14
Sex, Mai

Foi publicado nesta terça-feira (11) o Motu proprio "Antiquum ministerium" com o qual Francisco institui o ministério de catequista: uma necessidade urgente para a evangelização no mundo contemporâneo, a ser realizada sob forma secular, sem cair na clericalização

No domingo da Ascensão do Senhor, 16 de maio, comunicadores de todo o Brasil poderão celebrar o Dia Mundial das Comunicações por meio da transmissão de duas celebrações eucarísticas, em sua intenção, direto do Santuário Basílica de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG).

A primeira celebração será presidida pelo bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Giovani Mol, às 8h, com transmissão pelas emissoras de inspiração católica Século 21, Rede Vida, TV Horizonte, Pai Eterno e TV Nazaré.

A segunda celebração será presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, às 15h, com transmissão pela TV Horizonte, TV Evangelizar, TV Imaculada, TV Aparecida, Canção Nova, TV Nazaré e Web Bom Jesus. Ambas as celebrações terão transmissão pelas redes sociais da CNBB (Facebook e Youtube) e da Pascom Brasil e por rádios católicas.

As duas celebrações eucarísticas estão inseridas na Semana da Comunicação, da Pascom Brasil, para celebrar o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais. A programação ocorrerá de 10 a 16 de maio, com três lives inspiradas na mensagem do Papa Francisco para este ano: “Vinde ver! (Jo 1,46) Comunicar encontrando as pessoas como e onde estão”. As lives serão transmitidas pelo Youtube e Facebook da Pascom Brasil.

Confira a programação completa:

10 de maio, às 20h – VINDE VER
A primeira atividade será a Leitura Orante da Palavra de Deus, na segunda-feira, 10 de maio, às 20h. O texto bíblico escolhido foi o Evangelho de João 1, 39-46, que contém o versículo que dá tema ao Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano. A condução será feita pelo bispo de Oeiras (PI), dom Edilson Nobre, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação. O roteiro para a Leitura Orante ficou a cargo do Projeto Cristonautas, um programa de treinamento em Lectio Divina para jovens, levando em consideração a Nova Evangelização, a grande Missão Continental e as tecnologias de informação e comunicação.

A leitura orante da Palavra de Deus é um dos métodos mais eficazes de se ter contato com a Palavra de Deus. Não se trata de fazer uma leitura corrida das páginas sagradas, mas uma leitura rezada. A Lectio Divina tem uma história de pelo menos 2.500 anos. No Antigo Testamento o povo de Israel rezava a Palavra e usava a Palavra para rezar. No livro de Neemias 8, 2-10 encontramos que o povo se reuniu para ouvir Neemias e ler o livro desde a manhã até ao meio dia. A leitura orante na ótica da comunicação é uma proposta sugerida pelo Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil no parágrafo 253, como uma forma de se vivenciar o eixo da espiritualidade.

“É fundamental que se cultive a espiritualidade do comunicador mediante retiros, “leitura orante” na ótica da comunicação, reflexões sobre os documentos da Igreja no campo da comunicação, e que o comunicador se alimente da Palavra de Deus e da Eucaristia. A espiritualidade do comunicador, bem como toda a espiritualidade da Igreja, inspira-se na Trindade, modelo da perfeita comunicação e comunhão no amor.” (DCIB, n. 253)

12 de maio, às 20h – GASTAR AS SOLAS DOS SAPATOS
A expressão citada pelo Papa Francisco em sua mensagem dá título à segunda noite formativa. Os membros do Grupo de Reflexão sobre Comunicação (Grecom) da CNBB fazem o aprofundamento da carta aos comunicadores na quarta-feira, 12 de maio, às 20h.

São integrantes do Grecom os pesquisadores Andréia Gripp, Aline Amaro, Joana Puntel, Moisés Sbardelotto, Mozahir Salomão Bruck, Ricardo Alvarenga, além do coordenador nacional da Pascom, Marcus Tullius, os assessores da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, Manuela Castro e padre Tiago Sibula, e os bispos da Comissão, dom Joaquim Mol e dom Edilson Nobre.

“A crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem ‘gastar a sola dos sapatos’, sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações. Mas, se não nos abrimos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas com a capacidade que têm de nos apresentar uma realidade engrandecida onde nos parece estar imersos”, afirma o Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2021.

14 de maio, às 20h – A CORAGEM DOS JORNALISTAS
A terceira noite de celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais contará com o testemunho de jornalistas e comunicadores, destacando a coragem dos jornalistas. A live será na sexta-feira, 14 de maio, às 20h e será conduzida por Alessandro Gomes e Osnilda Lima, presidente e vice-presidente da Signis Brasil – Associação Católica de Comunicação. Confira os jornalistas que irão partilhar sua vivência na comunicação.

Tainá Aragão. Manauara (AM), jornalista pela Universidade Federal de Roraima (UFRR) e Universidade de Brasília (UnB). Estudou cinema documental na Universidad de La Habana (Cuba). Atualmente vive em Santarém (PA). Trabalha principalmente com temas socioambientais, direitos territoriais, mudanças climáticas, grandes projetos de infraestrutura e povos tradicionais na Amazônia brasileira.

