristãos. Não podemos voltar nosso coração a Jesus se não O conseguimos encontrar nos irmãos e irmãs que sofrem e também no cuidado pela Casa Comum.

Nesse sentido, a Ação Emergencial É tempo de cuidar adquire uma grande importância. Ela é a integração de diversas forças evangelizadoras e caritativas, tanto especificamente católicas quanto não católicas, mas sensíveis ao sofrimento. Ela é o registro do que tem sido feito, não, é claro, para a vanglória de quem faz, mas para o estímulo de quem não faz.

– Quais atividades devem ter continuidade no ano que vem?

Além do que eu já mencionei nas perguntas acima, com certeza, vamos continuar aprendendo e colocando em prática as ações no mundo virtual. Elas não substituem o presencial, que é indispensável. Mas elas o complementam, ajudam no presencial. Por isso, acredito que continuaremos com lives, videoconferências, webinares e tudo mais que o mundo virtual permite fazer. Ao longo de 2020, tivemos um grande aprendizado. Evoluímos muito e creio que ainda vamos amadurecer mais.

– Algo que queira acrescentar?

Reze por mim.

 

Fonte: Em 2021, CNBB vai acelerar processo de animação bíblica da Pastoral | CNBB

No caminho rumo à Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2021, a passagem dos discípulos de Emaús (Lc 24,13-35) é apresentada como “pano de fundo” das reflexões contidas no texto base. Durante o Seminário Nacional da CFE 2021, o subsecretário adjunto de Pastoral e assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Marcus Barbosa Guimarães, apresentou um “olhar pastoral” do texto dos discípulos de Emaús, relacionando com as reflexões da campanha.

No próximo dois de novembro, Dia de Finados, os brasileiros são convidados a plantarem uma árvore em memória dos entes falecidos. De acordo com o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, “esse gesto, além de evitar as tradicionais aglomerações nos cemitérios, liga-se também à triste destruição ecológica decorrente das queimadas em algumas regiões do país”.

A campanha convida as pessoas a também publicarem a sua foto no Instagram plantando a árvore e contando a história de quem recebe a homenagem. Basta fazer uma foto e publicar na plataforma usando a hashtag #CuidarDaSaudade.  As fotos serão publicadas no hotsite da campanha, que está hospedado no site da CNBB: https://www.cnbb.org.br/cuidardasaudade/

Cuidar da saudade e da Casa Comum

A iniciativa tem como slogan “É tempo de cuidar da saudade e da Casa Comum” e faz parte da Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil “É Tempo de Cuidar”. A Ação Solidária, criada pela CNBB e pela Cáritas desde o início da pandemia da Covid-19, tem como objetivo estimular diversas iniciativas de cuidado com o próximo, desde a arrecadação e distribuição de doações até a ajuda nos campos religioso, humano e emocional. A ação do Dia de Finados também conta com a participação da Pascom Brasil e da Signis Brasil.

O convite para plantar uma árvore no Dia de Finados, segundo dom Joel, é feito a “todos que experimentam a saudade e se angustiam com a devastação ambiental”. Dentro da perspectiva ecológica, a CNBB indica o plantio de árvores nativas de cada região e, se possível, árvores alimentícias. Além disso, é recomendável que se evitem sementes, fazendo o plantio a partir de mudas, com procedência garantida.

 

fonte:https://www.cnbb.org.br/cnbb-convida-brasileiros-a-plantar-uma-arvore-no-dia-de-finados-em-memoria-dos-que-se-foram/

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, as arquidioceses/dioceses brasileiras tiveram que adotar medidas restritivas com relação à ação pastoral, o que também trouxe impactos na área econômica, exigindo medidas urgentes na gestão paroquial. Com isso, diversas ações concretas foram adotadas pelas Igrejas Particulares.

