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Missão das Comissões Episcopais Pastorais da CNBB é pauta deste segundo dia da 57ª AG

CNBB

Missão das Comissões Episcopais Pastorais da CNBB é pauta deste segundo dia da 57ª AG

A 57ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aborda na manhã desta quinta-feira, a missão das Comissões Episcopais Pastorais da conferência. Este é um dos vários temas que estão na pauta deste segundo dia do encontro anual dos bispos, em Aparecida (SP).

As doze Comissões Episcopais Pastorais da CNBB, de acordo com o estatuto da entidade, promovem a Pastoral Orgânica nacional com suas dimensões globais e setores especializados. Elas respondem pelo estudo, proposta e animação dos programas e projetos do seu âmbito de atribuições, em sintonia com as demais Comissões, para garantia da unidade da Pastoral Orgânica.

Saiba mais sobre a atual missão de cada comissão episcopal pastoral da CNBB:

Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

Missa encerramento geral 56AG 1A Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada (CMOVC) tem como tarefa despertar, discernir, cultivar, animar, promover e acompanhar as Vocações e os Ministérios Ordenados da Igreja no Brasil.

Sua missão é oferecer aos batizados condições para a vivência da sua vocação específica através da Pastoral Vocacional (PV) e do Serviço de Animação Vocacional (SAV), bem como acompanhar a formação para o Ministério Ordenado, por meio da Organização dos Seminários e Institutos do Brasil (OSIB). À Comissão incumbe ainda acompanhar a vida e o ministério dos diáconos permanentes (CND), dos presbíteros (CNP) e dos bispos, sobretudo dos novos bispos. Além disso, estabelece diálogo de comunhão e parceria com a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e a Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS).

Todas as atividades e os projetos, embora de responsabilidade direta de cada organismo, têm a participação da Comissão, que os reconhece, apoia, assessora, e lhes dá suporte e legitimidade eclesial.

Para articular melhor estas forças vivas, a Comissão elegeu como eixo condutor: “A partir de Jesus Cristo, Verbo Encarnado, à luz das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), comprometemo-nos a ser uma Igreja servidora, que nos chama a estar com Ele, formando e enviando em missão”.

Laicato
57AG noticia2 02A Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato é um serviço à CNBB nos Regionais, que busca acompanhar, assessorar e promover a identidade, vocação, espiritualidade e missão dos cristãos leigos e leigas na Igreja e no mundo.

Acompanha, junto à Comissão Nacional Ampliada das CEBs, a organização e realização de reuniões, encontros, seminários e dos Intereclesiais das CEBs. Também é tarefa permanente da Comissão estimular, acompanhar e fortalecer o processo de articulação e organização do laicato, através do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB), nos diferentes âmbitos. A Comissão apoia e estimula as iniciativas de formação, espiritualidade e acompanhamento no campo social e político, especialmente através do Centro Nacional de Fé e Política Dom Helder Câmara (CEFEP).

Visando a promoção da pastoral orgânica de conjunto no Brasil, sinal da unidade, comunhão e solidariedade eclesiais, a Comissão procura favorecer a integração dos Movimentos, Serviços Eclesiais, Associações Laicais Nascidas dos Carismas das Congregações e Ordens Religiosas e das Novas Comunidades.

Ação Missionária e Cooperação Intereclesial
57AG noticia2 03A Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial tem como incumbência favorecer e acompanhar a animação, formação, articulação, informação e cooperação missionária da Igreja no Brasil, nos seguintes âmbitos:

Animação missionária: presidir e coordenar o Conselho Missionário Nacional (COMINA); contribuir na assessoria nos Regionais, sobretudo por meio da articulação dos Conselhos Missionários Regionais e Diocesanos (COMIREs e COMIDIs); promover a espiritualidade e formação missionária em colaboração com os organismos missionários.
Missão Continental: acompanhar e animar as iniciativas nas Igrejas Particulares em vista da conversão pastoral para “colocar a Igreja em estado permanente de missão”; apoiar iniciativas missionárias e organização de missões populares; fomentar a formação missionária para coordenadores de pastoral, formadores de seminaristas e outros segmentos da vida eclesial.
Cooperação Intereclesial: acompanhar os projetos de solidariedade missionária ad gentes assumidos pela CNBB; contribuir na articulação do Projeto Igrejas Irmãs; apoiar a formação de missionários além-fronteiras; atuar na articulação de organismos e pastorais de cooperação missionária, como a Pastoral dos Brasileiros no Exterior (PBE).
A Comissão coordena e articula a animação e cooperação missionária no Brasil através do COMINA.