Janaina Souza. Jornalista formada pela Universidade Federal de Roraima, colaboradora da Rede de Notícias da Amazônia

Luis Miguel Modino. Padre Diocesano de Madri, Espanha. Missionário Fidei Donum no Brasil desde 2006. Vive em Manaus (AM), membro da Equipe de Comunicação do CELAM. Corresponsável de Religión Digital no Brasil. Colaborador de Vatican News e IHU – Instituto Humanitas Unisinos.

“Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmara, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas”, afirma o Papa Francisco no terceiro tópico da mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.

16 de maio – DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
No domingo da Ascensão do Senhor, comunicadores de todo o Brasil poderão celebrar o Dia Mundial das Comunicações por meio da transmissão de duas celebrações eucarísticas, em sua intenção, direto do Santuário Basílica de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG). (Informações estão acima).

Dia Mundial das Comunicações
O Dia Mundial das Comunicações Sociais foi instituído pelo Decreto Inter Mirifica, do Concílio Vaticano II, em seu número 18: “Para reforçar o variado apostolado da Igreja por intermédio dos meios de comunicação social celebre-se anualmente, nas dioceses do mundo inteiro, um dia dedicado a ensinar aos fiéis seus deveres no que diz respeito aos meios de comunicação, a se orar pela causa e a recolher fundos para as iniciativas da Igreja nesse setor, segundo as necessidades do mundo católico”. E no dia 7 de maio de 1967, domingo da Ascensão do Senhor, celebrou-se pela primeira vez, no mundo inteiro, o dia Mundial das Comunicações Sociais.

Em 2021, comemoram-se os 100 anos do nascimento do Cardeal Paulo Evaristo Arns, 5º Arcebispo Metropolitano de São Paulo, falecido em 2016. Para coordenar as comemorações do centenário, foi instituída uma comissão responsável pela elaboração de um programa de iniciativas colaborativas a partir de 14 de setembro, quando Dom Paulo completaria 100 anos de vida, até setembro de 2022.

O plano de comemorações deverá ser apresentado à Cúria Metropolitana até 15 de junho. Dentre as iniciativas que estão sendo pensadas para o centenário está a realização de eventos acadêmicos, culturais, pastorais e celebrativos que recordem os muitos aspectos da vida e do ministério de Dom Paulo, assim como a publicação de textos, artigos e demais escritos do Cardeal Arns. A programação tem o objetivo de dar ênfase à sua missão de “pastor e profeta” na maior Arquidiocese do Brasil.

“Desejamos acentuar a vida, a espiritualidade, o engajamento pastoral de Dom Paulo e sua inserção na vida da cidade. Que possamos levar a comemoração do seu centenário para todos os cantos da cidade”, afirmou ao O SÃO PAULO o Padre Tarcísio Marques Mesquita, Coordenador do Secretariado Arquidiocesano de Pastoral e um dos membros da comissão.

Padre Tarcísio explicou, ainda, que as iniciativas contarão com a colaboração de outros clérigos, religiosos e leigos da Arquidiocese, assim como de diversas organizações eclesiais e da sociedade civil, que atuarão como parceiras.

Por essa razão, ao instituir a “Comissão do Centenário do nascimento do Cardeal Paulo Evaristo Arns, OFM”, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, nomeou padres de diferentes âmbitos de atuação da Arquidiocese para organizarem subcomissões voltadas a cada uma das frentes de iniciativas do centenário.

Além do Padre Tarcísio, fazem parte da comissão Dom Eduardo Vieira dos Santos, Bispo Auxiliar da Arquidiocese; Padre Luiz Eduardo Baronto, Padre José Rodolpho Perazzolo, Cônego Antônio Manzatto, Frei Fidêncio Vanboemmel, Cônego Antônio Aparecido Pereira, Cônego José Bizon e o Padre Michelino Roberto.

Cônego Antônio Aparecido Pereira ressaltou que não faltam fontes para pesquisa e criação do programa de eventos comemorativos do centenário. “Há o testemunho vivo de bispos, padres e leigos que conviveram e trabalharam com o Cardeal Arns. O jornal O SÃO PAULO registrou todo o ministério episcopal dele em seus artigos semanais na coluna ‘Encontro com o Pastor’. Os Franciscanos têm em seus arquivos uma parte importante da história. Há também os livros escritos por ele”, destacou.

Outro aspecto que o Cônego Aparecido enfatizou “é que a comemoração do centenário do nascimento de Dom Paulo não deve apenas pensar na memória, mas na herança que deixou, sobretudo, sua herança espiritual”.

Fonte: Comissão arquidiocesana prepara programação do centenário de nascimento do Cardeal Arns (osaopaulo.org.br)

O Santuário Nacional de Aparecida vai representar o Brasil na “maratona” de oração convocada pelo Papa Francisco pelo fim de pandemia durante o mês de maio. Esta jornada de oração envolverá 30 santuários marianos do mundo. No dia 06 de maio, a partir das 11h, a oração do terço será rezada nesta intenção na Basílica de Aparecida (SP). A iniciativa está sendo realizada à luz da expressão bíblica: “De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus” (At 12,5).

A Encíclica que São João Paulo II escreveu para analisar com novos olhos as problemáticas das economias socialista e de mercado, colocando o homem no centro de todos os processos, completou 30 anos no último sábado, 1° de maio. Em entrevista ao Vatican News, a presidente da Fundação Centesimus Annus Pro Pontifice, Anna Maria Tarantola, afirmou que o documento é “profético, útil ainda hoje nestes tempos de mudanças vertiginosas".

