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Dom, Jul

Por que falar da santidade?

Mensagens do Bispo

Texto de Dom Luiz Antonio Cipolini publicado no Jornal "No Meio de Nós" - Edição de maio de 2018

Foi publicada no mês passado, no dia 9 de abril, a Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate (Alegrai-vos e Exultai), em que o Papa Francisco estimula os cristãos à busca da santidade na vida cotidiana. O Papa já escreveu sobre o anúncio do Evangelho (Evangelii Gaudium) e sobre o amor na família (Amoris Laetitia), mas, por que falar da santidade?

De acordo com Dom Angelo De Donatis, arcebispo que apresentou a exortação em coletiva de imprensa no Vaticano, o objetivo do documento é “mostrar a atualidade perene da santidade”, uma palavra vista na sociedade de hoje como “antiquada”. “Na verdade, o Papa nos pede para ampliar o nosso olhar, refletir sobre aonde estamos indo, aonde vai a Igreja, pois ela perde o sentido se não tem clara a dimensão do caminho de santidade”, acrescentou.

Portanto, a ideia é apresentar a santidade como meta desejável do próprio caminho humano. É um chamado que Deus apresenta a cada pessoa. Todo cristão, além de admirar os santos e rezar com eles, deve buscar a santidade em sua própria vida cotidiana, na realidade onde se encontra, e praticá-la mesmo com pequenos gestos de caridade, não de forma individualista, mas junto a toda a comunidade, a Igreja.

Todos nós conhecemos algum santo, nas palavras do Papa. São “os santos da porta ao lado” (7), isto é, pessoas que cultivam as virtudes cristãs e que vivem uma profunda amizade com Deus, manifestada no amor ao próximo. Nem sempre essas pessoas foram canonizadas, mas nem por isso deixaram de ser testemunhas de Cristo. E mesmo os santos reconhecidos não eram pessoas sem erros ou pecados. “Talvez a vida deles não tenha sido perfeita. Mas, mesmo diante das imperfeições e de quedas, continuaram a seguir em frente e são agradáveis ao Senhor” (3).

Nesse sentido, “muitas vezes, temos a tentação de pensar que a santidade é reservada apenas àqueles que têm a possibilidade de manter distância das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra. És uma consagrada ou um consagrado? Sê santo, vivendo com alegria a tua doação. Estás casado? Sê santo, amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És um trabalhador? Sê santo, cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho ao serviço dos irmãos. És progenitor, avó ou avô? Sê santo, ensinando com paciência as crianças a seguirem Jesus. Estás investido em autoridade? Sê santo, lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais” (14), insiste Francisco.

Recomendo a leitura e meditação desta Exortação Apostólica a todas as pessoas de boa vontade, aos cristãos e, particularmente, aos jovens, que buscam sentido para suas vidas, pois “a santidade é o rosto mais belo da Igreja” (9).

Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
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