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Ter, Nov
EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Guia Pastoral Diocesano 2019
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Fraternidade, políticas públicas e missão

Mensagens do Bispo

Texto de Dom Luiz Antonio Cipolini publicado no jornal diocesano "No Meio de Nós" de março de 2019

O amor de Jesus nos impele a buscarmos a conversão e a vida fraterna, especialmente no tempo quaresmal que iniciamos com o rito de imposição das Cinzas e com a abertura da Campanha da Fraternidade (CF). Um dos melhores meios para crescermos em nossa fé é a oração individual e comunitária, o jejum e a caridade, conforme Jesus nos ensina no Evangelho de São Mateus: “Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai que está em segredo. E o teu Pai, que vê no escondido, te dará a recompensa” (6, 6); “Quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está em segredo” (6, 17s); “Quando deres esmola, não saiba tua mão esquerda o que faz a direita” (6, 2). Jesus nos ensina a fazer as obras de misericórdia porque elas concretizam a alegria de Deus e o bem de seus filhos e não para sermos vistos e louvados pelos outros. O compromisso com a defesa da vida, com a paz e com a justiça nasce do reconhecimento da dignidade de toda pessoa humana, como filho de Deus. Portanto, ninguém deveria viver na miséria, no abandono ou na solidão. A CF vivenciada durante o período da quaresma é uma rica oportunidade para revermos nossos conceitos e vivência da caridade e da solidariedade.

O tema da Campanha deste ano é “Fraternidade e Políticas Públicas” e o lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça”, foi inspirado no livro do profeta Isaías (1, 27). Todos desejamos mais vida e dignidade para nossas famílias e comunidades. As Políticas Públicas são o conjunto de ações desenvolvidas pelos governos federal, estadual e municipal, em conjunto com a sociedade, principalmente com os mais variados conselhos comunitários e que visam garantir os direitos básicos da população, tais como o acesso à educação de qualidade, à saúde, à segurança pública, ao trabalho, ao lazer, entre outros.

Alguns desses direitos são universais e os governos devem priorizar em suas ações, segundo a Constituição Federal, outros direitos deverão ser conquistados através da participação dos indivíduos e grupos nos conselhos municipais. O ciclo das políticas públicas começa na identificação do problema, como, por exemplo, o menor sem escola; formulação da política para encaminhar a situação; tomada de decisão; implementação; avaliação e monitoramento da execução das decisões. Portanto, o bom andamento das políticas públicas depende da participação dos cidadãos, do exercício da cidadania.

Diz uma história que um homem estava atolado num pântano, somente a sua cabeça ainda estava fora do lamaçal. Com toda força dos pulmões ele gritou por ajuda. Logo alguém apareceu e tentou ajudar o pobre homem dizendo: “Dê-me tua mão, eu vou tirá-lo do lamaçal”. Mas o homem que estava atolado até o pescoço continuou gritando por ajuda e não fez nada que permitisse ao outro ajuda-lo. Moral da história: precisamos nos colocar no lugar do outro para entender a sua situação e tentarmos ajudá-lo de maneira eficaz.

Que a oração, o jejum e principalmente a caridade vividos nesta quaresma nos ajudem a compreendermos melhor nossa relação filial com Deus e a fraternidade com o próximo. Assim seremos discípulos missionários do amor!

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