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga nesta sexta-feira, 16 de abril, a mensagem do episcopado brasileiro que reunido, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da CNBB, se dirigiu ao povo neste grave momento.

No texto, os bispos afirmam que diante da atual situação pela qual passa o Brasil, sobretudo em tempos de pandemia, não podem se calar quando a vida é “ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada”. Os bispos asseguram que são pastores e que têm a missão de cuidar. “Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade”, dizem.

Na mensagem, os bispos reiteram que no atual momento precisam continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecem agradecidos que as famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. “Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento”.

Os bispos afirmam que os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado” e que o momento exige competência e lucidez. “São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito”, afirmam.

Fazem, ainda, um forte apelo à unidade das Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil: “Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”.

Confira o texto na íntegra:

MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

Esperamos novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. (2Pd 3,13)

Movidos pela esperança que brota do Evangelho, nós, Bispos do Brasil, reunidos, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 12 a 16 de abril de 2021, neste grave momento, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro.

Expressamos a nossa oração e a nossa solidariedade aos enfermos, às famílias que perderam seus entes queridos e a todos os que mais sofrem as consequências da Covid-19. Na certeza da Ressurreição, trazemos em nossas preces, particularmente, os falecidos. Ao mesmo tempo, manifestamos a nossa profunda gratidão aos profissionais de saúde e a todas as pessoas que têm doado a sua vida em favor dos doentes, prestado serviços essenciais e contribuído para enfrentar a pandemia.

O Brasil experimenta o aprofundamento de uma grave crise sanitária, econômica, ética, social e política, intensificada pela pandemia, que nos desafia, expondo a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. Embora todos sofram com a pandemia, suas consequências são mais devastadoras na vida dos pobres e fragilizados.

Essa realidade de sofrimento deve encontrar eco no coração dos discípulos de Cristo[1]. Tudo o que promove ou ameaça a vida diz respeito à nossa missão de cristãos. Sempre que assumimos posicionamentos em questões sociais, econômicas e políticas, nós o fazemos por exigência do Evangelho. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada[2].

Louvamos o testemunho de nossas comunidades na incansável e anônima busca por amenizar as consequências da pandemia. Muitos irmãos e irmãs, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, cristãos leigos e leigas, movidos pelo autêntico espírito cristão, expõem suas vidas no socorro aos mais vulneráveis. Com o Papa Francisco, afirmamos que “são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos”[3]. As iniciativas comunitárias de partilha e solidariedade devem ser sempre mais incentivadas. É Tempo de Cuidar!

Somos pastores e nossa missão é cuidar. Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade. Por isso, nesse momento, precisamos continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecemos agradecidos que nossas famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento.

Na sociedade civil, os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado”[4]. Isso exige competência e lucidez. São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito. É necessária atenção à ciência, incentivar o uso de máscara, o distanciamento social e garantir a vacinação para todos, o mais breve possível. O auxílio emergencial, digno e pelo tempo que for necessário, é imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia[5], com especial atenção aos pobres e desempregados.

É preciso assegurar maiores investimentos em saúde pública e a devida assistência aos enfermos, preservando e fortalecendo o Sistema Único de Saúde – SUS. São inadmissíveis as tentativas sistemáticas de desmonte da estrutura de proteção social no país. Rejeitamos energicamente qualquer iniciativa que intente desobrigar os governantes da aplicação do mínimo constitucional do orçamento na saúde e na educação.

A educação, fragilizada há anos pela ausência de um eficiente projeto educativo nacional, sofre ainda mais no contexto da pandemia, com sérias consequências para o futuro do país. Além de eficazes políticas públicas de Estado, é fundamental o engajamento no Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco[6].

Preocupa-nos também o grave problema das múltiplas formas de violência disseminada na sociedade, favorecida pelo fácil acesso às armas. A desinformação e o discurso de ódio, principalmente nas redes sociais, geram uma agressividade sem limites. Constatamos, com pesar, o uso da religião como instrumento de disputa política, justificando a violência e gerando confusão entres os fiéis e na sociedade.

Merece atenção constante o cuidado com a casa comum, submetida à lógica voraz da “exploração e degradação”[7]. É urgente compreender que um bioma preservado cumpre sua função produtiva de manutenção e geração da vida no planeta, respeitando-se o justo equilíbrio entre produção e preservação. A desertificação da terra nasce da desertificação do coração humano. Acreditamos que “a liberdade humana é capaz de limitar a técnica, orientá-la e colocá-la ao serviço de outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral”[8].

É cada vez mais necessário superar a desigualdade social no país. Para tanto, devemos promover a melhor política[9], que não se submete aos interesses econômicos, e seja pautada pela fraternidade e pela amizade social, que implica não só a aproximação entre grupos sociais distantes, mas também a busca de um renovado encontro com os setores mais pobres e vulneráveis[10].

Fazemos um forte apelo à unidade da sociedade civil, Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”[11]

Com a fé em Cristo Ressuscitado, fonte de nossa esperança, invocamos a benção de Deus sobre o povo brasileiro, pela intercessão de São José e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Brasília, 16 de abril de 2021.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

 

[1] cf. Gaudium et Spes, 1.

[2] cf. CNBB, Mensagem ao Povo de Deus, 2018.