Nas paróquias da diocese de Itabira Coronel Feliciano, por exemplo, a fim de conter despesas, houve a redução de gastos com água, energia, telefonia, combustível, suspensão de obras e reformas. “Como medidas de enfrentamento da crise, foram necessárias a redução em 50% do repasse mensal das paróquias para a manutenção da Cúria e do Seminário; suspensão do repasse para a escola diaconal; redução da côngrua dos padres para criar um fundo de auxílio mútuo emergencial”, explicou o bispo diocesano, dom Marco Aurélio Gubiotti, em comunicado oficial.
Por lá, as paróquias têm se esforçado, com gestos concretos de solidariedade, sobretudo, para assistir os mais vulneráveis nesse tempo. “A Sociedade São Vicente de Paulo e a Cáritas Diocesana continuam prestando a assistência aos mais necessitados. Estamos, assim como vocês e suas famílias, nos adequando a esta nova realidade”, afirmou dom Marco. No entanto, apesar dos muitos esforços, algumas das paróquias da diocese se encontram em dificuldades financeiras para manter o essencial em suas estruturas.

Com o objetivo de continuar assistindo às comunidades de fé que se encontram em dificuldades financeiras, a diocese lançou a Campanha Solidária Diocesana, para arrecadar recursos financeiros. “Através do Fundo Emergencial Diocesano, que será criado com os recursos provenientes de generosidade, auxiliamos as demandas essenciais das nossas paróquias”, explicou o bispo. Na ocasião, a diocese se comprometeu a ser transparente quanto à prestação de contas da arrecadação e saída desses recursos que serão usados exclusivamente no socorro às paróquias.
Na arquidiocese de Fortaleza, no Ceará, a situação não foi diferente. Para dar resposta às necessidades das paróquias e comunidades foi constituído um Fundo Arquidiocesano de Emergência. A iniciativa serve como um suporte diante da solicitação de ajuda financeira de algumas das paróquias da arquidiocese. O objetivo, segundo dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, arcebispo de Fortaleza, é que as pessoas, sacerdotes, leigos e paróquias que tenham uma melhor condição econômica possam fazer doações para as paróquias que estão com mais dificuldade.

A ideia é que a própria Mitra Arquidiocesana de Fortaleza gerencie o amparo e direcione às paróquias ou áreas pastorais mais necessitadas. As doações são feitas por meio de uma conta fornecida pela arquidiocese. Segundo a ecônoma da arquidiocese, Rosa Maria de Sousa, a iniciativa deu “muito certo”. “Estendemos a quem quisesse fazer a doação. Graças a Deus deu para atender aos diversos pedidos para complementar folha salarial, pagamentos de encargos entre outros”, explicou.

Em Marília, São Paulo, dom Luiz Antonio Cipolini, bispo diocesano, emitiu um decreto sobre as iniciativas de contenção que a diocese iria tomar para superar a crise financeira. A Cúria deixou de cobrar nos meses de abril, maio e junho a taxa mensal das paróquias e também suspendeu a cobrança de parcelas de empréstimos devidos pelas paróquias nestes dois meses. Da mesma forma, o clero diocesano e religioso colaborou recebendo côngruas menores nestes meses.

Segundo o padre Tiago Barbosa, do clero da diocese de Marília, as iniciativas tomadas por lá foram feitas para que as paróquias pudessem não pensar na arrecadação de verbas, mas sim que os padres pudessem estar ao lado do povo, diante do momento de distanciamento social, onde muitos dos fieis tiveram redução em seus salários ou até mesmo perderam seus empregos. “Essas medidas foram tomadas em solidariedade para com o nosso povo, a fim de que como pastores, nós padres pudéssemos caminhar ao lado do nosso povo, conduzindo-os à luz de Cristo”, salientou.
Também a diocese de Barra do Piraí Volta Redonda, no Rio de Janeiro, fez a Campanha “Eu ajudo a minha Diocese”. Ao longo de dois meses, os fiéis da diocese puderam contribuir com os cofrinhos em suas casas, fazendo a oferta diária durante a transmissão da Santa Missa. Cerca de 300 cofrinhos foram distribuídos para fiéis das quatro regiões pastorais, com objetivo de arrecadar doações financeiras para ajudar a Igreja Diocesana nesse momento de crise.

