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Qua, Jun

Jesus nos convida a ressuscitar com Ele

Mensagens do Bispo

Texto de Dom Luiz Antonio Cipolini publicado no jornal diocesano "No Meio de Nós" de abril de 2019

Mas o que significa ressuscitar com Jesus nos dias de hoje? Significa ser discípulos missionários, numa “Igreja em missão no mundo”, como nos diz o Papa Francisco. Somos batizados e enviados a ser sal, luz e fermento, na família, na Igreja, no trabalho, na escola e, principalmente, nas periferias geográficas e existenciais. A vitória de Jesus sobre o pecado e a morte está totalmente manifestada na sua ressurreição, por isso é o ápice de nossa fé. Como afirmou o apóstolo Paulo: “Se não existe a ressurreição dos mortos, então quer dizer que Cristo não ressuscitou. E se Cristo não ressuscitou, nós não temos nada para anunciar, e vocês não têm nada para crer” (1Cor 15, 13-14).

De fato, na alvorada da manhã de domingo, várias mulheres foram ao túmulo. Vinham trazendo essências perfumadas para ungir o corpo de Jesus, e neste fato está a prova de que não esperavam a ressurreição. Parece estranho que tal coisa fosse possível, depois de tantas referências feitas por Jesus à sua morte e ressurreição. Mas, evidentemente as mulheres como os discípulos, sempre que Jesus anunciava a sua paixão, percebiam mais à sua morte. Nunca lhes ocorreu que a ressurreição seria possível; era coisa alheia aos seus pensamentos. Com o rolar da pedra sobre a entrada do túmulo, não somente Cristo ficou sepultado, mas também todas as suas esperanças.

Pelo menos duas daquelas mulheres tinham presenciado o enterro de Jesus, por isso, a sua grande preocupação consistia no ato prático: “Quem nos há de remover a pedra da entrada do túmulo?” (Mc 16,3). Mas, ao se aproximarem, viram que a pedra fora retirada e apesar de verificarem que a pedra, grande como era, fora afastada, estavam longe de concluir que Jesus havia ressuscitado, antes admitiam a possibilidade de um roubo. Em vez do corpo de Jesus, viram dois jovens com roupas resplandecentes lembrando-lhes que não fazia sentido procurar Jesus entre os mortos e pedindo que recordassem o que ele falou: “O Filho do Homem deve ser entregue nas mãos dos pecadores, ser crucificado e ressuscitar ao terceiro dia” (Lc 24,7).

A partir dessa nova luz, as mulheres voltaram a Jerusalém e anunciaram aos discípulos o que viram e ouviram. Na Palavra de Deus, aparece constantemente este dinamismo de saída, que Deus quer provocar em todos os batizados. As palavras do anjo constituíram o primeiro Evangelho pregado depois da ressurreição! Hoje essa mensagem chega a todas as pessoas, pela missão dos batizados. São João Paulo II convidou-nos a reconhecer que “esta é a tarefa primária da Igreja” (RM, 280). O que aconteceria se nossa Diocese tomasse realmente a sério estas palavras? Reconheceríamos que não podemos ficar tranquilos, em espera passiva, em nossos templos, sendo necessário, cada vez mais, viver uma pastoral decididamente missionária. A ressurreição de Jesus, motivo de alegria, de esperança e certeza de vida para sempre com Deus, nos impulsiona para a missão!

Desejo a todos vocês, a todo o clero, aos religiosos, a todas as famílias e comunidades de nossa Diocese, uma abençoada e santa Páscoa!

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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