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Qua, Set
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Família: lugar do encontro na gratuidade do amor

Pastoral da Comunicação

‘Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor’ é o tema escolhido pelo Papa Francisco para a Mensagem para o 49º Dia Mundial das Comunicações.

No dia 23 de janeiro, por ocasião da Vigília da Festa de São Francisco de Sales, padroeiro dos jornalistas, o Papa Francisco divulgou a Mensagem para o 49º Dia Mundial das Comunicações, que vamos celebrar no próximo dia 17 de maio com a Solenidade da Ascensão do Senhor.

‘Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor’ é o tema escolhido para a Mensagem de 2015. Segundo o Pontífice, meditar sobre a família, célula originária de todo ser humano, nos ajuda a tornar mais autêntica e humana a comunicação.

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Família Medina Bosso – Paróquia Santo Antônio de Pádua de Adamantina. Créditos: Milton Ura ‘No Click com o Senhor’.

Para a nossa reflexão o texto nos apresenta o episódio da visitação de Maria a Isabel (cf. Lc 1, 39-56). Ao ouvir a saudação de Maria, a criança lhe estremeceu no ventre, Isabel ficou cheia do Espírito Santo e exclamou com um grande grito: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito o fruto de teu ventre!” (v. 42).

A cena evidencia a comunicação como um diálogo firmado por meio da linguagem corporal, pois em resposta a Maria, o menino salta de alegria no útero de Isabel. O Papa Francisco nos ensina que, exultar pela alegria do encontro é o modelo de comunicação que aprendemos antes mesmo de nascer. O ventre, que um dia nos protegeu, compõe-se como a ‘primeira escola de comunicação’.

Na ótica do Papa, após o nosso nascimento continuamos num ventre: a família. É no seio familiar que nos comunicamos e aprendemos a conviver com as diferenças de gêneros e de gerações. O que nos une enquanto família são os vínculos daqueles que nos precederam e que nos dão a oportunidade de existir da maneira como somos.

A oração é situada na Mensagem como a maneira fundamental de comunicação que a família pode passar para seus filhos, uma vez que a prece comunica o amor de Deus que se entrega a nós e, por isso, nós nos oferecemos aos outros como resposta também de amor.

Os membros que formam a família não se escolheram entre si, antes, são entrelaçados a tal ponto de nos fazer entender o poder da comunicação na construção da proximidade. Também no ambiente familiar somos convidados a instaurar um movimento de saída do nosso comodismo ao encontro de tantos quantos precisam da Luz comunicada que é Jesus. Agindo desta maneira a família se torna sinônimo de vida e, por tal motivo, pode levar essa alegre notícia também para as famílias que sofrem.

Toda família carrega consigo seus problemas, não existem pessoas perfeitas. Por isso, somos estimulados a enfrentar as fragilidades e os conflitos de maneira construtiva. Assim, o perdão torna-se dinâmica de comunicação: por meio do arrependimento, a comunicação é restabelecida e, novamente, pode produzir vida.

Também pessoas portadoras de necessidades especiais podem nos instruir sobre a alegria da proximidade. A deficiência sensorial, motora ou intelectual não pode ser na família um meio de isolamento, mas antes “um estímulo para se abrir, compartilhar, comunicar de modo inclusivo”.
Num mundo onde a discórdia é semeada e as murmurações são tônicas do cotidiano, a família tem a possibilidade de testemunhar que o bem é sempre possível, por isso nos exorta o Papa, a família pode ser ‘escola de comunicação feita de bênção’.

Francisco afirma que o encontro com o próximo é o centro vital do homem e, justamente por isso, os meios de comunicação modernos podem auxiliar, mas também dificultar o encontro em família e entre as famílias. Quando os meios se “tornam uma forma de se subtrair a escuta, de se isolar apesar da presença física” eles atrapalham; mas antes, se “ajudam a narrar e compartilhar, a permanecer em contato com os de longe, a agradecer e pedir perdão” os meios favorecem uma autêntica cultura do encontro. Os pais são os primeiros educadores neste processo.

Na Mensagem para o 49º Dia Mundial das Comunicações somos chamados a não nos limitar na produção e no consumo de informação. O Papa quer que aprendamos novamente a narrar os acontecimentos do cotidiano: “a informação é importante, mas não é suficiente, porque muitas vezes simplifica, contrapõe as diferenças e as visões diversas, solicitando a tomar partido por uma ou pela outra, em vez de fornecer um olhar de conjunto”. Narrar exprime perceber “que as nossas vidas estão entrelaçadas numa trama unitária, que as vozes são múltiplas e cada uma é insubstituível”.

Em suma, a família constitui-se como um ambiente onde seus membros aprendem a comunicar na proximidade. Os meios de comunicação, por sua vez, devem anunciar a família como uma “realidade concreta que se há de viver”. Somos estimulados a anunciar a família como um espaço onde se aprende o significado do amor recebido e doado e, a partir de um testemunho cristão, ter a sensibilidade de comunicar a beleza do relacionamento entre os cônjuges e os filhos. Escutemos, pois o pedido do nosso Pastor: “trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro”.

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