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Seminaristas são entrevistados por Jornal da Manhã

Seminaristas

 

 

O Jornal da Manhã publicou ontem, dia 27, uma matéria em que dois seminaristas da diocese, Marcelo Henrique Gonzales Dias e Mario William Barros Leite, foram entrevistados e deixaram seus testemunhos de vocação. Abaixo segue a matéria na íntegra publicda na edição número 9.155 do jornal. {jathumbnail off}

 


Diocese de Marília já vive ‘superávit’ na formação de novos sacerdotes, diz Fajopa

Saldo positivo é compartilhado com outras sete regiões; carência maior é no extremo oeste do Estado

sem2Após duas décadas de fartura na formação de novos padres, a Diocese de Marília já convive com um ‘superávit’ no número de ordenações. A estimativa foi divulgada ontem pela Faculdade João Paulo II (Fajopa). Hoje, pelo calendário civil, é o dia do sacerdote. “Atualmente, temos mais ordenações do que desistências e falecimentos”, afirmou o diretor da instituição, o padre Maurílio Alves Rodrigues. Ele salientou que a média atual é de 15 novos padres por ano. Mas nem todos permanecem por aqui. Mantida pela Associação Cultural e Educacional Diocesana, a Fajopa precisa atender à demanda por sacerdotes de toda a Arquidiocese de Botucatu, na qual estão oito dioceses – além da sede e de Marília, de Araçatuba, Assis, Bauru, Lins, Ourinhos e Presidente Prudente. “Na região de Lins não há carência. Na de Assis, também não. A maior necessidade está na região oeste do Estado, atendida por Marília e também em Bauru”, afirmou Rodrigues. “A situação é discutida em reuniões bimestrais entre os bispos”.

Fartura - Apesar dos altares ainda órfãos de párocos exclusivos em capelas e paróquias de cidades próximas do rio Paraná, a quantidade de padres que se formou /ou permaneceu na diocese de Marília quase que dobrou entre as décadas de 1990 e 2000. A referência é o guia diocesano, cujos números são referentes a 2009 e 2010. Segundo a publicação, dos 93 padres em atividade, 18 se formaram entre 1991 e 1999 – mesma quantidade da década de 1980 - e 34, entre 2001 e 2009. Na década de 1970 foram apenas seis. Ainda de acordo com o guia, o número de padres diocesanos (57) é bem maior que o de congregações e ordens religiosas (31). A maioria (43) está na região ‘I’ (Garça-Quintana), 21 na ‘II’(Herculândia-Adamantina) e 16 na ‘III’ (Flórida Paulista-Panorama).

Motivação – A considerar o ritmo atual de ordenações, a igreja deve reduzir, cada vez mais, a carência de padres, a começar pela diocese de Marília. A expectativa da Fajopa é que bem mais que a maioria dos 120 seminaristas matriculados cheguem à batina. “Em geral, a formação tem sido de até 80%”, entusiasmou-se o diretor da Fajopa. Além das aspirações pessoais, infundidas pela fé, Rodrigues salientou que o aumento na porcentagem de formados se dá pelo acolhimento ao noviciado. “Um fator positivo é o (seminário) propedêutico (o primeiro, de orientação vocacional). Ajuda muito no discernimento, para que a escolha seja decisiva”, disse. Para chegar à ordenação, os seminaristas se licenciam em Filosofia e se tornam bacharéis em Teologia. São oito anos.

Data civil – Não há nenhuma celebração prevista para hoje por conta do ‘dia do sacerdote’. A data é, apenas, civil. Na Igreja Católica, o dia é outro: 4 de agosto, em referência à celebração de São João Maria Batista Vianney (1786-1859), padroeiro dos padres. (Rodrigo Viudes)

PERSONAGEM

Ex-caminhoneiro quer ‘guiar almas’

altAos 27 anos, caminhoneiro empregado em uma multinacional e com planos para a formação de uma família, Mario Willian Barros Leite decidiu dar um novo rumo em sua história. Pediu demissão, deixou a namorada e trocou o volante pelos livros. Ao invés de seguir atrás de tantos destinos, optou pelo Caminho. Estacionou de vez no seminário.  “Antes, me sentia feliz também, mas não satisfeito. A minha decisão, que carregava desde os 18 anos, foi fundamental. Agora, eu vou levar Jesus Cristo”, disse. Aos 30, Leite é colega da turma do 3º ano de Filosofia de Marcelo Henrique Gonzales Dias, 21 anos, que confessou – com o perdão do trocadilho – estar já ansioso para os quatro anos que ainda virão de Teologia. “Estou indo para o recheio do bolo”, brincou. Dias entrou no seminário tão logo terminou o Ensino Médio. A decisão, contou, surgiu da busca por um conhecimento mais aprofundado sobre Deus – “queria saber se ele existia, de fato!” – recolhido à pesquisa e à curiosidade sobre a própria igreja. “O que me faltava era informação. Hoje, tenho a certeza e quero levar Jesus aos outros e contar que Deus, sim, existe!”, contou. “Aos 16 anos, em uma confissão, tive o chamado que precisava para que estivesse no seminário hoje”, concluiu. (R.V.)

 

Fonte: Jornal da Manhã - http://www.jornaldamanhamarilia.com.br/