No dia 26 de junho, os cofrinhos foram abertos. Em agradecimento, dom Luiz Henrique destacou a importância da colaboração para a diocese. “Gostaria de agradecer a todos os diocesanos que acolheram o nosso pedido com a campanha e demonstraram generosidade e apoio neste momento. Com certeza esse gesto será lembrado pelo senhor. Quando se dá e oferece com alegria, com certeza será recompensado”, disse o bispo.

Foi divulgada nesta quarta-feira, 8 de julho, a nomeação do padre Ângelo Ademir Mezzari como bispo titular de Fiorentino e auxiliar na arquidiocese de São Paulo (SP). Religioso rogacionista, padre Ângelo irá colaborar na ação pastoral da maior cidade do país. Desde outubro de 2016 é superior da Comunidade Religiosa Rogacionista em Bauru (SP).

Conforme previsto para este mês de julho, a equipe de colaboradores das Pontifícias Obras Missionárias (POM), em Brasília (DF), iniciou o envio dos materiais produzidos para animar a Campanha Missionária deste ano. Ao longo desta semana, com todos os cuidados e fazendo uso de equipamentos de proteção, serão destinados às dioceses do Brasil 300 mil livros de novenas, 160 mil cartazes, 50 mil mensagens do Papa, 5 milhões de santinhos e 10 milhões de envelopes para a coleta missionária.

A Campanha Missionária ocorre no mês de outubro e tem como tema “A vida é missão” e o lema “Eis-me aqui, envia-me”. De acordo com as POM, a ação que movimenta as comunidades durante o mês missionário em outubro “quer ser um sinal de esperança nestes tempos de pandemia”.

O diretor das POM, padre Maurício Jardim, falou em vídeo sobre o envio dos materiais que quer chegar às comunidades de todas as dioceses. Para ele, o objetivo neste ano é destacar em medida maior a natureza missionária da Igreja.

“A vida é missão, é o nosso ser, a nossa identidade. Queremos juntos acolher esse material da Campanha Missionária. Muitas agendas foram canceladas, cursos, encontros, congressos. Porém, a missão continua. Juntos nessa missão permanente queremos preparar o mês missionário. Esse material está saindo daqui, da sede das POM em Brasília, e está indo até a sua diocese. Vamos como conselhos missionários preparar bem esse mês missionário. Convido a todos os párocos que ajudem esse material a chegar às comunidades, para que as famílias possam utilizá-lo para fazer os seus encontros de novena missionária”, destacou o diretor.

 

Além do material impresso, também é possível ter acesso a todos os materiais através do site pom.org.br. Nos próximos meses estarão disponíveis os vídeos com testemunhos missionários que dinamizam os encontros da novena.

A nova realidade de isolamento social pede que cada localidade possa encontrar o seu jeito de realizar o mês missionário. A novena missionária, momento importante para rezar e celebrar a missão nas comunidades, ainda pode ser realizada nas famílias, em suas casas.

Mais informações em www.pom.org.br/campanha-missionaria-2020

Fonte:https://www.cnbb.org.br/pom-envia-materiais-da-campanha-2020-missionaria-as-dioceses-do-brasil/

No Santuário Nacional de Aparecida (SP), em maio de 2014, na missa de acolhida aos novos bispos na 52ª Assembleia Geral do episcopado do Brasil, inspirado no Santo Padre, o núncio apostólico no Brasil dom Giovanni d’Aniello afirmou que os bispos “precisam ser pastores com cheiro de ovelhas”. Esse princípio conduziu a presença do representante do Santo Padre no Brasil ao longo desses 8 anos, desde que foi nomeado para o Brasil em 10 de fevereiro de 2012.

