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Dom, Set

Por trás de uma santa mulher… uma santa família

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Em 2020, como promoção do Ano Vocacional Diocesano, proposto pelo bispo diocesano Dom Luiz Antonio Cipolini, no dia 27 de junho, às 19h30, no Teatro do Colégio Sagrado Coração de Jesus, a Diocese de Marília contará com um espetáculo teatral da vida e vocação de Santa Gianna Beretta Molla.
Santa Gianna nasceu em Magenta, Milão (Itália), no dia 04 de outubro de 1922. Filha de Alberto e Maria Beretta, pertencentes à ordem terceira de São Francisco de Assis. Décima de treze filhos, porém cinco irmãos faleceram ainda em tenra idade.
A senhora Maria Beretta dedicava-se aos cuidados da casa e mais diretamente à educação dos filhos. A ela são atribuídas as seguintes palavras: “Mulher maravilhosa, dotada de inteligência e vontade férrea. Era severa consigo mesma, porém muito amável conosco”. Dedicava-se a várias obras de caridade. O pai, Alberto Beretta, era arrimo da família e, igualmente, transmitia muita fé aos seus filhos. A família se reunia ao redor dos pais todas as noites, e ali ocorria um momento maravilhoso de diálogo e oração.
Fazem parte das memórias da família Beretta os seguintes relatos:

“Papai se levanta às cinco horas todas as manhãs para assistir a Missa. Depois da primeira refeição, nós o acompanhávamos até o bonde, e às oito horas da noite, quando ele retornava, íamos recebê-lo na parada. Nós íamos à Missa de manhã com a mamãe. Ela nos ajudava na preparação para a Santa Comunhão e nas orações de ação de graça. Papai também nos ajudava nas orações durante a Missa aos domingos. Ninguém era constrangido a assistir a Missa diariamente, mas mamãe tinha um modo tão doce e benigno de nos despertar, que nos encorajava a ir rezar ao Senhor.”

Sobre a oração em família, conta um irmão de Santa Gianna:

“A família recitava o Rosário. Os irmãos mais velhos ficavam de pé com papai diante de uma imagem da Santa Virgem colocada sobre o piano; os menores, sentados todos junto de mamãe; muitas vezes adormeciam durante as orações. Papai incluía ainda a oração de consagração da família ao Sagrado Coração de Jesus e a São José, patrono das famílias.”

Nesse santuário doméstico, a família Beretta cumpriu a sua vocação com amor, esmero e dedicação às coisas de Deus. Dali germinaram para a Igreja dois sacerdotes, um diocesano e um frade capuchinho (que se tornou missionário no Brasil), e uma religiosa, além de maravilhosas vocações matrimoniais, incluindo a de Santa Gianna Beretta Molla, mãe, esposa e médica.
Não há dúvidas de que a vocação matrimonial do Sr. Alberto e da Sra. Maria Beretta tenha sido “sal da terra e luz do mundo” (cf Mt 5, 13-14). A própria santa afirmou, certa vez: “Os meus santos pais, tão retos e sábios! Daquela sabedoria que é reflexo de suas almas boas, justas e tementes a Deus!”. Os senhores Beretta, com o auxílio de Deus, viveram a santidade em suas vidas e souberam criar filhos com o coração ancorado no Céu.

Texto por: Luís Augusto Magron Carrion, seminarista do 2º ano de Filosofia. Exerce seu estágio pastoral na Paróquia Santo Antônio de Adamantina.

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