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Ter, Jun

Equipes de Nossa Senhora realizam retiro

ENS

Nos dias 16 e 17 maio 2015, as ENS realizaram seu Retiro Anual. Com o tema: Ousar o Evangelho e Discernir os Sinais dos Tempos, o encontro reuniu 105 casais. Inicialmente refletimos sobre os sinais presença de Deus em nossas vidas e o desafio de olhar para o mundo de forma positiva, tendo como referência Gn 12,1-5 e o texto “Viver com os olhos de Deus”, (Livro Tema pg. 16) e a oração de São Francisco.

Nos dias 16 e 17 maio 2015, as ENS realizaram seu Retiro Anual. Com o tema: Ousar o Evangelho e Discernir os Sinais dos Tempos, o encontro reuniu 105 casais. Inicialmente refletimos sobre os sinais presença de Deus em nossas vidas e o desafio de olhar para o mundo de forma positiva, tendo como referência Gn 12,1-5 e o texto “Viver com os olhos de Deus”, (Livro Tema pg. 16) e a oração de São Francisco.

O pregador, Padre Edson de Oliveira Lima apresentou as linhas mestras propostas em seis meditações conduzindo os casais equipistas a um tempo de graça, tempo de Deus, tempo de encontro consigo mesmo, como meio para o nascimento de algo novo, de descobertas e reafirmações de valores perenes. Concluimos que é preciso “aprender a estar vazios de todas as coisas, tanto interiores, como exteriores e vereis como eu sou Deus. Precisamos aprender a dar espaço para Deus (S. João da Cruz).

Mostrou-nos relatos do modo como Deus criou o gênero humano. Deus criou o homem à sua imagem, a imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou” Gênesis 1, 26-27. Deus cria porque ama e intenta conduzir o homem à sublime experiência da comunhão e amizade. Que o silêncio prepara-nos para um novo encontro com Deus e que a Palavra de Deus pode atingir os recantos mais escondidos do nosso coração.
Outro aspecto abordado foi que o silêncio é “espaço” de Deus. Se tirarmos o silêncio não há mais espaço para Deus, que orar é um encontrar-se com Deus. Fomos chamados a refletir sobre como o homem se reconhece pessoa, ser no mundo e aberto a uma tarefa. Apresentou que o Catecismo da Igreja explica essa imagem e semelhança: “A mulher, “carne de sua carne”, isto é, seu próprio rosto, igual a ele, bem próxima dele, lhe foi dada por Deus como um “auxílio”, representando assim “Deus, em quem está o nosso socorro” (n.1605)

Nos fez refletir que as ENS privilegiam uma força de ajuda aos casais para darem sempre um passo à frente, vivendo as dimensões da vocação de serviço ao cônjuge e à família, possibilitando-nos a viver na sociedade, os valores que colhemos do Evangelho. De que o êxito da vida em casal depende, em grande parte, da qualidade dos encontros que marcam a vida conjugal.

Assim, a partir de diversas colocações fomos provocados a uma meditação, um momento de refletir sobre o perdão. Em uma dinâmica fomos conduzidos a colocar em um papel, as nossas angústias, frustações, preocupações, limitações e pecados, assumindo um propósito de mudança de comportamento e de atitude. Em uma fogueira, os papeis foram queimados, dando sequência à meditação. Concluída a celebração do perdão realizamos uma Adoração Eucarística. Diante do Santíssimo Sacramento elevamos ao Pai, nossas preces e nosso louvor, em um momento muito especial e emocionante.

Refletimos sobre Tobias 8, 4-9 e observamos que podemos tomar esse texto bíblico à semelhança do consentimento do matrimônio na Igreja. “ Eu te recebo como minha esposa, e te prometo ser fiel, amar-te e respeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida”. Refletimos que ninguém se propõe a um casamento para viver uma vida infeliz, mas que é preciso vivê-lo no horizonte da graça e do sacrifício.

Apresentou-nos outro texto: “O elo dos três fios” – Xavier Lacroix – livro tema 2013 das ENS p. 43-44, fazendo referência à presença de Cristo na vida do casal consagrado pelo sacramento do matrimônio: Está no âmago deste sacramento essa presença do Cristo. Fez-nos constatar que podemos experimentar cada dia, cada semana, cada mês, em que medida a oração, quer dizer, a entrada consciente e voluntária na circulação do dom Trinitário, nos fazendo entrar numa comunhão maior do que a nossa, consolida a nossa ligação e nos ajuda a refletir nos atos que a mantém viva.