No Brasil, dom Giovanni sempre foi uma presença próxima às Igrejas particulares, ora visitando as dioceses para conhecer as diferentes realidades de perto, inaugurando Igrejas, seminários, concedendo o pálio episcopal aos prelados. Sempre esteve acompanhado, de perto, a trajetória da CNBB, participando de suas reuniões e da Assembleia Geral (AG) dos bispos do Brasil todos os anos. Acompanhou a Igreja, sem contudo deixar de exercer com esmero seu papel como diplomata junto aos governos brasileiros.

O arcebispo italiano substituirá dom Celestino Migliore, que foi transferido para Paris. Dom d’Aniello é o representante diplomático da Santa Sé e do Papa no Brasil desde 10 de fevereiro de 2012. Antes de vir ao Brasil, dom Giovanni exerceu a nunciatura na Tailândia e no Camboja e foi delegado apostólico em Myanmar.
Dom Giovanni tem 65 anos, nasceu em Aversa (Itália), foi ordenado sacerdote em dezembro de 1978. É doutor em Direito Canônico. Ingressou no Serviço Diplomático da Santa Sé em 1983, tendo desempenhado a sua atividade junto às Representações Pontifícias do Burundi, Tailândia, Líbano, Brasil e Seção para as Relações com os Estados da Secretaria de Estado, no Vaticano. Foi nomeado núncio apostólico na República Democrática do Congo, em 2001, e em 2010, foi transferido para a Tailândia e Camboja.

O núncio apostólico é o representante da Santa Sé e tem status de Embaixador. O Brasil foi o primeiro país fora da Europa a receber um representante papal. O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, dom Walmor Oliveira de Azevedo, gravou um vídeo agradecendo a dom Giovanni pelos serviço e tempo dedicado ao Brasil. Veja abaixo:

Na solenidade de Pentecostes, no último domingo, dia 31 de maio, o Papa Francisco divulgou sua mensagem para o Dia Mundial das Missões, celebrado em 18 de outubro de 2020. A mensagem é inspirada na passagem de Isaías “Eis-me aqui, envia-me”, (Is 6, 8). As Pontifícias Obras Missionárias (POM) traduziram o texto ao português do Brasil. O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Odelir José Magri, bispo de Chapecó (SC) e o diretor geral das POM, padre Maurício Jardim falaram ao portal da CNBB sobre os pontos centrais da mensagem. Conheça, abaixo, o que cada um afirmou:

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) organizou, com bispos de alguns dos estados mais afetados pela pandemia da Covid 19, uma agenda para discutir as especificidades do avanço da doença em cada estado e as ações da Igreja em realidades distintas, como o avanço da Covid sobre os pobres e periferias, cidades que fizeram o bloqueio total, entre outras.

De acordo com o bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, o objetivo da iniciativa é conhecer essas realidades a partir do olhar dos bispos do Brasil, bem como conhecer o que está sendo feito pela Igreja em cada localidade.

As lives acontecerão sempre às quintas-feiras, às 16h30, dos meses de maio e junho, nos canais da CNBB e das dioceses nas redes sociais: facebook.com/cnbbnacional e youtube.com/cnbbnacional. O secretário-geral da CNBB, dom Joel Amado, será o mediador das conversas.

Na primeira live da série, que acontece na próxima quinta-feira, 14 de maio, às 16h30, dom Joel receberá como convidado o arcebispo de arquidiocese de São Paulo, o cardeal Odilo Scherer, também representante da CNBB no Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam). O cardeal falará sobre os desafios do avanço do Coronavírus nos grandes centros urbanos, especialmente em São Paulo, um dos estados mais afetados pelo avanço da pandemia. Confira, abaixo, a agenda das lives:

 

CRONOGRAMA, TEMAS E DEBATEDORES
14 de maio

Tema: Os desafios do avanço do Coronavírus nos grandes centros urbanos

Com o cardeal Odilo Scherer, arcebispo da arquidiocese de São Paulo (SP)

 