Realiza suas ações em comunhão com as demais Comissões Pastorais da CNBB, as Pontifícias Obras Missionárias (POM), o Centro Cultural Missionário (CCM) e outros organismos missionários atuantes no Brasil.

Animação Bíblico-Catequética
57AG noticia2 04A Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética está a serviço da Igreja do Brasil para operacionalizar as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) na ótica bíblico-catequética. Através dos Bispos Referenciais, das Coordenações dos Regionais, do Grupo de Refl exão (GREBICAT), da Catequese Junto à Pessoa com Deficiência e Catequese Indígena:

a) impulsiona a Animação Bíblica de toda a Pastoral;

b) estimula a implantação da Iniciação à Vida Cristã, com inspiração catecumenal, uma catequese mistagógica baseada no RICA;

c) promove iniciativas de formação, especialmente as Escolas Bíblico-Catequéticas;

d) elabora subsídios para a formação;

e) faz da animação bíblico-catequética uma ação transformadora focada no cuidado de toda a vida.

Doutrina da Fé
57AG noticia2 05A Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé (CEPDF), composta por 5 bispos, Assessora a CNBB e o episcopado do Brasil em questões doutrinais e teológicas.

Grande parte de seu trabalho é a leitura prévia das publicações feitas pela Edições CNBB ou em nome de alguma das Comissões da Conferência. Suas atribuições estatutárias são: promover a fidelidade à doutrina da Igreja, a integridade na sua transmissão, a inteligência da fé, o seu testemunho ante os desafios atuais e, sobretudo, assistir a CNBB no exercício do magistério doutrinal.

A CEPDF conta com a colaboração do Grupo Interdisciplinar de Peritos (GIP). Composto por 13 peritos nas várias áreas e disciplinas da teologia entre elas: Bíblia, Moral, Liturgia e Dogmática. Esse grupo se reúne ordinariamente uma vez ao ano e seus membros podem ser consultados a respeito de temas específicos que sejam submetidos à Comissão.

Liturgia
57AG noticia2 06A ação evangelizadora da Igreja “destaca o lugar que a liturgia, celebrada na comunidade dos fiéis, ocupa na ação missionária da Igreja e no seguimento de Jesus Cristo. Sendo intimamente unida ao conteúdo do anúncio (lex orandi, lex credendi), ela ‘é o ápice para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde emana toda a sua força’ (SC, n. 10). Por isso, ‘nenhuma atividade pastoral pode se realizar sem referência à liturgia’ (DP, n. 927). Enfim, ela, fonte de verdadeira alegria (At 2,46), tem um papel fundamental na missão evangelizadora da Igreja, na consolidação da comunidade cristã, e na formação dos discípulos missionários” (DGAE, n.46).

Por isso, a Comissão Episcopal Pastoral para a liturgia (CEPL) pretende promover, fortalecer e acompanhar a vida litúrgica da Igreja no Brasil e o seu processo de renovação e enculturação, pois a missão da Igreja nasce da “dimensão celebrativa” e festiva da fé cristã centrada no mistério pascal de Cristo Salvador, em particular na Eucaristia” (DAp 99p).

A CEPL compõe-se de três setores: Pastoral Litúrgica, Música Litúrgica e Espaço Litúrgico.

Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso
57AG noticia2 07A Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso da CNBB tem por missão promover a unidade dos cristãos e o diálogo inter-religioso no âmbito da Igreja Católica no Brasil, conforme as orientações do Magistério e em atenção ao cenário religioso do país. Cabe à Comissão apoiar os Regionais da CNBB na criação, na organização e no acompanhamento de Comissões em âmbito regional e local a fim de que esta mesma dimensão seja vivida a partir da base, favorecendo reflexões e encontros entre igrejas e lideranças de outras tradições religiosas.

