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Seg, Abr

Homilia da missa e profissão temporária da Ir. Maria Inês

Mensagens do Bispo

MOSTEIRO MARIA IMACULADA – MARÍLIA 26/12/2014

Caríssima Madre Francis Maris, caríssimas Irmãs Clarissas, caríssima Irmã Maria Inês e familiares. Amados Irmãos e Irmãs.

Estamos vivendo o Ano dedicado à vida consagrada. Na circular aos consagrados e às consagradas, escrito pela Congregação para Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, lemos o seguinte: "Esta Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de vida Apostólica convida a refletir sobre o tempo de graça que nos é dado viver a partir do convite especial que o Papa Francisco dirige à vida consagrada" (p.6).

Refletindo sobre a circular, gostaria de destacar três conselhos, atitudes, formas de vida, recomendados aos consagrados, mas que tocam a todos os cristãos.

A Alegria. A alegria como fruto da presença benévola de Deus. Alegria como dom messiânico por excelência, como Jesus mesmo promete: "a minha alegria esteja em vós, e a vossa alegria seja completa" (Jo 15,11; 16,24; 17,13). A alegria que provém da certeza de sentir-nos amados. A alegria de fazer a "peregrinação interior", que começa na oração, mantendo o nosso coração unido ao de Cristo, cheio de misericórdia e de amor. A alegria do momento no qual Jesus olhou para mim. Renascer cotidianamente para a vocação. A tristeza e o medo devem dar lugar à alegria. A alegria é um fruto do Espírito Santo. "Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus", disse Santo Estevão. "Talvez não seja gratuito dizer que a crise da vida consagrada passa também pela incapacidade de reconhecer tal chamado profundo, mesmo naqueles que já vivem esta vocação"(p. 23).

A Fidelidade. A fidelidade é consciência do amor. Nossas distâncias e os nossos abandonos de Deus. Talvez pequenos, mas há muitos na vida quotidiana. A fidelidade nos ensina a olhar no fundo do nosso coração, olhar no íntimo de nós mesmos e interrogar: temos um coração que aspira por algo de grande, ou um coração entorpecido pelas coisas, distraído, esquecido do amor a Deus? De Estevão se diz: "Não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava". A fidelidade nos ensina a fazer memória de ser chamados aqui e agora.

A Cruz. Perseverar até o Gólgota, experimentar as lacerações das dúvidas e da rejeição. É da cruz, supremo ato de misericórdia e amor, que se renasce como nova criatura (Gl 6,15). Quando caminhamos sem a cruz, edificamos sem a Cruz, ou confessamos um Cristo sem Cruz, não somos discípulos do Senhor: somos mundanos. A fidelidade no discipulado passa e é provada, na verdade, pela experiência da fraternidade, lugar teológico, em que somos chamados a apoiar-nos no "sim" alegre do Evangelho. Enquanto o apedrejavam, Estevão clamou dizendo: "Senhor Jesus, acolhe o meu espírito". As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.

Querida Irmã Maria Inês: Alegria, Fidelidade e Cruz, eis o caminho da Consagração. O próprio Senhor Jesus te dará as graças e as forças necessárias para aperfeiçoar sua vocação. Tenha fé, siga confiante no amor e na presença do Senhor! Amém!

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
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