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Qua, Mai

Teologia da Igreja Local no Concílio Vaticano II

Padres e seminaristas

Embora tenha escolhido como ponto de partida a Igreja universal, o Vaticano II oferece elementos para a teologia da Igreja local, ainda que embrionária. Estes elementos podem ser encontrados nos seguintestextos conciliares: LG 13, 23, 26-28 e 45; CD 11, 27, 36-38; PO 7; AA 26; UR 4. Pode-se acrescentar ainda: AG 4, 10, 15, 22 e 38.

Entende-se a Igreja local não como “parte” da Igreja universal, unidade ou sessão administrativa de um todo, mas com eclesialidade própria. Plenamente Igreja, porém não “toda” a Igreja. Não sendo “autossuficiente”, desenvolve sua missão em comunhão com outras Igrejas locais e com a Igreja de Roma.

A eclesiologia do Vaticano II apresenta a Diocese como o tipo de Igreja particular que plenamente realiza e manifesta a Igreja de Cristo.

Diocese é a porção do povo de Deus, que se confia aos cuidados pastorais de um Bispo, coadjuvado pelo seu presbitério, para que unida ao seu Pastor e reunida por ele no Espírito Santo por meio do Evangelho e da Eucaristia, constitua uma Igreja particular, na qual está e opera verdadeiramente a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica (CD II, 11).

Além da Diocese, o Vaticano II reconhece outras Igrejas particulares que transcendem os limites da Igreja diocesana. Refere-se às Igrejas Orientais Católicas como “Igrejas particulares ou ritos” (OE 2), destaca as Igreja Patriarcais (LG III, 23d, OE 7-11) e apresenta a importância das Conferências Episcopais para a aplicação concreta do afeto colegial (LG III, 23d).

O Vaticano II reconhece um tipo de Igreja local que realiza sua eclesialidade na comunidade paroquial em torno dos presbíteros, colaboradores do Bispo e ainda em comunidades menores[1], como as “igrejas domésticas”.

Em virtude do atendimento às obras pastorais especializadas, em favor de diversos grupos sociais, o Concílio (PO 10) prevê a possibilidade de seminários internacionais, dioceses especiais e prelaturas pessoais, como de fato ocorreu posteriormente.

Desta maneira, a diversidade das Igrejas locais, com sua riqueza teológica, litúrgica e cultural, manifesta a Unidade e a Universalidade (Catolicidade) de todo o Corpo de Cristo. Evita-se a uniformidade, valorizando a “encarnação” da Igreja em cada povo e cultura. A Igreja universal, longe de ser mera abstração ou uma “super Igreja” que se sobrepõe às demais, constitui a comunhão das Igrejas locais, tendo Roma e seu Bispo (o Papa) como o centro desta comunhão.

[1] Enquanto cooperadores do Bispo e sob sua autoridade, os párocos são chamados de “pastores próprios” de suas comunidades (CD 30). As paróquias e comunidades menores devem estar em comunhão com o Bispo.

EXORTAÇÃO APOSTÓLICA PÓS-SINODAL CHRISTUS VIVIT
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