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Ter, Mai

Missa de posse do Pe. Jacinto Sebastião da Silva na paróquia São Sebastião

Mensagens do Bispo

Caríssimos padres... Caros irmãos e irmãs.

Hoje celebramos em toda a Igreja o dia de São Sebastião, padroeiro desta Comunidade Paroquial.

Sebastião era de família nobre, ocupava um lugar importante na hierarquia militar: capitão da primeira corte da guarda pretoriana. Sem negar sua condição de cristão, procurava dissimulá-la, para ajudar os cristãos prisioneiros. Até que denunciado publicamente, teve que optar ante o imperador: Cristo ou a milícia. Sebastião escolheu Cristo. O imperador Diocleciano, sentindo-se insultado, ameaçou-o com a morte. Sebastião manteve sua escolha por Jesus Cristo. Condenado à morte, foi crivado de flechas amarrado a um poste. Abandonado por morto, e retirado pelos cristãos, ainda conseguiu recuperar-se. Apresentou-se então, novamente, diante do imperador para pedir-lhe que deixasse de perseguir aos cristãos. Foi então açoitado até a morte.

São Sebastião escolheu o novo, deixou de lado o culto antigo e escolheu servir a Cristo. No Evangelho encontramos duas figuras que têm o objetivo de transmitir uma só mensagem e é esta: o novo possui uma força irresistível, explosiva, irreprimível. O velho e o novo são incompatíveis. O tecido novo não pode ser costurado a uma roupa velha, porque, na primeira vez que for colocado na água, o tecido novo encolhe, arrebenta a costura e o buraco acaba ficando maior. O vinho novo não pode ser colocado em odres velhos pois, assim fazendo estes estouram.

O que as pessoas preferem: o velho ou o novo? A resposta parece evidente: o novo! Porém nem sempre é assim. A tendência do ser humano é a de apegar-se ao que é mais antigo, porque é mais seguro e não está sujeito a surpresas. A experiência nos ensina: quem compra um par de sapatos, usa-os, sim, por algumas horas, para se apresentar bem numa festa, mas logo que chega em casa, troca-o pelos velhos porque são mais confortáveis. Mas, quem aceita ser cristão deve estar consciente de que está escolhendo alguma coisa completamente nova e absolutamente irreconciliável com as coisas antigas.

Hoje, queremos começar algo novo, não para dividir mas para multiplicar. Queremos que nossa cidade de Marília tenha mais Paróquias e, consequentemente mais anúncio da Palavra de Deus, mais missas, mais vida cristã. Nossa missão de cristãos é anunciar a Palavra, porém para o padre é uma missão e uma tarefa. A primeira tarefa do padre é anunciar o Evangelho de Deus a todos, pois é pela palavra da salvação que se alimenta a fé no coração dos fiéis, com ela se inicia e cresce a comunidade e se desperta o coração daqueles que não crêem. Desta maneira os padres são devedores de todos, no sentido de terem que partilhar com todos a verdade do Evangelho, da qual desfrutam no Senhor (cf. PO, 4).

Embora sejam devedores a todos os homens, os padres todavia aceitam como confiados a si de modo particular os pobres e mais humildes, aos quais o próprio Senhor se associou e cuja evangelização é dada como sinal da obra messiânica. Com cuidado igualmente peculiar deverão cuidar dos mais jovens e além disso dos esposos e pais, mostrem enfim a maior solicitude para com os doentes, visitando-os e confortando-os no Senhor (cf. PO, 1157).

Escolher a novidade de Jesus Cristo implica mudanças radicais na nossa vida pessoal e comunitária. Por isso, nenhum cristão e, principalmente nenhum padre, pode isolada e individualmente, cumprir de maneira satisfatória a sua missão, mas há de unir suas forças às de outros presbíteros, sob a direção dos chefes da Igreja (cf. PO, 1163). Neste sentido, da unidade, gostaria de lembrar o estudo e a concretização do nosso Primeiro Plano Diocesano de Pastoral.

É pois agradável que os Presbíteros presidam de tal forma, não procurando o que é seu, mas o que é de Jesus Cristo, e que unam seus esforços com os fiéis leigos, e no meio deles se comportem a exemplo do Cordeiro que veio para ser servir e não para ser servido, veio para dar sua vida em redenção por muitos.

Ouçam com gosto os leigos e leigas, apreciando fraternalmente seus desejos, reconhecendo sua experiência e competência nos diversos campos da atividade humana. Entreguem com confiança tarefas aos leigos para o serviço da Igreja, deixando-lhes liberdade e possibilidade de agir. É tarefa dos presbíteros harmonizar de tal forma as diversas mentalidades que ninguém se sinta estranho na comunidade dos fiéis (cf. PO, 1170-1171).

Caro Pe. Jacinto, o que eu desejo é que o Senhor alcance uma unidade de vida, unindo-se a Cristo no conhecimento da vontade do Pai e na doação de si mesmo em favor do rebanho que Lhe é confiado.

Deus o abençoe, como a todos da querida Paróquia de São Sebastião!

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
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