[3] Papa Francisco, Mensagem para o IV Dia Mundial dos Pobres, 2020.

[4] Constituição Federal, art. 196.

[5] cf. CNBB, OAB, C.Arn´s, ABI, ABC e SBPC, O povo não pode pagar com a própria vida,10 de março de 2021.

[6] cf. Papa Francisco, Mensagem para o lançamento do Pacto Educativo Global, 12 de setembro 2019.

[7] Papa Francisco, Laudato Si´, 145.

[8] Papa Francisco, Laudato Si´, 112.

[9] Papa Francisco, Fratelli Tutti, Cap. V.

[10] cf. Papa Francisco, Fratelli Tutti, 233.

[11] Papa Francisco, Mensagem 58ª. AG CNBB.

 

Fonte: CNBB

O Papa Francisco enviou uma mensagem de vídeo para o episcopado brasileiro reunido na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (AG CNBB) desde a segunda-feira, 12 de abril. O Santo Padre optou por dirigir-se aos bispos do Brasil falando espanhol, razão pela qual pediu desculpas e justificou tratar-se de um idioma que argentinos e brasileiros entendem bem o “portunhol”.

Francisco estendeu carinhosamente, através dos bispos do Brasil, a mensagem também “a cada brasileiro e brasileira” e ao amado Brasil, país que em sua avaliação “enfrenta uma das provas mais difíceis de sua história”.

“Desejo, em primeiro lugar, manifestar a minha proximidade a todas as centenas de milhares de famílias que choram a perda de um ente querido. Jovens, idosos, pais e mães, médicos e voluntários, ministros sagrados, ricos e pobres: a pandemia não excluiu ninguém no seu rastro de sofrimento”, disse o chefe da Igreja Católica.

No vídeo, o Pontífice dirige uma mensagem de ânimo aos bispos brasileiros no contexto da celebração da Páscoa e da Ressurreição de Jesus Cristo. “O anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos! Como cantamos na sequência do Domingo de Páscoa: ‘Duelam forte e mais forte: é a vida que enfrenta a morte. O Rei da vida, cativo, é morto, mas reina vivo!’ Sim queridos irmãos, o mais forte está ao nosso lado! Cristo venceu! Venceu a morte! Renovemos a esperança de que a vida vencerá!”, disse.

O Santo Padre aponta, na mensagem, o caminho para superar o “momento trágico” da pandemia da Covid-19 no país. “A nossa fé em Cristo Ressuscitado nos mostra que podemos superar esse momento trágico. Nossa esperança nos dá coragem para nos reerguemos. A caridade nos impulsiona a chorar com os que choram e a dar a mão, sobretudo aos mais necessitados, para que possam voltar a sorrir. E a caridade nos impulsiona a nós como Bispos a nos despojar. Não tenham medo de despojar-se. Cada um sabe de que coisa… É possível superar a pandemia, é possível superar suas consequências”, afirmou.

O Sucessor de Pedro exorta os bispos a buscarem a unidade, deixando de lado as divisões e desentendimentos, e se encontrando no que é essencial: “Sempre Jesus! Nele está a nossa base, a nossa força, a nossa unidade”. O Chefe da Igreja disse que a missão da Igreja no Brasil, mais do que nunca, é  “ser instrumento de reconciliação, ser instrumento de unidade (…). A Conferência Episcopal deve ser una neste momento, pois o povo que sofre é uno”, conclamou.

Francisco encoraja os bispos a não desanimarem frente aos desafios. “Porém sabemos que o Senhor caminha conosco: ‘Eis que estarei convosco, todos os dias, até o final dos tempos’ (Mt 28,20) – nos diz Ele. Por isso, na certeza de que ‘não nos deu um espírito de covardia, mas de fortaleza, de amor e moderação’ (2 Tim 1,7), deixemos “de lado tudo o que nos atrapalha e o pecado que nos envolve”, disse.

“Peço ao Senhor ressuscitado que esta Assembleia Geral produza frutos de unidade e reconciliação para todo o povo brasileiro e na Conferência Episcopal. Unidade que não é uniformidade, mas que é harmonia: essa unidade harmônica que somente o Espírito Santo confere. Imploro à Nossa Senhora Aparecida que Ela, como Mãe, fomente entre todos os seus filhos a graça de ser defensores do bem e da vida dos outros, bem como promotores da fraternidade”, conclui Francisco.

Veja, no vídeo abaixo, a mensagem que o Papa enviou especialmente para os bispos brasileiros reunidos na 58ª AG CNBB: aqui.

Mensagem do Papa Francisco ao Episcopado Brasileiro

Fonte: CNBB

Os bispos do Brasil reunidos em sua 58ª Assembleia Geral aprovaram, na sessão de manhã, nesta terça-feira, 13 de abril, a mensagem destinada ao Papa Francisco. No texto, o episcopado brasileiro renova o seu apreço, carinho e fidelidade ao Santo Padre.

Os bispos também buscam, no documento, de modo geral, deixar o Santo Padre informado sobre as pautas em discussão na 58ª AG CNBB e dos assuntos importantes para o clero e o povo de Deus na Igreja no Brasil, além de expressar sua comunhão com a Igreja do mundo todo.