Destacou o que o Padre Caffarel expressa sobre o sacramento do matrimônio: “Antes de mais nada, é um ato de Cristo. Por trás dos objetos, dos ritos e das fórmulas, atrás do rosto do padre cujas imperfeições humanas claramente percebemos, é um Outro que abençoa, que absolve, que consagra. Quando está administrando um sacramento a pessoa do ministro se apaga e desaparece” (carta mensal – maio 2015).
Na 4ª meditação refletimos um breve colóquio: “ a vida é marcada pelas delicadezas quotidianas” e o texto: testemunho de amor (Carta mensal março 2014). Entendemos que o segredo para uma vida feliz: acolher as pequenas alegrias de cada dia! É partilhar a vida sem medo e na cumplicidade. De que um encontro prazeroso do casal, como a partilha das meditações do dia, faz assumir algum compromisso como fruto desse dia. Como finalização do primeiro dia, tivemos a oportunidade de rezer o Terço das ENS

No domingo, a oração da manhã pautou-se na abordagem do Papa Francisco que clama por uma “igreja pobre para os pobres”. De que precisamos fazer “com os pobres” ao invés de “para os pobres. Escuta da palavra: Lc 18, 18-27. Salmo 131. Refletiu-se sobre o Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! E sobre o pobre amado por Deus.

Um momento de grande emoção foi a encenação realizada a partir do canto “Canta Francisco”, mostrando-nos a realidade social do mundo em que vivemos e a necessidade de assumirmos nosso compromisso de Cristão e viver o “Amor ao Próximo”.

Dando sequência, a 5ª. Meditação ressaltou os pontos concretos de esforços como caminho para a santificação conjugal. Destacou que para resolver os problemas de relação, o homem e a mulher devem, falar mais, escutar-se mais, conhecer-se mais, querer-se bem mais. Devemos nos tratar com respeito e cooperar com amizade. Pe. Caffarel afirmou: “As equipes de Nossa Senhora tem por objetivo essencial ajudar os casais a tender para a santidade. Nem mais, nem menos”

Mostrou-nos que o ser santo é iniciativa e obra exclusiva e totalmente graciosa de Deus (é graça, dom), sem mérito prévio de nossa parte; o viver como santo será também obra, esforço e concurso nosso. Vivemos como santo quando damos nossa resposta a esta graça”. “Viver como santo é viver o Evangelho com toda a sua simplicidade, mas também com toda a sua exigência”.
Destacou a importância da ousadia, coragem e criatividade. Para esse ideal acontecer precisa de esforço contínuo e firme, perseverança e tenacidade, fidelidade e paciência. A caminhada não se fará sem tropeços, sem fadiga e algumas vezes com desânimos. De que o segredo será recomeçar sempre. “Todo dia se chega um pouco”

A 6ª meditação nos trouxe uma reflexão sobre os desafios atuais, revelando que o homem contemporâneo acredita mais nas testemunhas do que nos mestres, mais na experiência do que na doutrina, mais na vida e nos fatos do que nas teorias. De que o testemunho da vida cristã é a primeira e insubstituível forma de missão: Cristo, cuja missão nós continuamos, é a testemunha por excelência e o modelo do testemunho cristão.

Trouxe-nos a exortação do Papa Francisco: “animo todas as comunidades a «uma capacidade sempre vigilante de estudar os sinais dos tempos». Trata-se de uma responsabilidade grave, pois algumas realidades hodiernas, se não encontrarem boas soluções, podem desencadear processos de desumanização tais que será difícil depois retroceder.

Finalizou afirmando que cada um é chamado a fazer a diferença no espaço e ambiente que ocupa, tendo presente a palavra de Jesus: “vos sois o sal da terra, vos sois a luz do mundo” (Mt 5, 13.14). Ao final das meditações, realizamos nossa missa mensal como celebração de encerramento do Retiro. Compreendemos que a Ascenção do Senhor nos reafirma o propósito de Deus para nossa vida em plenitude.

Destacamos, enquanto Equipes de Nossa Senhora, os mais sinceros agradecimentos a todos os participantes, à toda equipe de coordenação e a todos os que contribuiram diretamente ou indiretamente na realização do Retiro. Em especial, ao Pe. Edson pela valiosa condução no nosso Retiro 2015. Certamente o Espírito Santo esteve conosco, nesta surpreendente tarefa. As preocupações, medos e ansiedades decorrentes da responsabilidade em organziar um evento dessa magnitude foram de início superadas, o que permitiu aproveitarmos a densidade do que nos foi oferecido. Deus seja sempre Louvado!!!!!

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
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