17
Sab, Abr

MISSA DA INSTITUIÇÃO DOS MINISTÉRIOS DE LEITOR E ACÓLITO

Mensagens do Bispo

SOLENIDADE DA ASSUNÇÃO DE MARIA - CATEDRAL 16/08/2015

Saúdo a Dom Osvaldo, Bispo Emérito, Pe. Clécio, Pároco e Reitor da Catedral Basílica de São Bento, a todos Padres e Diáconos presentes. Saudação afetuosa aos Religiosos, hoje nós comemoramos, no Ano da Vida Consagrada, o dia da Vocação à vida religiosa.

Saúdo também aos Seminaristas e, de forma especial, àqueles que receberão os ministérios de leitor e acólito, juntamente com seus familiares a amigos.

Acabamos de ouvir o Evangelho, a Palavra de Deus, onde Isabel diz à Maria: “Feliz daquela que acreditou...” (Lc 1,45). Isabel revela-nos, ao mesmo tempo, o mistério de Maria e a razão profunda de sua felicidade. O mistério de Maria assenta inteiro no vínculo privilegiado da sua maternidade que a une ao “fruto do seu ventre” (Lc 1,42). Mas trata-se de uma maternidade que foi, ao princípio, aceita na fé. Maria é, acima de tudo, uma mulher que acreditou, uma mulher que disse um sim total à Palavra, ao contrário de Zacarias que duvidou.

É esta fé de Maria que Isabel proclama: “Feliz daquela que acreditou que teriam cumprimento as coisas que lhe foram ditas da parte do Senhor” (Lc 1,45). Não existe oposição entre a maternidade de Maria e a sua audição da Palavra, antes, uma está associada à outra. E as promessas de Deus realizaram-se realmente em Maria, e, como sempre, além de toda esperança. A sua glorificação em corpo e alma, que celebramos hoje, resulta da misericórdia divina, mas é também uma conclusão lógica da sua vocação e da maneira como a viveu.

Maria viveu a sua vocação plenamente. Se alguém seguiu Cristo de perto, sem o mais pequena distração, foi Ela. “Do sim da Anunciação ao consentimento doloroso do Calvário, Maria, abraçando corajosamente o desígnio salvador de Deus, entrega-se com todo o seu ser à pessoa e à obra de seu Filho” (LG 56). Como não haveria Cristo de levar Maria com Ele, em corpo e alma, à glória aonde a cruz conduz? Que outro caminho se poderia imaginar para Maria, senão esta participação imediata e total na vida do Ressuscitado?

A Assunção, para Maria, é, sem dúvida, um privilégio, mas não um privilégio que a separa de nós, antes a aproxima. O caminho que Maria percorreu para chegar à glória da Assunção, à medida da sua vocação excepcional, nós também o devemos percorrer, conforme a nossa própria vocação. A Assunção de Maria nos convida a um compromisso sério ao serviço do Senhor e dos nossos irmãos, no quotidiano da nossa existência.

A solenidade da Assunção da Virgem Maria, nos convida a viver profundamente nossa vocação de cristãos. A teologia conciliar aponta para a sublime vocação de todos os seres humanos, afirmando que dentro de todos nós, esta depositado um “gérmen divino” que corresponde à vocação de instaurar a “fraternidade universal” (GS 3). Trata-se de uma altíssima vocação em que o Cristo oferece luz e força pelo seu Espírito (GS 10). A Igreja se coloca na tarefa de “discernir, nos acontecimentos”, “exigências e aspirações” dos homens de hoje, quais são os verdadeiros sinais vocacionais acerca da vocação integral do homem (GS 11).

Ao lado desta sublime vocação, comum a todos os cristãos, Deus nos concede tantos carismas. Segundo o Papa Francisco, nós não conseguimos entender sozinhos se temos um carisma e qual. Ninguém pode dizer: “Eu tenho este carisma”. É dentro da comunidade que desabrocham e florescem os dons dos quais o Pai nos enche; e é no seio da comunidade que se aprende a reconhecê-los como um sinal do seu amor por todos os seus filhos. Cada um de nós, então, é bom que se pergunte: “Há algum carisma que o Senhor fez surgir em mim, na graça do seu Espírito, e que os meus irmãos, na comunidade cristã, reconheceram e encorajaram?

Segundo o Papa Francisco, a experiência mais bela, é descobrir de quantos carismas diversos e de quantos dons do seu Espírito o Pai enche a sua Igreja. Isto não deve ser visto como motivo de confusão, de desconforto: são todos presentes que Deus dá à comunidade cristã, para que possa crescer harmoniosa, na fé e no seu amor, como um só corpo, o corpo de Cristo. Ai de nós, então, se estes dons se tornam motivo de inveja, de divisão, de ciúme! Diante desta multiplicidade de carismas, então, o nosso coração deve se abrir à alegria e devemos pensar: Que coisa bela! Tantos dons diversos, porque somos todos filhos de Deus, e todos amados de modo único.

E aquilo que nós queremos pedir a Deus nesta celebração é que Ele nos dê a graça de vivermos bem a nossa vocação, a exemplo de Maria. Nós confiamos à misericórdia divina todos os vocacionados, especialmente os seminaristas que irão receber hoje os ministérios de leitor e acólito. “O Leitor é instituído para a função que lhe é própria: ler a Palavra de Deus nas assembléias litúrgicas... A fim de poder desempenhar esta tarefa com aptidão e perfeição sempre maiores, procure o leitor meditar com assiduidade a Sagrada Escritura. Consciente do ofício recebido, procure adquirir cada vez mais, por todos os meios oportunos, intenso amor e conhecimento da Sagrada Escritura, de modo a tornar-se discípulo mais perfeito do Senhor” (Pontifical Romano p. 245).

“O Acólito é instituído para ajudar o Diácono e para servir ao Sacerdote. É sua tarefa, portanto: cuidar do serviço do altar; auxiliar o Diácono e o Sacerdote nos atos litúrgicos, sobretudo na celebração da santa Missa... O Acólito desempenhar-se-á ainda mais dignamente desse encargo, se participar da Santíssima Eucaristia, com piedade sempre mais ardente, alimentando-se dela e procurando alcançar conhecimento mais profundo destes mistérios... Por fim, com amor sincero, demonstre seu interesse pelo Corpo místico de Cristo ou povo de Deus, especialmente pelos fracos e pelos doentes” (Pontifical Romano p. 246).

Caros Irmãos e Irmãs, peçamos a intercessão da Virgem Maria Assunta ao céu, a fim de que, juntos possamos entrar no coração do Evangelho e aprender a seguir Jesus na nossa vida.

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
clique para baixar
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
Área de arquivos
Materiais disponibilizados pela Diocese e pelas pastorais

capa266