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Qua, Set
EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Agentes de pastoral lançam Carta Aberta em apoio a Pe. Edson de Marília.

Conselho Diocesano de Leigos

cnlbsubbotucatuNo próximo dia 30, 16h, Pe. Edson de Oliveira Lima, da Paróquia da Sagrada Família, Zona Norte de Marília, terá audiência no Fórum de Marília.

Ele está sendo processado por injúria e difamação por uma servidora pública que o acusa de tê-la ofendido e empurrado durante a 2.a Marcha da Cidadania, realizada em 7 de Setembro de 2013, na Av. Sampaio Vidal.

Em defesa ao padre, um dos líderes da Marcha que cobra medidas eficazes do Poder Público contra os muitos problemas políticos e administrativos de Marília, agentes de pastoral do Conselho Nacional do Laicato do Brasil, sub-região de Botucatu, acabam de lançar Carta Aberta à população. Eles também prometem concentração pública defronte ao Fórum no dia em que Pe. Edson for ouvido pela Justiça.

Posicionamento Pastoral

Nós, agentes de pastoral do Conselho Nacional do Laicato do Brasil – militantes na Sub Região Pastoral de Botucatu, manifestamos solidariedade ao irmão de fé e caminhada Padre Edson de Oliveira Lima, da cidade e Diocese de Marília/SP, que comprometido com a causa do Evangelho e organizando o Povo de Deus, está sendo vítima de calúnia e difamação e covardemente atacado com acusações infundadas por algumas pessoas que tentam calar sua voz em atos e denúncias que vem fazendo contra o descaso do poder público municipal.

O fato ocorreu no dia 07 de setembro de 2013, onde o Padre Edson, junto com um grande número de pessoas de vários movimentos sociais, participava de um Ato Público manifestando-se contra uma ação do Serviço Social do município, que obrigou 20 moradores de rua, coagidos mediante violência, a embarcar num ônibus onde foram levados até o trevo de uma cidade vizinha de Marília. Tal abuso ganhou conhecimento de toda sociedade local após alguns desses moradores terem realizado boletim de ocorrência registrando as agressões.

No dia desta manifestação o padre foi acusado de agressão e injúria, onde se iniciou um processo judicial contra ele. Após esta manifestação em apoio aos moradores de rua, outras aconteceram, sempre com presença de grande público. As denominadas "Marchas da Cidadania" foram realizadas para protestar pela falta de água em vários bairros da cidade, aumento da passagem no transporte urbano, falta de ética e transparência do Legislativo mariliense, pedido de cassação de vereador por falta de decoro parlamentar e denunciar funcionários comissionados que não compareciam ao trabalho.

O trabalho de evangelização e o engajamento social é algo que a própria Igreja espera de nós. A Doutrina Social da Igreja, que tem por finalidade fixar princípios, critérios e diretrizes gerais a respeito da organização social e política dos povos e das nações, nos convida à ação. Seu objetivo é "levar os homens a corresponderem, com o auxílio também da reflexão racional e das ciências humanas, à sua vocação de construtores responsáveis da sociedade terrena" (Cf. DSI - Sollicitudo rei socialis).

Nós, cristãos e cristãs, consideramos que a norma fundamental do Estado deve ser a prossecução da Justiça, e que a finalidade de uma justa ordem social é garantir a cada um, no respeito ao princípio da subsidiariedade, a própria parte nos bens comuns.

Acreditamos que imputar ao Padre Edson tais acusações é tentar inibir as ações de apoio social que vem acontecendo com grande repercussão. Não permitir o trabalho do Padre, dos leigos e leigas, dos movimentos sociais, é ser contrario aos sinais do Reino e inviabilizar o dialogo fraterno que deveria ocorrer entre sociedade e poder público, ou seja, é estabelecer uma relação onde o povo está submisso, impossibilitando a experiência de uma política participativa que busca a comunhão e igualdade. Entendemos que a participação é um dever a ser conscientemente exercitado por todos, de modo responsável e em vista do bem comum. Toda democracia deve ser participativa.

Baseados em princípios morais que pregamos a partir do próprio Evangelho de Justiça, Verdade e Igualdade, repudiamos este ato. Somos contra qualquer tipo de ação arbitraria que interfira na participação do povo em busca dos seus direitos, contudo somos favoráveis ao dialogo fraterno, para que possamos vivenciar a maturidade política e da fé, que nos permite corrigir e também sermos corrigidos, como Irmãos e Irmãs em Cristo, sem opressores ou oprimidos. Somos a favor de uma democracia livre, de respeito mútuo e de transformação social.

"Tenho que andar, tenho que lutar, ai de mim se não o faço!
Como escapar de Ti? Como não falar? Se Tua voz arde em meu peito!" (Jr 1,4)

Agentes de Pastoral do Conselho Nacional do Laicato do Brasil
"Sub Região Pastoral de Botucatu"