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Dom, Jan
EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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Guia Pastoral Diocesano 2019
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Auto-acolhida em comunicação

Padres e seminaristas

Hoje em dia é inegável a pressão pela qual o ser humano passa. É pressão de todos os tipos de pesos e medidas que roubam a sua paz, tornando-o produtor de violência. O agredido agride.

E como se não bastassem as pressões que vem de fora, a pessoa humana também sofre as pressões que vem de dentro dela mesma. Instalam-se aí conflitos que a deixa aflita, impedindo-a de crescer e evoluir. Desse modo, o ser humano que foi criado para transcender, começa a descender. Perde a arte da queda para o alto e se perde na queda para baixo.

Com isso, a existência humana vai ficando profundamente marcada por desconfortos e desilusões. O mal estar impera no lugar do bem estar, deixando a pessoa longe de estar bem. Está bem. Mas, qual é a luz? Qual é o caminho?

Pois é! O caminho e a luz para encontrar de novo a vida e ficar de bem com ela, e a arte da auto-acolhida. E o que isso significa?

Auto-acolhida significa a pessoa estar disposta a tratar-se bem, ficar do seu próprio lado e abrir espaço em seu interior para se receber e se aceitar tal como é, com carinho, respeito e admiração. Auto-condenar não é bom. Auto-acolher é preciso.

A luz e o caminho da auto-acolhida levam a pessoa a criar coragem para varrer de sua vida o veneno da culpa e da autocrítica maldosa que servem apenas para afundar a pessoa no mar da desvalorização de si mesmo. Não é pulando no poço que se chega ao topo da montanha. Para subir tem que subir. Tem muita gente que há muito tempo esqueceu esse óbvio. A auto-acolhida ensina que quando a pessoa errar e criar um mal estar para si ou para os outros, basta

reconhecer o que fez e reparar o feito com defeito, sem se condenar por isso. Nesse momento, é importante e bom saber escolher auto-acolher. É assim que se joga fora o pecado e acolhe o pecador, tratando-o com dignidade e respeito, do jeito que ensinou o Mestre do Amor.

Quando a pessoa caminha pelos caminhos da auto-acolhida vai se libertando da posição de vítima das tentações e vai aprendendo a ser, no meio delas, sujeito das suas próprias decisões, fazendo escolhas que ajudam no processo de superação e evolução. O objetivo da queda não é derrubar, mas ensinar a levantar.
Diante da situação atual do mundo, é urgente que o ser humano escolha caminhar pelos caminhos da auto-acolhida, porque somente estando de bem consigo mesmo, é que ele poderá estar bem e de bem com os outros. Quando lá dentro estiver tudo bem, o bem de lá de dentro transbordará para fora. E aqui fora fica tudo bem também.

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