21 de maio

Tema: A realidade de Manaus e da Amazônia na perspectiva da carta pastoral “Querida Amazônia” em tempos de pandemia

Com dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus (AM)

 

28 de maio

Tema: Cidades que adotaram o “lockdown”, bloqueio total, e a ação da Igreja no Brasil

Com dom José Belisário da Silva, arcebispo de São Luiz (MA)

 

3 de junho

Tema: O Coronavírus, as periferias brasileiras e a ação da Igreja no Brasil

Com o cardeal Orani Tempesta, arcebispo da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)

Produção e suporte técnico das lives:

Assessoria de Comunicação da CNBB e assessorias de Comunicação das arqui/dioceses.

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/live-amanha-14-5-discute-o-avanco-do-coronavirus-em-sao-paulo-com-dom-odilo/

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) continua sua iniciativa de oração em comunhão com toda a Igreja no Brasil. Nesta quarta-feira, 1º de abril, às 15h30, mais uma vez será formada uma corrente nacional com a oração do Terço da Esperança e da Solidariedade, que será transmitido pelas TVs de inspiração católica do país, emissoras de rádio e pelas páginas da Conferência no Facebook e no Youtube.

Conduzirá o momento de oração em torno da emergência de saúde pública da covid-19 o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, direto do Santuário Basílica de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG).

O Terço da Esperança e da Solidariedade é uma iniciativa da CNBB que, frente à pandemia do novo coronavírus e em comunhão com o Papa Francisco no compromisso de intensificar as orações neste período, une todo o Brasil em um momento comum de oração.

Motiva com mais intensidade o momento de oração do Papa Francisco na última sexta-feira, quando o pontífice ofereceu uma reflexão a respeito da passagem do Evangelho de São Marcos, capítulo 4, e quando concedeu a bênção Urbi et Orbi:

“Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: «Que todos sejam um só» (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras”.

A iniciativa, principalmente em momentos delicados e difíceis como o que o mundo está passando, busca elevar os corações ao Deus da Vida, no acolhimento de sua Palavra, fortalecendo a fé, a esperança e a união. “Conscientes de que as restrições ao convívio não durarão para sempre, aprendamos a valorizar a fraternidade, tornando-nos ainda mais desejosos de, passada a pandemia, podermos estar juntos, celebrando a vida, a saúde, a concórdia e a paz” (trecho da nota “Tempos de Esperança e Solidariedade” da CNBB).

Conscientes ainda, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, tema da Campanha da Fraternidade deste ano, a intenção da oração do terço é dedicada também, além das vítimas, aos profissionais que incansavelmente trabalham por uma solução. “Sejamos disciplinados, obedeçamos às orientações e decisões para nosso bem e não nos falte o discernimento sábio para cancelamentos e orientações que preservem a vida como compromisso com nosso dom mais precioso” (trecho da nota “Tempos de Esperança e Solidariedade” da CNBB).

Para compartilhar os momentos de oração nas redes sociais use a hashtag adotada pelo Papa Francisco: #rezemosjuntos

Acompanhe:
www.facebook.com/cnbbnacional

www.youtube.com/cnbbnacional

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/terco-esperanca-solidariedade-1-abril/?fbclid=IwAR0E8_Ut8bhgcN3pQFoJUgpADAh8LQE12aorkLpVWNT95Qsq8EgN7B-CG2o

Diante da pandemia do Covid-19, o novo coronavírus, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em comunhão com o Papa Francisco no compromisso de intensificar as orações neste período, une-se ao Brasil convocando a todos para um momento de oração a ser realizado na próxima quarta-feira, às 15h30. Na ocasião, a presidência da CNBB juntamente com religiosos e leigos convidados rezarão o Terço da Esperança e da Solidariedade, que será transmitido em todas as televisões de inspiração católica do país, em emissoras de rádio e pela página da Conferência no Facebook.

