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Sab, Abr

Ressurreição ou reencarnação?

Mensagens do Bispo

Texto de Dom Luiz Antonio Cipolini publicado no Jornal "No Meio de Nós" - Edição de março de 2018

Assim nos ensina o Catecismo da Igreja Católica: “o Credo cristão culmina na proclamação da ressurreição dos mortos, no fim dos tempos e na vida eterna. Cremos firmemente, e assim esperamos que, da mesma forma que Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos, e vive para sempre, assim também, depois da morte, os justos viverão para sempre com Cristo Ressuscitado e que Ele os ressuscitará no último dia” (988-989).

Como a ressurreição de Jesus Cristo, também a nossa será obra da Santíssima Trindade: “Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dentre os mortos habita em vós, aquele que ressuscitou Cristo Jesus dentre os mortos dará vida também aos vossos corpos mortais, mediante o seu Espírito que habita em vós” (Rm 8,11). Crer na ressurreição dos mortos foi, desde os inícios, um elemento essencial da fé cristã. A reencarnação é a teoria segundo a qual a alma, deixando o corpo após a morte, passaria para outro corpo. A Bíblia ensina que cada pessoa tem uma só existência sobre a terra e que, após essa vida, comparece diante de Deus para ser julgada. Diz a Carta aos Hebreus: “está determinado que os homens morram uma só vez, e depois vem o julgamento” (Hb 9,27). De fato, Jesus Cristo e os apóstolos não pregaram a reencarnação e, sim, a ressurreição dos mortos: “Vem a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão sua voz, e sairão. Aqueles que fi zeram o bem ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação” (Cf. Jo 5,28-29; 6,54; Mc 3,29; 9,43-48). A reencarnação é incompatível com a fé católica. O purgatório é a purificação final dos eleitos que morreram na graça e na amizade de Deus, mas que não alcançaram, ainda, a santidade necessária para usufruir da alegria celestial.

A purificação final nada tem a ver com o castigo dos condenados. No texto do Evangelho de Mateus 12,31, diz-se que “todo pecado e toda blasfêmia serão perdoados; mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada”. Esta afirmação nos leva a deduzir que alguns pecados poderão ser perdoados no século futuro. Já em 2 Macabeus 12,46, Judas Macabeu mandou oferecer um sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que obtivessem o perdão dos pecados.

A partir destas citações e de sua Tradição, a Igreja sempre rezou pelos mortos, particularmente na celebração Eucarística, para que, purificados, possam chegar à visão beatífica de Deus, o Paraíso (Cf. CIC 1030-1032).

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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