Partindo do fato de que, dadas as circunstâncias sanitárias atuais, a Assembleia acontece de forma virtual e requer a colaboração de todos, os bispos do Brasil reconhecem igualmente o esforço de Francisco para a manutenção da unidade eclesial, sobretudo mediante a proposição do diálogo constante e fraeterno, seja no próprio meio católico, seja com os irmãos de outras denominações religiosas e culturas.

O legado eclesial e social das iniciativas do Pontífice também foi lembrado: a encíclica Fratelli tutti, o ano dedicado a São José e às famílias, a retomada dos ensinamentos da exortação apostólica Amoris laetitia, bem como o Pacto Global pela Educação e a Economia de Francisco.

Os bispos também deram destaques às condições impostas pela pandemia da Covid-19 ao Brasil, que ao mesmo tempo demonstram não somente as fragilidades que o país possui para o seu devido enfrentamento, como também as iniciativas despertadas, no âmbito da Igreja no Brasil, para o socorro e autêntica demonstração de caridade evangélica para com os que sofrem seus efeitos. No documento, os bispos do Brasil agradecem a solidariedade do Papa Francisco para com o povo brasileiro.

A mensagem recorda ainda que o eixo condutor dos trabalhos da Assembleia é a reflexão sobre a Palavra de Deus, em consonância com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023). Lembram também a consonância com o Santo Padre no sentido de buscar a purificação da Igreja por meio da proteção das crianças e adolescentes em relação aos casos de abusos por parte do clero, e enaltecem a iniciativa do Sínodo para a Amazônia, bem como o documento dele originado, “Querida Amazônia”, que se traduz numa nova sensibilidade para lidar com os problemas daquela região.

Por fim, acompanham e rezam para que a Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe seja um momento de retomar luzes, perspectivas e esperanças, tantos anos depois da Conferência de Aparecida, da qual Francisco foi um participante decisivo. Veja, abaixo, a íntegra da mensagem aprovada pela plenária da 58ª Assembleia Geral da CNBB:

 

CARTA AO PAPA DA 58ª AG CNBB

Amado Papa Francisco,

Nós, os Bispos do Brasil, reunidos neste ano, de 12 a 16 de abril, por plataforma virtual, a partir de nossas Igrejas Particulares, vivenciamos nossa 58ª Assembleia Geral Ordinária. Neste tempo difícil e desafiador, quisemos viver, neste formato possível, nosso encontro anual, que não nos foi possível realizar no ano passado, devido à insegurança e aos riscos causados pelo início da pandemia da COVID-19.

Expressamos e renovamos nossa fidelidade e nossa comunhão com Vossa Santidade, Bispo de Roma e Sucessor de Pedro. Reconhecemos seus inúmeros esforços para construir a unidade na Igreja e com os demais cristãos e favorecer o diálogo com outras religiões não cristãs e com a pluralidade das culturas. Pudemos, de modo exemplar, perceber isto na sua recente viagem ao Iraque, pelos caminhos da fé de Abraão, e nos fecundos diálogos empreendidos ali pela paz e pela concórdia entre os povos, buscando levar também bálsamo espiritual às muitas feridas causadas pelos históricos conflitos naquela região.

Agradecemos pelos frutos e boas repercussões eclesiais e sociais entre nós gerados pela Encíclica Fratelli tutti e pelo ano dedicado ao Patriarca São José e às famílias. Com o auxílio deste “homem justo”, iluminados e impulsionados pelas indicações pastorais da Exortação Amoris Laetitia, haveremos de relançar o olhar pastoral sobre a realidade das famílias. O ano da “Família Amoris Laetitia”, iniciado em 19 de março e a ser concluído com o X Encontro Mundial de Famílias, em junho de 2022, certamente será um norte seguro para nossa ação evangelizadora das famílias. Sem descuidar igualmente dos esforços da nossa comunidade cristã na construção da grande família humana, chamada a construir-se como casa de irmãos e irmãs, no respeito, na amizade e no diálogo amoroso.

Também não podemos deixar de externar nossos sentimentos de gratidão pela proximidade paterna e misericordiosa de Vossa Santidade, expressa nas muitas formas de concreta solidariedade manifestadas ao povo brasileiro, neste tempo em que a pandemia fez aflorar misérias, sofrimentos e precariedades em muitas regiões e dioceses brasileiras. Os apelos mundiais de Vossa Santidade em relação ao Pacto Global pela Educação e Economia de Francisco estão sendo divulgados e acolhidos pelos respectivos segmentos, com adesões importantes e criativas da sociedade e da Igreja no Brasil.

Nesta pandemia estamos experimentando e assistindo a situações de grande dor e de belas iniciativas, a saber, de um lado, a fragilidade de nossas políticas públicas, a inabilidade de nossos governantes no trato da pandemia, o negacionismo de uma parcela de brasileiros, a politização e ideologização da pandemia, a impossibilidade dos ritos e orações por ocasião do sepultamento dos mortos por COVID-19, causando dor ainda maior às famílias; por outro lado, a solidariedade entre as pessoas, famílias e comunidades, as muitas e criativas formas de presença junto aos que sofrem com a solidão e o abandono, sobretudo os idosos. A pandemia nos tem educado para muitas ações de evangélica caridade, de socorro aos mais vulneráveis, num belo e criativo pacto pela vida e pelo nosso sofrido Brasil.

