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Dom, Set

Brasil celebra Santa Dulce e se orgulha com seu legado em favor dos pobres

Brasil e o mundo

Um dos maiores símbolos de uma vida missionária no Brasil, Irmã Dulce teve toda a sua vida dedicada à caridade. Por ocasião de seu dia, o Departamento de Comunicação conta a história do Anjo Bom da Bahia, como é conhecida, e entrevista os responsáveis por dois hospitais na Diocese de Marília administrados por religiosos.

No último dia 13 de agosto foi celebrado o dia de Santa Dulce Dos Pobres, conhecida como o Anjo Bom da Bahia.

Um dos maiores símbolos de uma vida missionária, Irmã Dulce, teve toda a sua vida dedicada à caridade. Nascida em Salvador, Bahia, no dia 26 de maio de 1914, é filha de Augusto Lopes Pontes, dentista e professor da Universidade Federal da Bahia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes. Maria Rita de Souza Brito Lopes, nome que Irmã Dulce recebeu dos seus pais, desde criança realizava ações voltada ao amor ao próximo.

Aos 13 anos, Irmã Dulce, junto com sua família, dava assistência a moradores de rua em sua residência, tornando-se o local conhecido como ‘A Portaria de São Francisco’, onde inúmeras pessoas em condições de rua recebia cuidados. Foi nesta mesma época que decidiu seguir a vida religiosa, no entanto, por conta de ser muito jovem, foi recusada pelo convento Santa Clara.

Em 8 de fevereiro de 1932, formou-se professora do primário e, no ano seguinte, entrou para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, em São Cristóvão, Sergipe. No ano de 1934 fez seu voto de fé, tornando-se freira, e escolheu o nome de Irmã Dulce em homenagem à sua mãe que havia falecido quando ela tinha apenas sete anos de idade.

Aos 22 anos de idade, em 1936, fundou a União Operária São Francisco, juntamente com o frei Hildebrando Kruthaup. Deve-se também a criação do Colégio Santo Antônio, voltado para os operários e suas famílias. Uma das suas maiores realizações é a criação do Hospital Santo Antônio, hoje um dos maiores hospitais do estado da Bahia, foi fundado no galinheiro do convento e, de início, serviu como um albergue para enfermos. Por conta de tantas ações voltadas ao serviço do próximo, seus feitos ganharam notoriedade em todo o mundo, tanto que, em 1980, durante a primeira visita do Papa João Paulo II ao Brasil, Irmã Dulce foi convidada a subir no presbitério e recebeu do Papa um terço, e ouviu as seguintes palavras: “Continue, Irmã Dulce, continue”. Em 1988 foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz pelo o Presidente José Sarney, com o apoio da Rainha da Suécia.

Irma Dulce

Nos últimos 30 anos de sua vida, Irmã Dulce viveu com 70% de sua capacidade respiratória, e apesar da fragilidade, não interrompeu seus trabalhos, até o momento em que o problema se agravou. E, em outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil, João Paulo II fez questão de quebrar a sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio reencontrar a missionária, momento no qual recebeu a bênção e a unção dos enfermos. Cinco meses após o encontro, o povo brasileiro se despede daquela que foi intitulada como ‘Anjo Bom da Bahia’.

Falecimento

Irmã Dulce faleceu em 13 de março de 1992. O velório ocorreu na Igreja de Nossa Senhora de Conceição da Praia, em Salvador.
Beatificação e Canonização
Em outubro de 2010, o Vaticano confirmou um milagre atribuído pela religiosa baiana: a recuperação de uma mulher que estava prestes a morrer no parto. No dia 14 de maio de 2019, o Vaticano reconheceu o segundo milagre de Irmã Dulce. O feito ocorreu com um músico que voltou a enxergar a pedido de irmã Dulce, após ter sido cego por 14 anos. Em vista dos dois milagres, foi canonizada Santa no dia 13 de outubro de 2019 pelo Papa Francisco.

Legado

Irma Dulce frei Lucas

Em entrevista com o administrador da Santa Casa de Adamantina, frei Mateus Alves, realça a mensagem que a vida de irmã Dulce deixou ao mundo: “esta grande Santa, exemplo e modelo de fidelidade, muito nos ensina nos mais diversos aspectos da vida. Enquanto franciscanos na providência de Deus, temos como carisma observar o Santo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, repetindo o abraço de São Francisco de Assis no irmão leproso de hoje. Sendo assim, atuamos em hospitais gerais e específicos, ames, comunidades terapêuticas, albergues, casa de egressos e em missões de fronteiras( Portugal, Haiti e Missão indígena em Tiryos) e também em nosso barco hospital Papa Francisco. Que Santa Dulce dos pobres, São Francisco e Santa Clara possam interceder por nossas missões!”.

Irma Dulce Irma Diva

Além da Santa Casa de Adamantina, em Hercuândia, o Hospital Beneficente São José também é mantido por uma congregação religiosa, como conta a Irmã Diva Alves dos Santos, Missionária de Nossa Senhora de Fátima. “Fazemos parte da formação do seu exército do bem para continuar a sua batalha contra as desigualdades, nós Irmãs da Congregação das Irmãs Missionárias de Nossa Senhora de Fátima estamos presentes na Diocese de Marília atuando junto às pessoas que apresentam algum tipo de sofrimento mental, espiritual e físico, e nos espelhamos no modelo de vida de nossa amada Santa Irmã Dulce dos Pobres. Em especial atuamos desde a ano de 1972 no Hospital Beneficente São José de Herculândia, enfrentamos dificuldades diárias, principalmente nesses tempos de pandemia, mas seguimos firmes em nossa missão”.

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
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