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Sab, Abr

Homilia de Dom Luiz na missa de posse do Pe. Rafael

Mensagens do Bispo

Homilia de Dom Luiz Antonio Cipolini na missa de posse do Pe. Rafael Octávio Garcia - 14 de janeiro de 2018

Prezado Pe. Rafael e demais padres aqui presentes. Caríssimas religiosas da Congregação das Missionárias de Nossa Senhora de Fátima, demais religiosos e seminaristas. Saudação especial à querida mãe do Pe. Rafael, Dona Teresinha e demais familiares. Caros paroquianos da Paróquia São Luiz Gonzaga, de Iacri. Queridos Irmãos e Irmãs.

O evangelho que acabamos de ouvir narra a vocação dos primeiros seguidores de Jesus. João Batista encaminha seus discípulos até Jesus. Os discípulos estão buscando e à busca deles corresponde um convite de Jesus para que venham ver e permaneçam com ele. Jesus é a resposta de Deus à busca do ser humano. Por Cristo, com Cristo e em Cristo nos encontramos com Deus. Jesus é a revelação de Deus que supera toda a Sabedoria do Antigo Testamento.

Através do testemunho de João Batista, os discípulos vislumbram em Jesus o Cordeiro de Deus, o Servo Sofredor, o Messias. Querem saber onde é sua morada e Jesus os convida: “Vinde ver” (Jo 1,39). Vir significa o passo da fé, ver significa a visão da fé. Finalmente os discípulos permanecem, demoram-se com ele, significa a união vital permanente com Jesus. Os que foram à procura do mistério do Salvador e Revelador acabaram sendo convidados e iniciados por ele. Os discípulos fazem a experiência de permanecer com Jesus.

Um encontro como este transborda. Leva a contagiar os outros que estão na mesma busca. André, um dos dois que encontraram Jesus, vai chamar seu irmão Simão para partilhar sua descoberta: “Encontramos o Messias” (Jo 1, 41). Simão se deixa conduzir até Jesus, que logo transforma seu nome em Cefas, que significa Pedro, dando-lhe nova identidade.

A primeira leitura aproxima deste evangelho o que ocorreu, mil anos antes, ao jovem Samuel, que servia no templo de Sião, junto ao sacerdote Eli. Deus o estava chamando, mas ele pensava que fosse o sacerdote. Na terceira vez o sacerdote o ensinou que quem o chamava era Deus mesmo. Então Samuel respondeu: “Fala Senhor, teu servo escuta” (1Sm 3,10). Vocação é um diálogo entre Deus e nós, geralmente por meio de algum intermediário humano. Nós não decidimos, por nós mesmos, como vamos servir a Deus. Temos que ouvir, escutar, meditar.

O convite de Deus pode ser muito discreto. Talvez esteja escondido em algum fato da vida, na palavra de um amigo... ou até mesmo de um inimigo! Ou simplesmente no talento que Deus nos deu. De nossa parte é preciso disposição positiva, atenção, procura. Quem não procura pode não perceber o discreto chamado de Deus. É importante também expressar nossa disponibilidade na oração: “Senhor onde moras? Fala, Senhor, teu servo escuta”. Sem a oração, a vocação não tem vez.

Quando falamos em vocação logo se pensa em vocação específica para padre ou para a vida religiosa. Mas, antes disso, existe a vocação à vida cristã, para os diversos caminhos da vida. Essa vocação cristã realiza-se no casamento, na vida profissional, na política, na cultura. Seja qual for o caminho, importa ver se nele seguimos o chamado de Deus e não algum projeto concebido em função de nossos próprios interesses. Enfim somos todos vocacionados a ser “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5,13-14). Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja em saída, a serviço do Reino de Deus.

Que o Pe. Rafael, juntamente com todos vocês, fiéis ao batismo que receberam, atuando nos Conselhos e Pastorais, possam testemunhar a alegria do encontro com Jesus Cristo e levar muitos irmãos e irmãs até Ele.

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
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