Ação Social Transformadora
57AG noticia2 08Em comunhão com a missão da Igreja, as Pastorais Sociais têm como seu propósito cuidar da vida e defendê-la, com fidelidade ao Evangelho. É justamente neste processo que se vivencia a espiritualidade de uma Igreja samaritana e profética. Samaritana pela exigência do cuidado com a vida ameaçada; profética pelo desafio de denunciar as estruturas negadoras da dignidade da vida humana.

Objetivo Geral da Comissão: Contribuir, à luz da Palavra de Deus e das DGAE, na promoção da pessoa e da comunidade, para que se tornem protagonistas, promotoras e defensoras da vida, transformando a sociedade em vista do Reino.

Cultura e a Educação
57AG noticia2 09A Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação tem a missão de tornar Jesus Cristo contemporâneo ao mundo da cultura e da educação no país. Esta missão é cumprida a partir de duas linhas de atuação, quais sejam, formação de agentes pastorais e articulação da presença de comissões nos regionais da CNBB. A Comissão possui quatro setores: Educação, Cultura, Universidades e Ensino Religioso.

Constituem público-alvo da Comissão: educadores, comunidade universitária, professores, estudantes, agentes de pastoral e atores no mundo da cultura e educação, e dirigentes cristãos de empresas.

Vida e Família
57AG noticia2 10A Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família (CEPVF) que está a serviço da missão da Igreja no Brasil, na perspectiva das DGAE, deixando-se de forma especial interpelar pela 5ª urgência – Igreja a serviço da vida plena – , buscou desenvolver durante o ano de 2018 diversos projetos e atividades na busca de promover a cultura de valorização da vida desde a fecundação até o término natural; bem como promover a família, como dom precioso e recurso indispensável para a pessoa e a sociedade.

Com uma metodologia firmada na busca da comunhão e da participação dos diversos agentes da pastoral familiar do Brasil, bem como dos demais cristãos presentes nos movimentos, serviços, institutos e novas comunidades voltados para a evangelização das famílias, desenvolveu diversas atividades que conduziram um crescimento na consciência de valorização, promoção e defesa da família e da vida.

Através da Comissão Nacional da Pastoral Familiar (CNPF), organismo vinculado à CNBB, a Comissão realiza suas atividades permanentes, tais como o serviço de assessoria aos Regionais, Dioceses e Paróquias da Igreja no Brasil; a condução da Secretaria Executiva Nacional da Pastoral Familiar (SECREN), a coordenação das atividades da Assessoria Pedagógica e do Instituto Nacional da Família e da Pastoral Familiar (INAPAF); a elaboração de subsídios de formação de evangelização das famílias e de formação de agentes de pastoral; a manutenção do seu portal na internet (www.cnpf.org.br) e da página de Facebook (www.facebook.com/PastoralFamiliarCNBB).

Comunicação Social
57AG noticia2 11A Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação possui caráter de serviço, apoio e comunhão no planejamento, na organização e articulação de programas e projetos de comunicação da Igreja no Brasil. Anima o agir comunicativo da Igreja em suas várias dimensões fortalecendo o sinergismo entre as diversas iniciativas na área da comunicação. Estimula a presença da Igreja nas mídias por meio de encontros e subsídios formativos para agentes da Pastoral da Comunicação.

Juventude
57AG noticia2 12A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude (CEPJ), criada na 49ª Assembleia Geral da CNBB, se empenha na organização e animação da ação evangelizadora da Igreja junto aos jovens, favorecendo projetos e mecanismos para o amadurecimento integral do jovem na sua vocação de discípulo missionário de Jesus Cristo. Ela é a primeira responsável pela Pastoral Juvenil no país e acompanha mais sistematicamente os seguintes grupos organizados: a Coordenação Nacional da Pastoral Juvenil (Movimentos, novas Comunidades, Pastorais da Juventude, Congregações e Grupos Jovens Paroquiais), a Equipe Jovem de Comunicação e os Bispos referenciais da juventude dos18 Regionais da CNBB.

A Equipe de Subsídios é formada por adultos. Em vista da valorização e formação de todas as expressões juvenis, a CEPJ também promove encontros envolvendo jovens e adultos das Congregações Religiosas, Pastorais da Juventude, dos Movimentos Eclesiais, das Novas Comunidades, além de trabalhos conjuntos com outros serviços eclesiais: catequese, pastoral da educação, pastoral vocacional, pastoral missionária etc.

 

Fonte: CNBB