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Ter, Mai

Homília para o congresso diocesano de jovens da diocese de marília

Mensagens do Bispo

Caríssimos padres... Queridos jovens. Para mim, que estou iniciando o meu ministério de Pastor da Igreja Particular de Marília, é uma grande alegria encontrá-Los reunidos neste Congresso Diocesano.

Sinto uma imensa alegria em vê-Los reunidos ao redor de Jesus Cristo, o Cordeiro de Deus que nos salva e nos liberta de todo egoísmo e escravidão. Parabéns! Que Jesus os abençoe e retribua com sua proteção por este Congresso de louvor e oração. Quero também parabenizar os organizadores deste Congresso, as equipes de divulgação, equipes de canto, os palestrantes... enfim, a todos aqueles que colaboraram, de uma forma ou de outra, desde aqueles que desempenharam os trabalhos mais humildes, para que este Congresso se realizasse. Parabéns a todos vocês!

No evangelho de hoje encontramos a figura de João Batista, que nos proporciona alguns tópicos interessantes para a nossa reflexão. O caminho espiritual que João Batista cumpre, para chegar à descoberta de que Jesus é o Cordeiro de Deus, é o mesmo caminho que todos os cristãos, incluindo todos os jovens, devem percorrer. João Batista começa dizendo, por duas vezes, que ele não conhecia Jesus: "Também eu não o conhecia" (Jo 1, 31.33). Este é o ponto de partida do caminho espiritual de cada cristão. Pensemos em nós mesmos, nós também não conhecíamos Jesus. Vamos pensar nos jovens que não conhecem Jesus. Como vivem, como estudam, como trabalham, sem conhecer a Jesus Cristo.

Mais adiante Deus ilumina João Batista no seu caminho espiritual. Deus lhe dá a entender que é preciso ir mais fundo na compreensão de Jesus. O mesmo acontece conosco. Existem situações. Momentos providenciais que nos ajudam a refletir: a participação em algum encontro da comunidade, o diálogo com algum cristão mais maduro na fé, algum acontecimento especial da nossa vida, até mesmo alguma decepção. Muitas vezes pensamos em Jesus como um simples homem, uma pessoa excepcional, sem dúvida, mas sempre e somente um homem. Vocês devem conhecer muitos profissionais que pensam assim.

Porém, João Batista abre os olhos por completo quando, certo dia percebe que em Jesus está presente e está atuando o Espírito de Deus; agora entende que ele é o Cordeiro de Deus. O verbo "ver" aparece 4 vezes no Evangelho de hoje. O jovem, todo cristão, também abre sempre mais os seus olhos até a descoberta da verdadeira identidade de Jesus. Lembremos o que aconteceu no Egito durante a noite da libertação dos israelitas da escravidão do faraó: todas as famílias tinham imolado um cordeiro e tinham marcado com sangue as portas de suas casas. Esse sangue os salvou da morte. Ao apresentar Jesus como Cordeiro João Batista nos quer confirmar que ele veio para dar a sua vida. O seu sangue liberta os homens do pecado e das forças do mal que conduzem à morte. Também o "Servo do Senhor", de quem fala a primeira leitura, é comparado a um cordeiro. O profeta o apresenta desta maneira: "Como cordeiro conduzido ao matadouro, como ovelha muda diante dos seus tosquiadores" (Is 53,7). É a imagem de Jesus que, com seu sacrifício na cruz, se torna o verdadeiro Cordeiro pascal que destrói para sempre o pecado do mundo. O seu sacrifício traz aos homens luz, salvação e paz. Jesus não veio para julgar, mas para dar sua vida por nós.

Pensemos um pouco, queridos jovens, em qual etapa do caminho espiritual de João nós estamos? Penso que todos nós já superamos a primeira etapa, ou seja, já fomos apresentados a Jesus Cristo. Mas quem é ele para mim? Será apenas um grande homem, um profeta, um milagreiro, alguém que eu busco somente quando estou em dificuldades? Será que Jesus para mim é um amigo só das horas difíceis? Qual será a verdadeira identidade de Jesus para mim? Ser santo significa abrir os olhos, como fez João Batista, para enxergar e acreditar na verdadeira identidade de Jesus como aquele que dá a sua vida por nós. Jesus não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida. Muitos jovens se perguntam: "Como ser santo nos dias de hoje? De que forma amar o próximo como a si mesmo? É impossível usar da santidade em meio a tanta maldade, prostituição, vandalismo, e principalmente, com a falta de amor no coração da humanidade! Com esses questionamentos e tantos outros, percebemos a verdade daquilo que o Papa João Paulo II falou, em uma de suas cartas aos jovens: "Precisamos de santos de calças jeans e tênis. Precisamos de santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos". E eu ouso acrescentar: Precisamos de santos que não tenham medo de ser felizes. Porém, ser felizes no Senhor. Precisamos de jovens que não tenham medo de fazer o que o Cordeiro de Deus nos pede: "Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura!" (Mc 16,15). Precisamos de jovens que, com imensa alegria, anunciem com o seu testemunho de vida, que existe um Deus que nos ama e nos concede a verdadeira felicidade. Não é algo passageiro, como o mundo está nos oferecendo sempre, e sim a alegria de conhecer e amar o Cordeiro de Deus, que é Jesus.

Ouvi o testemunho de uma jovem que dizia: "No início, havia em meu coração um pouco de medo, pois tinha receio de ser vista como um ET. No meio de tantos jovens universitários que pensam, agem e falam totalmente diferente ao modo que agrada o coração de Jesus. O que fazer? Excluir-me? Envolver-me por completo, fazendo tudo para agradá-los? Logo de início, pude observar a importância em mostrar a alegria em ser cristã! Grande parte dos jovens não entra na Igreja por achar que todos são velhos, carrancudos, e é totalmente o contrário. Tenho plena certeza de que Deus sempre cuida dos seus! Todo receio que tive no início transformou-se em uma imensa alegria em perceber que eu poderia evangelizar na faculdade, mostrar para aqueles jovens que se drogam e se embriagam que existe um Deus que os ama. E o que mais encheu meu coração de felicidade foi ver amigos de minha sala retornarem à prática de freqüentar a Missa, ou simplesmente falar das coisa de Deus".

Meus queridos jovens, o Papa Francisco nos fala que santidade é alegria. Um santo triste é um triste santo. É a alegria de quem ama e se sente amado(a) pelo Cordeiro de Deus, por Jesus, é esta alegria que contagia. E o jovem sabe muito bem expressar tudo isso no seu falar, vestir, em seu modo de pensar, agir, namorar castamente e principalmente buscar as coisas de Deus. Eu tenho um pedido especial a fazer: Perguntem aos seus padres, aos agentes de pastoral das suas comunidades paroquiais sobre o Primeiro Plano de Pastoral da nossa Diocese. Eu gostaria que todos vocês conhecessem o Plano de Pastoral. Ele é um forte instrumento de evangelização. Caros jovens não há por que temer! O nosso Pai que está nos céus sempre capacita os seus escolhidos e ainda afirma: "Pedi e recebereis, buscai e achareis, batei e abrir-se-vos-á"(Lc 11,9). Não existe nada melhor para transformarmos o mundo que o nosso próprio testemunho de vida. Portanto, jovens, juntos conseguiremos! Um forte abraço a todos!

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
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