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Sab, Abr

Fraternidade e superação da violência

Mensagens do Bispo

Texto de Dom Luiz Antonio Cipolini publicado no Jornal "No Meio de Nós" - Edição de fevereiro de 2018

“A radicalidade da violência só se resolve com a radicalidade do amor redentor” (DAp 543).

Uma das realidades de nosso país que golpeia a todos os setores da população é a violência, tema da Campanha da Fraternidade deste ano. A violência é consequência das injustiças e outros males que durante longos anos vêm sendo semeado nas comunidades do nosso imenso Brasil. A vida social em convivência pacífica e harmônica está se deteriorando gravemente pelo crescimento da violência, que se manifesta em roubos, assaltos, sequestros e assassinatos que a cada dia destróem mais vidas humanas e enchem de dor as famílias e a sociedade inteira.

Vivemos uma realidade histórico-cultural marcada pelo abandono de Deus, por comportamentos viciosos, opressão, corrupção, ingratidão, misérias e violência. Vivemos uma globalização sem solidariedade que afeta negativamente os setores mais pobres. “Os excluídos não são somente explorados, mas supérfluos e descartáveis” (DAp 65). Diante desta realidade desafi adora nos questionamos: É possível mudar esta situação de extrema violência e insegurança? Quais são os caminhos, novos e criativos, para superar a violência?

No fiel cumprimento de sua vocação batismal, o cristão deve levar em consideração os desafios que a realidade de hoje apresenta à Igreja, isto é, não pode ser indiferente diante dos graves problemas de violência e a crescente cultura da morte, que afeta a vida em todas as suas formas. A alegria dos discípulos de Jesus Cristo e seu compromisso com a construção de um mundo sem violência, é o antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e oprimido pela violência e pelo ódio (Cf. DAp 29).

Todos os cristãos e pessoas de boa vontade são chamados a promover a geração de uma “cultura da paz” que seja fruto de um desenvolvimento sustentável, equitativo e respeitoso da criação. A Igreja, sacramento de reconciliação e paz, deseja que os discípulos missionários de Jesus Cristo sejam também construtores de paz. A geração da cultura da paz implica assumir plenamente a radicalidade do amor cristão, que se concretiza no seguimento de Cristo na cruz; no padecer por Cristo por causa da justiça; no perdão e no amor aos inimigos, em suma, “a radicalidade da violência só se resolve com a radicalidade do amor redentor” (DAp 543). A todas as pessoas de boa vontade e ao amado povo da Diocese de Marília, uma abençoada Quaresma!

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
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