Contudo, não faltam iniciativas pastorais e vozes proféticas para apontar o Reino e a primazia da vida. Não estamos silenciados! Não estamos omissos! Mesmo reconhecendo o poder das forças de destruição e de morte a que estamos sujeitos. Não perdemos de vista o Evangelho e a presença invisível e vitoriosa do Senhor Jesus, o Vivente, que nos acompanha e nos ajuda a interpretar a história em chave pascal, como fez com os discípulos de Emaús.

Nossa Assembleia Geral dedica-se neste ano, em consonância com as atuais Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, ao tema da Igreja como Casa da Palavra de Deus. “Casa da Palavra: animação bíblica da vida e da pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”. A partir da imagem bíblica da semente (Mt 13,1-9) queremos mergulhar no mistério do Cristo-Palavra, nos desafios da semeadura neste nosso tempo, nos terrenos prioritários, nos meios para semear. Conhecer a Escritura é conhecer Cristo. Ele é nossa Páscoa e nossa Paz! “Do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2,14a). É preciso recomeçar sempre a partir d’Ele! Anuncia-lo com novo ardor, novos métodos, novo testemunho é missão sempre nova e urgente.

Unimo-nos a Vossa Santidade nos esforços pela purificação, conversão e justiça frente aos casos de abusos cometidos por membros da Igreja. Nossas dioceses estão, pouco a pouco, estruturando os “Serviços diocesanos de proteção de crianças, adolescentes e vulneráveis”, para responder e combater este mal que precisa ser extirpado. Há uma assessoria nacional, Núcleo Lux Mundi, que tem prestado grande ajuda às Dioceses e Congregações Religiosas na constituição deste serviço eclesial.

O Sínodo para a Amazônia e a Exortação Apostólica Pós-sinodal “Querida Amazônia” repercutem em nova sensibilidade, gestos de solidariedade e novas atenções pastorais sobre as belezas e problemáticas que tocam aquela região, ainda marcada por graves agressões.

Acompanhamos e rezamos pela Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, a realizar-se em novembro próximo, para celebrar, rever e retomar as luzes, perspectivas e esperanças da Conferência de Aparecida, quatorze anos após aquele encontro do episcopado latino-americano e caribenho, da qual Vossa Santidade, ainda como Arcebispo de Buenos Aires, participou e colaborou decisivamente.

Os Bispos presentes a esta Assembleia Geral do episcopado brasileiro, juntamente com aqueles que nos auxiliam neste encontro, sacerdotes, diáconos, religiosas, cristãos leigos e leigas, assessores e convidados, cada um, a partir de sua Igreja Local, do seu lar ou do seu local de trabalho pastoral, suplica sua bênção apostólica e eleva a Deus uma prece, pela intercessão da Virgem Aparecida, pela sua vida e ministério na Igreja.

Em fecunda e permanente comunhão orante,

Brasília-DF, 13 de abril de 2021.
A presidência.

 

Fonte: CNBB

Aspectos pastorais e sociais da pandemia que já devastou a vida de mais de 350 mil brasileiros, foram partilhados no início da tarde de hoje, 15 de abril, na quarta coletiva de imprensa da 58ª Assembleia Geral da CNBB. O arcebispo de Manaus (AM), dom Leonardo Steiner, e o arcebispo de Florianópolis (SC), dom Wilson Tadeu Jönck, apresentaram aos jornalistas os múltiplos desafios enfrentados nas duas regiões do país.

 

Dom Leonardo Steiner

De acordo com dom Leonardo Steiner, a falta de informação para a população por parte do governo e o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) agravaram o que ele chamou de ‘grande desastre’. “Cerca de 50% da população do Amazonas vive na região metropolitana de Manaus (AM). Só na periferia da capital moram cerca de 36 mil indígenas. Já na primeira onda da pandemia do novo coronavírus, mesmo com a criação de dois hospitais de campanha, a rede do SUS era insuficiente para atender a população. Muitas pessoas vieram a óbito”, disse o arcebispo.

“Desde o início da pandemia, reunimos o conselho presbiteral e foram suspensas todas as celebrações e encontros presenciais. Procuramos atender os cemitérios, que diariamente recebiam até 85 funerais. A segunda onda foi ainda mais difícil, com repercussão na grande mídia com a falta de oxigênio. Nós exportamos o vírus para outros estados com a transferência de infectados”, comentou dom Leonardo. O arcebispo ainda agradeceu a solidariedade recebida de todo o país e de organizações internacionais.

 

Auxílio aos empobrecidos

Dom Wilson Tadeu Jönck partilhou que em Santa Catarina, no início da pandemia, o poder público atuou ativamente no controle da transmissão vírus. Com a chegada do inverno também veio o agravamento da primeira onda da pandemia na região. “A Igreja atuou ativamente com ações de solidariedade. Quando nosso povo é solicitado, ele atende de uma forma extraordinária. Em Florianópolis (SC), frentes de ações da arquidiocese formaram um grande mutirão e muito foi arrecadado. Vivenciamos tudo isso junto com a população”, disse.

De acordo com dados registrados da Ação Solidária Emergencial ‘Tempo de Cuidar’, a arquidiocese de Florianópolis foi a que arrecadou alimentos junto à campanha em todo o país. Foram mais de 500 toneladas de alimentos distribuídos entre a população de rua, desempregados, migrantes e outros necessitados. Também foram registrados a arrecadação de kits de higiene e equipamentos de proteção individual.