A iniciativa, principalmente em momentos delicados e difíceis como este, busca elevar os corações ao Deus da Vida, no acolhimento de sua Palavra, fortalecendo a fé, a esperança e a união. “Conscientes de que as restrições ao convívio não durarão para sempre, aprendamos, a valorizar a fraternidade, tornando-nos ainda mais desejosos de, passada a pandemia, podermos estar juntos, celebrando a vida, a saúde, a concórdia e a paz” (trecho da nota “Tempos de Esperança e Solidariedade” da CNBB).

Conscientes ainda, à luz da Palavra de Deus, para o sentido da vida como Dom e Compromisso, tema da Campanha da Fraternidade deste ano, a intenção de oração do terço é dedicada também, além das vítimas, aos profissionais que incansavelmente trabalham por uma solução. “Sejamos disciplinados, obedeçamos às orientações e decisões para nosso bem e não nos falte o discernimento sábio para cancelamentos e orientações que preservem a vida como compromisso com nosso dom mais precioso” (trecho da nota “Tempos de Esperança e Solidariedade” da CNBB).

 

coronavirus CNBB 1

“O que se diz para a Amazônia serve para a Igreja inteira, à luz daquilo que vem do modelo e da dinâmica da Amazônia. A exortação pós-sinodal Querida Amazônia é para dizer para nossa Igreja que temos que reconstruir a nossa profecia”. Assim comentou o arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, sobre a Exortação Apostólica pós-sinodal Querida Amazônia, publicada nesta quarta-feira, 12 de fevereiro, durante entrevista coletiva à imprensa realizada na sede da CNBB, em Brasília.

A Pastoral da Criança promove de 10 a 12 de janeiro, em Curitiba (PR), um Tríduo pela Caminhada da Pastoral da Criança e em memória da Dra. Zilda Arns. A data marca os 10 anos de falecimento da médica, que foi a fundadora da Pastoral, e lembra com carinho o grande exemplo de amor e dedicação que ela representa.

Para a Pastoral da Criança, graças ao trabalho da Dra. Zilda e à dedicação de cada um dos voluntários, a história do Brasil nos últimos 35 anos foi marcada pela vitória da vida contra a morte precoce de crianças e gestantes. A inspiração bíblica da missão da Pastoral da Criança é também uma frase que a Dra. Zilda sempre repetia: “eu vim para que todas as crianças tenham vida e vida em abundância”, de Jo 10, 10.

Durante o Tríduo, a Pastoral da Criança espera a visita de milhares de voluntários do Brasil. Segundo a Pastoral, as primeiras caravanas saíram de suas casas dia 6 de janeiro rumo à Curitiba. Os líderes de Cruzeiro do Sul, no Acre, por exemplo, viajarão 3.644 quilômetros de ônibus numa rota que somará cerca de mais de 53 horas de estrada, sem contar o tempo das paradas.

Além de conhecer o Museu da Vida, os peregrinos ainda terão oportunidade de participar, no domingo, dia 12 de janeiro, data que marca 10 anos de falecimento da fundadora da Pastoral da Criança, de uma missa de encerramento, às 10h30, presidida por dom José Peruzzo, arcebispo de Curitiba. A animação musical da missa, que será na praça Santuário Sagrado Coração de Jesus, ficará por conta do padre Reginaldo Manzotti.

A missa de abertura do Tríduo será presidida pelo dom Anuar Battisti, presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, na sexta, dia 10 de janeiro, no Museu da Vida, às 18h.

Conheça abaixo um pouco da programação do Tríduo e confira as informações no site da Pastoral da Criança, pastoraldacrianca.org.br.

