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Ter, Mai

Missa de posse do Pe. Maurício Pereira Sevilha na paróquia São João Batista

Mensagens do Bispo

Estamos no início do Tempo Comum e, a primeira leitura nos apresenta a vocação do Servo do Senhor, a segunda leitura nos apresenta a vocação dos cristãos da comunidade de Corinto, e o Evangelho nos apresenta a missão de Jesus. No caso de Jesus não se pode falar de vocação, dele não se pode dizer que "foi chamado do seio materno" como aconteceu com os grandes profetas.

O evangelista João, em vez de vocação, nos apresenta a missão de Jesus, e a figura que ele usa é a do Cordeiro de Deus que veio para tirar o pecado do mundo. Havia muitas outras figuras que poderiam ser usadas para definir a obra que Jesus estava para cumprir. João Batista poderia dizer que tinha chegado o legislador, o juiz, o dominador, o rei... Mas, ao invés destas figuras, do Juiz ou do Rei, João Batista apresenta Jesus como o "Cordeiro de Deus". Segundo ele, esta expressão resume melhor do que as outras, aquilo que Jesus irá fazer.

Lembremos o que aconteceu no Egito durante a noite da páscoa, a noite da libertação dos israelitas da escravidão do faraó: todas as famílias tinham matado um cordeiro e tinham marcado com sangue as portas de suas casas. Esse sangue os salvou da morte. Ao apresentar Jesus como Cordeiro João Batista nos quer lembrar que ele veio para dar a sua vida. O seu sangue liberta os homens do pecado e das forças do mal que conduzem à morte.

Também o "Servo do Senhor", de quem fala a primeira leitura, é comparado a um cordeiro. O profeta o apresenta desta maneira: "como cordeiro conduzido ao matadouro, como ovelha muda diante dos seus tosquiadores"(Is 53,7). É a imagem de Jesus que, com seu sacrifício na cruz, se torna o verdadeiro Cordeiro pascal que destrói para sempre o pecado do mundo. O seu sacrifício traz aos homens luz, salvação e paz.

João Batista abre por completo os olhos quando percebe que em Jesus está presente e atuando o Espírito de Deus, entende que Jesus é o Cordeiro de Deus. Daquele momento em diante ele se torna testemunha e conta a todos a descoberta que fez. João Batista fala daquilo que viu, nós também deveríamos falar daquilo que experimentamos, do nosso encontro com o "Cordeiro de Deus" que nos salva e nos liberta.

A primeira tarefa do padre é anunciar o Evangelho de Deus a todos, pois é pela palavra da salvação que se alimenta a fé no coração dos fiéis, com ela se inicia e cresce a comunidade e se desperta o coração daqueles que não crêem. Desta maneira os padres são devedores de todos, no sentido de terem que partilhar com todos a verdade do Evangelho, da qual desfrutam no Senhor (cf. PO, 4).

Embora sejam devedores a todos os homens, os padres todavia aceitam como confiados a si de modo particular os pobres e mais humildes, aos quais o próprio Senhor se associou e cuja evangelização é dada como sinal da obra messiânica. Com cuidado igualmente peculiar deverão cuidar dos mais jovens e além disso dos esposos e pais, mostrem enfim a maior solicitude para com os doentes, visitando-os e confortando-os no Senhor (cf. PO, 1157).

Acreditar que Jesus é o Cordeiro de Deus implica mudanças radicais na nossa vida pessoal e comunitária. Por isso, nenhum cristão e, principalmente nenhum padre, pode isolada e individualmente, cumprir de maneira satisfatória a sua missão, mas há de unir suas forças às de outros presbíteros, sob a direção dos chefes da Igreja (cf. PO, 1163). Neste sentido, da unidade, gostaria de lembrar o estudo e a concretização do nosso Primeiro Plano Diocesano de Pastoral.

É pois agradável que os Presbíteros presidam de tal forma, não procurando o que é seu, mas o que é de Jesus Cristo, e que unam seus esforços com os fiéis leigos, e no meio deles se comportem a exemplo do Cordeiro que veio para ser servir e não para ser servido, veio para dar sua vida em redenção por muitos.

Ouçam com gosto os leigos e leigas, apreciando fraternalmente seus desejos, reconhecendo sua experiência e competência nos diversos campos da atividade humana. Entreguem com confiança tarefas aos leigos para o serviço da Igreja, deixando-lhes liberdade e possibilidade de agir. É tarefa dos presbíteros harmonizar de tal forma as diversas mentalidades que ninguém se sinta estranho na comunidade dos fiéis (cf. PO, 1170-1171).

Caro Pe. Maurício, é com muita alegria e pela primeira vez que, no meu ministério de pastor da Igreja Particular de Marília, eu presido uma cerimônia de tomada de posse de um novo pároco. O que eu desejo é que o Senhor alcance uma unidade de vida, unindo-se a Cristo no conhecimento da vontade do Pai e na doação de si mesmo em favor do rebanho que Lhe é confiado.

Deus o abençoe, como a todos da querida Paróquia de São João Batista!

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
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