Dom Wilson Tadeu Jönck

O arcebispo de Florianópolis partilhou ainda que com a redução dos números de vítimas no final de 2020, houve um relaxamento das restrições, o que acarretou no agravamento da transmissão do vírus no sul do país. “Os números em Santa Catarina ainda são altos. Hoje a grande precariedade é o atendimento nos hospitais e a falta de vagas em UTI’s”, comentou.

 

Segunda fase da Ação Solidária

Também participou da coletiva o bispo de Roraima, presidente da Cáritas Brasileira e 2º vice-presidente da CNBB , dom Mário Antônio da Silva. O bispo apresentou os impactos sociais trazidos pela primeira fase da ‘Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil Tempo de Cuidar’ um ano após o lançamento. Dom Mário também ressaltou que agora a Ação Solidária iniciou uma segunda fase no último domingo, 11 de abril, evidenciando o agravamento da pandemia e da fome em todo o país.

 

Confira o relatório com registros da primeira fase da Ação Solidária clicando (aqui).

 

Fonte: CNBB

Aspectos pastorais e sociais da pandemia que já devastou a vida de mais de 350 mil brasileiros, foram partilhados no início da tarde de hoje, 15 de abril, na quarta coletiva de imprensa da 58ª Assembleia Geral da CNBB. O arcebispo de Manaus (AM), dom Leonardo Steiner, e o arcebispo de Florianópolis (SC), dom Wilson Tadeu Jönck, apresentaram aos jornalistas os múltiplos desafios enfrentados nas duas regiões do país.

Dom Leonardo Steiner
Dom Leonardo Steiner

De acordo com dom Leonardo Steiner, a falta de informação para a população por parte do governo e o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) agravaram o que ele chamou de ‘grande desastre’. “Cerca de 50% da população do Amazonas vive na região metropolitana de Manaus (AM). Só na periferia da capital moram cerca de 36 mil indígenas. Já na primeira onda da pandemia do novo coronavírus, mesmo com a criação de dois hospitais de campanha, a rede do SUS era insuficiente para atender a população. Muitas pessoas vieram a óbito”, disse o arcebispo.

“Desde o início da pandemia, reunimos o conselho presbiteral e foram suspensas todas as celebrações e encontros presenciais. Procuramos atender os cemitérios, que diariamente recebiam até 85 funerais. A segunda onda foi ainda mais difícil, com repercussão na grande mídia com a falta de oxigênio. Nós exportamos o vírus para outros estados com a transferência de infectados”, comentou dom Leonardo. O arcebispo ainda agradeceu a solidariedade recebida de todo o país e de organizações internacionais.

Auxílio aos empobrecidos

Dom Wilson Tadeu Jönck
Dom Wilson Tadeu Jönck

Dom Wilson Tadeu Jönck partilhou que em Santa Catarina, no início da pandemia, o poder público atuou ativamente no controle da transmissão vírus. Com a chegada do inverno também veio o agravamento da primeira onda da pandemia na região. “A Igreja atuou ativamente com ações de solidariedade. Quando nosso povo é solicitado, ele atende de uma forma extraordinária. Em Florianópolis (SC), frentes de ações da arquidiocese formaram um grande mutirão e muito foi arrecadado. Vivenciamos tudo isso junto com a população”, disse.

De acordo com dados registrados da Ação Solidária Emergencial ‘Tempo de Cuidar’, a arquidiocese de Florianópolis foi a que arrecadou alimentos junto à campanha em todo o país. Foram mais de 500 toneladas de alimentos distribuídos entre a população de rua, desempregados, migrantes e outros necessitados. Também foram registrados a arrecadação de kits de higiene e equipamentos de proteção individual.

O arcebispo de Florianópolis partilhou ainda que com a redução dos números de vítimas no final de 2020, houve um relaxamento das restrições, o que acarretou no agravamento da transmissão do vírus no sul do país. “Os números em Santa Catarina ainda são altos. Hoje a grande precariedade é o atendimento nos hospitais e a falta de vagas em UTI’s”, comentou.  

Segunda fase da Ação Solidária

Também participou da coletiva o bispo de Roraima, presidente da Cáritas Brasileira e 2º vice-presidente da CNBB , dom Mário Antônio da Silva. O bispo apresentou os impactos sociais trazidos pela primeira fase da ‘Ação Solidária Emergencial da Igreja no Brasil Tempo de Cuidar’ um ano após o lançamento. Dom Mário também ressaltou que agora a Ação Solidária iniciou uma segunda fase no último domingo, 11 de abril, evidenciando o agravamento da pandemia e da fome em todo o país.

Confira o relatório com registros da primeira fase da Ação Solidária clicando (aqui). 

A Igreja celebra, hoje, 19 de março, a Solenidade de São José, Esposo de Maria. E uma programação especial foi preparada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) foi preparada para honrar o Padroeiro Universal da Igreja neste ano a ele dedicado. Também hoje será aberto o Ano Família Amoris Laettia, convocado pelo Papa Francisco, por ocasião dos cinco anos do documento que é fruto dos Sínodos sobre a Família, em 2014 e 2015.

O Papa Francisco dedicou a São José uma intensa carta apostólica “Patris Corde – com um Coração de Pai” em memória dos 150 anos da declaração como Padroeiro universal da Igreja e, ao mesmo tempo, lhe dedicou o Ano de São José até 8 de dezembro de 2021. Francisco chama José, de o pai amado, pai na ternura, na obediência e no acolhimento, pai de coragem criativa, trabalhador e sempre na penumbra.