PROGRAMAÇÃO:

Sexta-feira, 10 de janeiro

Museu da Vida
Abertura e Acolhida
Horário: a partir das 07h
Local: Rua do Brincar

Visita às exposições
Horário: dia todo
Local: Museu da Vida

Celebração Eucarística
Horário: 11h
Local: Trilha do Bosque
Celebrante: padre Marcos André (Paraná)

Celebração Eucarística
Horário: 18h
Local: Trilha do Bosque
Celebrante: Dom Anuar Battisti, presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança

Teatro: Zilda Arns – A dona dos lírios
Horário: 19h30
Local: Capela/Pastoral em Ação

Sábado, 11 de janeiro

Museu da Vida (acolhida)
Horário: a partir das 7h
Local: Rua do Brincar

Visita às exposições
Horário: dia todo
Local: Museu da Vida

Celebração Eucarística
Horário: 09h
Local: Trilha do Bosque
Celebrante: Dom Anuar Battisti, presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança

Celebração Eucarística
Horário: 11h
Local: Trilha do Bosque
Celebrante: Dom Rubival, bispo da diocese de Grajaú (MA)

Animação e Pregação – Evangelizar É Preciso
Horário: 13h
Local: Trilha do Bosque
Celebrante: a definir

Celebração Eucarística
Horário: 14h
Local: Trilha do Bosque
Celebrante: Dom Bernardo, bispo da diocese de Óbidos (PA)

Celebração Eucarística – Encerramento da Campanha Pequenos Reis Magos
Horário: 16h
Local: Trilha do Bosque
Celebrante: Dom Francisco Cota, bispo auxiliar da Aquidiocese de Curitiba
Teatro: Zilda Arns – A dona dos lírios
Horário: 18h
Local: Capela/Pastoral em Ação

Domingo, 12 de janeiro

Celebração Eucarística
Horário: 10h30
Local: Praça Sagrado Coração de Jesus, em frente ao Cemitério do Água Verde
Avenida Água Verde,1171
Celebrante: Dom José Antonio Peruzzo, arcebispo de Curitiba

Museu da Vida – Acolhida
Horário: a partir das 07h
Local: Rua do Brincar

Visita às exposições
Horário: dia todo
Local: Museu da Vida

 

Fonte: https://www.cnbb.org.br/igreja-no-brasil-celebra-os-10-anos-de-falecimento-de-zilda-arns/

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota sobre a situação em que classifica de “absurdos incêndios” e outras criminosas depredações em curso na Amazônia. Estas atitudes, segundo o documento, requerem posicionamentos adequados. “É urgente que os governos dos países amazônicos, especialmente o Brasil, adotem medidas sérias para salvar uma região determinante no equilíbrio ecológico do planeta – a Amazônia. Não é hora de desvarios e descalabros em juízos e falas”, diz a nota.

A Conferência Nacional dos Bispos Brasil (CNBB) acaba de publicar, por meio da Edições CNBB, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) para o quadriênio 2019 – 2023.  A publicação integra a série Documentos da CNBB sob o nº 109. Trata-se do principal documento que o episcopado brasileiro aprovou durante a sua 57ª Assembleia Geral, realizada em Aparecida (SP), de 1º a 10 de maio.

As Novas Diretrizes Gerais da Ação Evagelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio (2019 a 2023), após intenso processo de debate e acréscimos dos bispos, foram aprovadas na segunda-feira, dia 6 de maio pelos participantes da 57ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP).

Foi reeleito nesta quarta-feira, 8 de maio, como presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da Conferência Nacional dos dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Pedro Carlos Cipollini, bispo de Santo André (SP). Eleito em segundo, ele permanece a frente da Comissão por mais um quadriênio.

O episcopado brasileiro, reunido em sua 57ª Assembleia Geral, de 1º a 10 de maio, em Aparecida (SP), emitiu hoje a “Mensagem da CNBB ao povo brasileiro”. No documento, os bispos alertam que a opção por um liberalismo exacerbado e perverso, que desidrata o Estado quase ao ponto de eliminá-lo, ignorando as políticas sociais de vital importância para a maioria da população, favorece o aumento das desigualdades e a concentração de renda em níveis intoleráveis, tornando os ricos mais ricos à custa dos pobres cada vez mais pobres.

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EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
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