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Seg, Abr

Jubileu de Prata da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe

Mensagens do Bispo

MARÍLIA 13 DE DEZEMBRO DE 2014

Hoje celebramos a mãe de Deus e nossa, sob o título de Nossa Senhora de Guadalupe, a padroeira principal da América Latina. Ter uma padroeira significa ter uma intercessora junto de Deus. Assim sendo, a América Latina tem como mãe, protetora e intercessora, Nossa Senhora de Guadalupe, cuja imagem foi revelada na manta do indio Juan Diego, num momento turbulento da história Latino Americana, quando aqui imperava a escravidão dos povos indígenas. Maria vem ao encontro de seus filhos e filhas com rosto indígena, em perfeita sintonia com os que sofriam a escravidão. É a mãe que assumiu as dores de seus filhos, que se estampa na imagem de Nossa Senhora de Guadalupe: a mãe intercessora.

O evangelho que acabamos de ouvir, nos fala dessa mãe intercessora. A mãe intercessora, que sente o sofrimento de seus filhos e percebe imediatamente quando algo lhes falta. No evangelho das bodas de Caná, a vida é apresentada como um banquete, uma festa, a festa de casamento. O vinho representa a alegria. No banquete da vida não pode faltar alegria. Porém, num dado momento, nota-se que o vinho acabou. Isto é, nota-se que o povo não está tendo mais alegria. E quem é que percebe que eles não têm mais vinho? É Maria, a mãe de Jesus. É a mãe que percebe primeiro quando seus filhos não estão bem; quando falta algo em sua casa; quando alguma coisa não caminha bem. Assim sendo, Maria é quem constata primeiro: "Eles não têm mais vinho".

É preciso fazer algo imediatamente para que a festa continue, pois sem o vinho da alegria, da esperança, do amor, a festa se acaba. E qual foi a atitude de Maria? Recorrer a Jesus. Ela sabia quem era ele. A mãe é a primeira a saber quem são seus filhos. Assim sendo, ela age com confiança em dizer: "Fazei tudo o que Jesus vos disser". Eis a chave para solucionar todas as dificuldades: obedecer a Jesus; fazer o que ele disser; colocar em prática suas palavras. Como nos diz o papa Francisco em sua encíclica "A alegria do Evangelho": "Convido todo cristão, em qualquer lugar e situação que se encontre, a renovar hoje mesmo o seu encontro pessoal com Jesus Cristo ou, pelo menos, a tomar a decisão de se deixar encontrar por Ele, de procurá-Lo dia a dia sem cessar. Não há motivo para alguém poder pensar que este convite não lhe diz respeito, já que da alegria trazida pelo Senhor ninguém é excluído" (EG, 3).

Talvez seja isso que esteja faltando para que a humanidade encontre a alegria de viver. Se ainda há tantas faltas, tantas carências, tantas coisas que nos entristecem, é sinal de que ainda há muita gente que não está fazendo o que Jesus nos ensinou. Porém, quando acontece este encontro com Jesus Ressuscitado o milagre se realiza. As talhas em que foi colocada água ficaram cheias de vinho. E não foi de qualquer vinho, foi do melhor, o que surpreendeu a todos. Esse vinho melhor significa o próprio Jesus, nosso encontro com Ele e com a sua novidade. Quem o encontra, o escuta e faz o que ele diz prova desse vinho, e quem provar desse vinho nunca mais vai querer tomar outro. Quem apontou esse caminho foi Maria.

Assim, Nossa Senhora é aquela que indica o procedimento correto para chegar até seu Filho Jesus. Dessa maneira, Maria continua sendo aquela que ora por todos nós e pela Igreja, como ouvimos na leitura dos Atos dos Apóstolos: Perseveravam unânimes na oração, com Maria, a mãe de Jesus (cf At 1,14). A tarefa principal é a oração em comum; imagem inicial de comunidades cristãs. Podemos afirmar que Maria reza por cada um de nós e também pela paróquia, isto é, por esta "célula da diocese" (cf Doc. !00 da CNBB, 124). A paróquia, comunidade local dos fiéis, é uma porção do Povo de Deus, é parte da Igreja Particular, que é a Diocese. A paróquia só pode ser entendida a partir e em comunhão com a diocese. A comunidade paroquial se expressa na comunhão dos seus membros entre si, com as outras comunidades paroquiais e com toda a diocese reunida em torno de Jesus Cristo. Assim, a Igreja, que prolonga a missão de Jesus, há de ser compreendida como comunhão. Estavam reunidos pela oração em comum.

Desse modo a profecia de Miquéias será realidade entre nós. O profeta anuncia que da pequena Belém sairá aquele que haverá de ser chefe em Israel e que governará o mundo com justiça. Alguém de origem antiga, ou seja , escolhido antes de todos os tempos, mas que viria ao mundo como ser humano, nascido de uma mulher, de uma mãe que o daria à luz. Enfim, o profeta anuncia o nascimento daquele que viria trazer paz ao mundo, governando-o com a própria força de Deus e com a majestade do nome de Deus. Ele estenderia o seu poder até os extremos da terra. Ele próprio seria a paz, diz o profeta, ou seja, em outras palavras, seria o próprio Deus.

Que Maria sempre Virgem de Guadalupe, mulher de rosto indígena, que se compadece de todos os que sofrem, principalmente os povos indígenas, interceda junto a Deus por nós, por esta paróquia e pela porção do Povo de Deus que é a Diocese de Marília. Que todos nós, a seu exemplo, possamos também manter nossa fidelidade a Deus, sendo unidos na oração e fiéis aos nossos irmãos sofredores.

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade”
Exortação Apostólica “Gaudete et Exsultate: chamado à santidade” é lançada pelo papa
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