Um subsídio pastoral produzido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização em 5 idiomas diferentes, entre eles, o português, já está disponível do site do dicastério para preparar as paróquias e as comunidades cristãs para as 24 horas para o Senhor. O material é dirigido a fiéis que podem se aproximar do Sacramento da Reconciliação ou a quem, devido às restrições da pandemia, vai viver a iniciativa em casa, com a oração pessoal, a partir do final da tarde desta sexta-feira (12).

Na sua mensagem ao povo iraquiano antes da sua Viagem Apostólica o Santo Padre se apresenta como peregrino de paz e de esperança. E recordando o pai Abraão, afirma “confiando em Deus, deu vida a uma descendência tão numerosa quanto as estrelas do céu”. E faz um convite a todos os irmãos e irmãs: “caminhem com esperança e nunca deixem de olhar para as estrelas. Ali está a nossa promessa”

"E vou até vocês como peregrino de paz, para repetir: "Sois todos irmãos" (Mt 23,8). Sim, vou como peregrino da paz em busca de fraternidade, animado pelo desejo de rezar juntos e caminhar juntos, também com irmãos e irmãs de outras tradições religiosas, unidos pelo pai Abraão, que reúne em uma só família muçulmanos, judeus e cristãos”, disse o Papa Francisco aos iraquianos um dia antes de sua viagem.

O Papa Francisco nomeou o Arcebispo de São Salvador da Bahia e Primaz do Brasil, cardeal Dom Sergio da Rocha, como membro da Congregação para os Bispos, na manhã desta quinta-feira, dia 4 de março. Na ocasião, também foi nomeado para a mesma função o cardeal americano Joseph William Tobin, de Newark. “Recebo esta nomeação com humildade e gratidão ao Papa Francisco, esperando contar com a graça de Deus e as orações de todos, para poder cumprir de modo fiel e generoso esse serviço à Igreja”, afirmou o Cardeal Dom Sergio da Rocha.

A Congregação para os Bispos é um dos principais organismos da Cúria Romana, que cuida da criação das dioceses, da nomeação de bispos, das visitas “ad Limina” e dos encontros de bispos novos. Portanto, tem um campo de atuação vasto e de especial importância na Igreja. “A nomeação representa um gesto de bondade do Papa em relação a mim e, sobretudo, de grande estima e consideração pelo episcopado brasileiro e pela Igreja no Brasil. A nomeação para ser membro da Congregação para os Bispos não é uma honraria, mas sim um serviço muito exigente que sou chamado a prestar à Igreja, a pedido do Papa, continuando minha missão de Arcebispo de Salvador”, disse Dom Sergio.

O atual prefeito da Congregação para os Bispos é o cardeal canadense Marc Ouellet e o Secretário é o bispo brasileiro Dom Ilson Montanari. É importante recordar que Dom Lucas Moreira Neves, que foi Arcebispo de Salvador de 1987 a 1998, desempenhou o ofício de prefeito da Congregação para os Bispos.

Fonte: Papa Francisco nomeia Cardeal Dom Sergio da Rocha como membro da Congregação para os Bispos | Arquidiocese de São Salvador da Bahia (arquidiocesesalvador.org.br)

O Pontífice enviou uma mensagem por ocasião da apresentação da “Fratelli Tutti” em língua russa na tarde desta quarta-feira (3), em Moscou. Foi uma alegre surpresa para o Papa saber da tradução, pois abre “uma discussão aberta e sincera” sobre os temas da encíclica para “promover o diálogo entre as religiões. Na verdade, a fraternidade vem do fato de reconhecer um único Pai. E, se todos somos filhos de um único Pai, então podemos nos chamar de irmãos e, acima de tudo, viver como tal.”

De “quentinhas” oferecidas nas portas dos hospitais aos familiares que esperam por notícias dos pacientes internados por Covid-19 à campanha do Regional Norte 1 da CNBB para arrecadar fundos para a compra de oxigênio: assim a Igreja Católica procura amenizar a dramática situação vivida pela população do Amazonas. Até esta segunda-feira (18) de manhã, já tinham sido arrecadados cerca de 170 mil reais. "Estamos vivendo uma tragédia em Manaus nos últimos dias, mas ao mesmo tempo também somos chamados a ser sinal de esperança e a acompanhar tanta gente que está sofrendo”, afirma em depoimento ao Vatican News, o missionário espanhol, Pe. Luis Miguel Modino.

“Permanecei no meu amor e produzireis muitos frutos” (cf. João 15, 5-9) é o tema da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos deste ano. De 18 a 25 de janeiro, as Igrejas e as confissões cristãs são chamadas a refletir, invocando mais intensamente o espírito de comunhão. Os subsídios deste ano foram preparados pelas monjas de Grandchamp, na Suíça, que participarão através do seu site e da página Facebook

Cuidar do outro é praticar a fé, “pois ninguém está imune do mal da hipocrisia”, diz o Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial do Enfermo 2021. O Pontífice repete a crítica feita por Jesus a quem diz, mas não faz e acaba reduzindo a fé a “exercícios verbais estéreis, sem se envolver na história e nas necessidades do outro”.

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
clique para baixar
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
Área de arquivos
Materiais disponibilizados pela Diocese e pelas pastorais

capa267